Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// TESES E DISSERTAÇÕES
TESES DE DOUTORADO // TESES EM 2017
ANDRÉ ANTÔNIO BARBOSA
Constelações da Frivolidade no Cinema Brasileiro Contemporâneo
Orientador: Denilson Lopes Silva
Resumo: A palavra “frivolidade” costuma assumir, no senso comum, um sentido pejorativo. Nesta tese, porém, ela é utilizada para caracterizar uma sensibilidade estética: a lógica de um gosto que configura o funcionamento de determinados filmes através de aspectos estilísticos como a frieza, o hedonismo e a inconsequência lúdica. No circuito do cinema brasileiro independente, que privilegia a seriedade do drama humanista e o heroísmo do papel político extra-fílmico a ser desempenhado pelos próprios filmes, atitudes estéticas frívolas são frequentemente enxergadas como falhas, insuficiências, ou evidências da irrelevância de certas obras. Esta tese é uma tentativa de compreender melhor essa sensibilidade, seu valor estético e alguns filmes brasileiros que têm sido realizados com o seu espírito. Para isso, propõe-se aqui a montagem de duas constelações regidas pela lógica da frivolidade, cujos filmes, respectivamente, fazem surgir dois tipos diferentes de discussão: primeiro a do dandismo, depois a da improdutividade queer. Com a chave do dandismo, serão estudadas as obras de dois coletivos: o Distruktur, cujos integrantes trabalham entre o Brasil e a Alemanha, e o Osso Osso, do Rio de Janeiro. Depois, através dos elementos formais da improdutividade queer, serão lidos os filmes Mateme Por Favor (Anita Rocha da Silveira, 2015, Rio de Janeiro), Nova Dubai (Gustavo Vinagre, 2014, São Paulo), Eu Sou Lana Del Rey (Lucas Ferraço Nassif, 2016, Rio de Janeiro), Doce Amianto (Guto Parente e Uirá dos Reis, 2013, Ceará) e Monstro (Breno Baptista, 2015, Ceará).
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
BRUNO TARIN NASCIMENTO
Tramas Cartográficas: maquinações em comunicação, cultura, tecnologias e redes
Orientador: Giuseppe Mario Cocco
Estas tramas cartográficas são compostas por cinco maquinações em cultura digital. Cada uma destas maquinações se expressa em sua singularidade, e estão conectadas entre si através de linhas transversais conformando uma rede. Duas grandes noções, inter-relacionadas, atravessam diagonalmente todas as maquinações: a noção foucaultiana de emergência e a noção marxiana de tendência. A primeira maquinação dedica-se ao estudo de diferentes apropriações e usos da noção de multidão, privilegiando as diferenças entre: multitude e crowd. Na segunda maquinação realiza-se um estudo sobre os movimentos indígenas no Nordeste, privilegiando a relação entre apropriação tecnológica e a (re)produção de novas etnopolíticas. Na terceira maquinação, procura-se produzir ferramentas para compor o espectro das possibilidades de investigação sobre as redes de cultura e arte em sua coemergência com a juventude. Na quarta maquinação propõe-se a realização de uma sistematização e reelaboração das possibilidades abertas para as práticas de pesquisa em ciências sociais e comunicação por pesquisadores brasileiros em torno da noção de cartografia. Na quinta maquinação observa-se a correlação existente entre três diferentes máquinas de compartilhamento em rede, a saber, o software livre, a cultura livre e a sharing economy, para posteriormente situá-las no contexto de um capitalismo de plataforma. O conjunto das maquinações procura angariar novos instrumentos capazes de compor os estudos culturais de rede a partir de perspectivas calcadas na experiência do antagonismo, nas direções de linhas de fuga e na ética das práticas de liberdade na contemporaneidade.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
CAMILA ESCUDERO
Comunidades em Festa: a construção e expressão das identidades sociais e culturais do imigrante nas celebrações das origens
Orientador: Mohammed ElHajji
Resumo: A presente tese trata de um aspecto peculiar da organização dos grupos de imigrantes – os repertórios culturais – e sua relação com o substrato comunicacional inerente ao atual processo de globalização, marcado por intensa mobilidade humana e avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Considera as mediações culturais e trocas simbólicas na construção de espaços subjetivos e identidades e explora processos de ressignificação e ressimbolização a partir de uma relação de alteridade. Como recorte do universo para pesquisa, propomos um objeto de estudo composto por três elementos: 1) sujeitos imigrantes engajados culturalmente em organizações migratórias de origem latino-americana estabelecidos em Chicago (Estados Unidos) e São Paulo (Brasil); 2) suas manifestações artísticas, folclóricas, festivas, celebrativas etc. relacionadas ao país de origem e realizadas no território de acolhida e 3) sua webdiáspora (aqui, resumidamente, espaços virtuais feitos de e para imigrantes). Como principais recursos teóricos-metodológicos utilizados, destacamos os conceitos de transnacionalismo, etnicidade, comunidade diaspórica e interculturalismo. Entre as técnicas de pesquisa aplicadas, estão entrevistas em profundidade semi-aberta, análise do discurso e de conteúdo, e observação sistemática, além de ampla pesquisa bibliográfica – tudo seguindo uma abordagem qualitativa. Os principais resultados apontam que, como um discurso, tais atividades artísticas e culturais envolvendo grupos de imigrantes revelam constante alternância de foco da particularidade e estão orientadas para uma grande diversidade de fins. O importante é que, ao recorrerem a tais experiências, os sujeitos imigrantes se tornam mais conscientes da prática em que estão envolvidos como produtores e consumidores daquelas sensações: das forças sociais e interesses que as moldam, das relações de poder e ideologias que as investem, seus efeitos sobre as identidades sociais, culturais, étnicas e nacionais, bem como nas interações simbólicas e seu papel nos processo de mudança cultural e social.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
CLAUDIA PESTANA SIMÕES
Poéticas e Poli(est)éticas de Si: a performance e o yoga na produção de subjetividades dissidentes
Orientador: André de Souza Parente

Obs: a aluna ainda não entregou cópia da tese.
DANIELE PIRES DE CASTRO
Mobilidades Errantes, Corpos Vulneráveis: o Contato Improvisação além da técnica
Orientadora: Maria Cristina Franco Ferraz
Resumo: A modernidade e a construção do sujeito moderno fundaram-se sobre um modelo de mobilidade baseado na noção de avanço. Esse avançar é composto de objetivos e planos, continuamente substituídos por outros ainda mais avançados, traçando uma linha contínua, evolutiva e infinita. O indivíduo, inserido nessa lógica, constrói-se a partir de um ideal de sujeito ativo, autônomo e interessado em seu desenvolvimento pessoal, que o coloca em uma engrenagem de continua automobilização. A objetificação da ação cria as bases para um tipo de relação consigo mesmo e com o mundo que também é objetificada. É preciso aprimorar o corpo e a própria imagem, tornando-os uma vitrine de si. Nesse contexto, a visualidade toma o lugar principal dos processos de subjetificação e percepção do outro. Tendo em vista esse diagnóstico, investigamos as possibilidades de experimentar outros modos de mobilidade e constituição de si através da dança. Nosso objeto é o Contato Improvisação, uma pratica de dança contemporânea originada no movimento contracultural norteamericano da década de 1960 que continua sendo difundida no mundo todo. Por meio de uma metodologia que combina experiência pessoal, pesquisa bibliográfica e observação, produzimos uma análise que foca nos dois principais aspectos dessa prática, o improviso e o contato, para pensar, no dialogo com áreas da filosofia, da comunicação e da cultura, a seguinte questão: como a prática do Contato Improvisação aciona outra forma de mobilidade e transforma nosso modo de estar no mundo? O improviso nos coloca diante de uma mobilidade sem orientação, que é, ao mesmo tempo, sem objetivo e sem forma. O contato nos estimula a mobilizar uma relação com o mundo que enfatiza a percepção tátil e a vulnerabilidade, em detrimento da visão e do distanciamento. Juntos, esses dois aspectos promovem a constituição de um ente que não se compreende mais no domínio de sua própria mobilidade e sua imagem. Ele deixa de ser um sujeito ativo e autogestor, para se tornar coisa vulnerável a toda sorte de afetos e transformações que o lance por outros cruzamentos e vias secundárias.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
DENISE MARIA MOURA DA SILVA LOPES
Estruturas e Dinâmicas do Mercado Brasileiro de TV por Assinatura no Processo de Reprodução do Capital
Orientador: Marcos Dantas Loureiro
Resumo: A pesquisa aqui desenvolvida trata das estruturas e dinâmicas do mercado de televisão por acesso condicionado brasileiro inserido no processo de acumulação capitalista. Discorre sobre como os agentes econômicos, políticos, regulatórios e sociais têm se posicionado diante das transformações nesse setor que materializa uma nova forma de acumulação baseada na informação em sua forma sígnica. A tese é desenvolvida tendo como referencial teórico os estudos em Economia Política da Comunicação. Nesse sentido, discute os movimentos e contexto que levaram a economia capitalista de sua forma fordista ao capitalismo informacional fundamentado na sociedade espetacular para então localizar as transformações nas indústrias culturais no novo modo de acumulação capitalista. Enquanto parte das indústrias culturais que reúne diversos elos da cadeia produtiva do espetáculo, funcionando como agente do capital e mediador simbólico, a TV por assinatura é analisada a partir do modo como disputa as rendas informacionais, baseada nos direitos de propriedade intelectual e nos jardins murados. Numa perspectiva histórica, são analisadas as transformações econômicas, políticas, regulatórias e tecnológicas pela qual passou o setor de TV por assinatura para se chegar ao momento atual do setor no processo de acumulação capitalista. As análises empíricas dos agentes que atuam na programação e na distribuição e de suas estratégias de negócios permitiram a visualização das estruturas do mercado, enquanto as análises dos agentes regulatórios e das diferentes disputas no interior do Estado deram a tônica das dinâmicas do setor. As análises desenvolvidas nos levam à conclusão de que apesar do poder dos grandes conglomerados sobre o mercado brasileiro, o Estado tem conseguido avançar na regulação do setor e no fortalecimento da produção nacional, embora ainda precise aprimorar mecanismos para o fortalecimento de agentes nacionais na operação e na programação.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
DIEGO ALONSO GARCÍA RAMÍREZ
Historia de la Televisión en Colombia: procesos de regionalización y resignificación del paisaje televisivo
Orientadora: Marialva Carlos Barbosa
Resumo: Esta tese tem como objetivo analisar criticamente a história da televisão pública regional na Colômbia. A partir de fontes primárias e secundárias procura-se descrever e caracterizar o nascimento das emissoras regionais: Teleantioquia, Telecaribe e Telepacífico durante os anos 80, destacando as transformações geradas na paisagem televisual colombiana que até essa época estava nas mãos de duas emissoras públicas nacionais nacionais que concentravam a produção e o conteúdo na capital do país, enquanto outras cidades e regiões eram praticamente invisíveis. Portanto, o advento da televisão regional expandiu os referentes simbólicos para pensar e imaginar a nação em um país com uma forte tradição centralista.
Reconstruir a história dessas emissoras também teve como objetivo questionar o modelo de financiamento e estrutura administrativa destinado a mostrar como a televisão pública colombiana não tem tido autonomia dos poderes econômicos e políticos. A pesquisa foi realizada em um momento político e tecnológico particular no qual a digitalização está mudando as formas de produção, circulação e consumo dos conteúdos audiovisuais, mas no qual a relevância da televisão pública continua a ser essencial para a diversidade e pluralidade.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
GIULIANO DJAHJAH BONORANDI
Neoliberalismo, Redes e Afetos: uma cartografia da experiência espanhola
Orientador: Henrique Antoun
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo cartografar as recentes experiências políticas espanholas a partir do acontecimento 15M e suas subsequentes iniciativas. Em primeiro lugar, buscamos compreender o neoliberalismo como fenômeno global de expansão da subejtividade-empresa e da lógica concorrencial para observar as especificidades deste processo no território espanhol e como seus efeitos, notadamente a crise imobiliária de 2008, foram catalisadores dos arranjos constituintes de novos movimentos sociais e apostas políticas. Em seguida, abordamos os afetos como motores de propostas de atuação política a partir de 3 eixos: a aposta pós-hegemônica influenciada pelo pensamento de Ernesto Laclau que se materializou no partido Podemos e que tem a transversalidade discursiva e a ocupação de significantes vazios como linhas de ação ; a aposta tecnopolítica que pleiteia o desbordamiento afetivo como método de criação de acontecimentos e produção de novas sensibilidades com ênfase no uso de Novas Tecnologias de Comunicação e Informação; e a aposta territorial-afetiva do sindicalismo social que pleiteia uma feminilização da política a partir do encontro presencial e da ajuda mútua. Tais apostas engendram diálogos e conflitos que também se manifestam nas formas de organização. Por isso, abordamos as redes e suas topologias organizativas para compreender como tais abordagens se traduzem em criação de métodos e ferramentas de participação política.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
JANE CLEIDE DE SOUSA MACIEL
Imago Mundi e a Fotografia em Rede: tramas tecnopolíticas do atlas #ProtestosBR
Orientadora: Fernanda Glória Bruno

Obs: a aluna ainda não entregou cópia da tese.
KELLY SCORALICK
Por uma TV Acessível: a audiodescrição e as pessoas com deficiência visual
Orientadora: Liv Rebecca Sovik

Obs: a aluna ainda não entregou cópia da tese.
LEILA SALIM LEAL
"Culpe a Era em que Vivemos": comunicação, cultura e sujeito nos movimentos sociais contemporâneos
Orientador: Eduardo Granja Coutinho
Resumo: Pretendemos elaborar uma investigação sobre o sentido da comunicação para os movimentos sociais contemporâneos que, partir da categoria da totalidade, seja capaz de identificar o que há de novo e/ou específico na relação entre o capitalismo contemporâneo e a mídia, discutindo o lugar ocupado pelos meios de comunicação na reprodução ideológica e material do capitalismo, o tipo de sociabilidade que expressam e produzem e como agendam a disputa política especificamente, colocando no centro do debate as conexões entre a cultura da mídia e o status da reificação, da alienação e da ideologia sob as condições impostas pelo capitalismo contemporâneo. Buscando uma análise que não se restrinja à identificação e celebração da utilização das novas tecnologias de comunicação para a constituição dos movimentos sociais contemporâneos, investigamos, de maneira combinada, a comunicação produzida pelos próprios movimentos e a comunicação dos meios hegemônicos a seu respeito. Parece-nos central perceber em que medida a comunicação própria dos movimentos, ao se desenvolver no campo de uma práxis contestatória e/ou antissistêmica, resiste e refuta, mas também importa e reproduz, as marcas ideológicas e reificadas da comunicação hegemônica.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
LUIZ FELIPE FERREIRA STEVANIM
A Luta pela Comunicação Democrática: atores, concepções e práticas do movimento pela democratização da comunicação no Brasil
Orientadora: Suzy dos Santos
Resumo: Esta tese pretende analisar o papel do movimento pela democratização da comunicação no Brasil, a partir dos atores, concepções e estratégias em disputa no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Busca-se entender as lógicas dos atores sociais que atuam neste campo, bem como de que modo disputam hegemonia, por meio de suas práticas e discursos, tanto na organização do movimento quanto no esforço de construir políticas públicas de caráter democrático no setor. O foco central da análise é o período de mobilizações que se inicia com a rearticulação do movimento, a partir de 2001, e estende-se até o presente — fase que se caracteriza por um processo de ampliação e diversificação dos atores, concepções e estratégias. O estudo relaciona a diversidade de visões e práticas sobre a comunicação democrática com as condições do contexto político, social e cultural em que essas lutas se inserem. Buscamos encadear tanto uma abordagem sobre a estrutura quanto um olhar sobre a dinâmica dos sujeitos sociais e, portanto, tomamos por base a articulação entre quatro níveis de análise: 1) o contexto sócio-histórico; 2) a organização dos atores; 3) as concepções e os discursos; 4) e as práticas políticas. Parte-se da ideia de que os movimentos sociais da comunicação são atores que disputam hegemonia na sociedade civil, no sentido atribuído por Gramsci. Tal embate ocorre tanto internamente, pela direção político-cultural do movimento, quanto externamente, nas ações de negociação ou enfrentamento com o Estado, o mercado ou outros atores sociais. Portanto, para entender a dinâmica deste movimento na contemporaneidade, faz-se necessário também: a) retomar os debates e a pluralidade de visões em torno dos conceitos de democratização da mídia e de direito à comunicação, formulados nos cenários internacional e brasileiro; b) buscar as raízes históricas das lutas pela comunicação democrática no Brasil, nas décadas de 1980 e 1990; e c) compreender a emergência de novos sujeitos políticos e demandas sociais, que se combina com a ampliação e diversificação do debate em torno desta agenda no período de 2001 a 2016. A hipótese deste trabalho é que o movimento pela democratização da comunicação abrange uma diversidade de atores, concepções e práticas políticas, que buscam desde a transformação ampla dos sistemas de comunicações até a acomodação na estrutura vigente. Desse modo, as lutas pela comunicação democrática almejam a transformação do modelo das comunicações brasileiras e, nesse sentido, podem ser entendidas como movimentos contra-hegemônicos. Contudo, diante da conjuntura e dos reflexos das relações assimétricas de poder, adotam estratégias de acomodação à ordem vigente, em reivindicações que percebem como “possíveis” dentro do campo político.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
MANNUELA RAMOS DA COSTA
Cinema Brasileiro Independente no Contexto Contemporâneo: entre a ficção e a realidade
Orientador: Micael Maiolino Herschmann
Resumo: O cinema brasileiro independente parece estar tomando novamente tomando a rota do desenvolvimento. O trajeto inclui novas formas de produção, circulação e consumo dos bens, serviços e atividades culturais, fortemente impulsionados pela incidência das novas tecnologias de informação e comunicação. Nos últimos 10 anos, vários fatores podem ser apontados como propulsores do desenvolvimento do segmento: o amadurecimento e crescimento das políticas públicas para o setor; mudanças no ambiente regulatório; a ampla difusão de tecnologias de digitais de captação de imagem e som; e a eclosão de coletivos que empregam formas diferenciadas de criação e produção de obras cinematográficas. Diante desse contexto, o estudo busca analisar essas formas de produção e os aspectos definidores de sua existência. Para tanto, utiliza um aporte teórico que permite a delimitação de um campo epistemológico da economia da cultura, mais precisamente do audiovisual, analisando também a visão de desenvolvimento que tem orientado a ação do Estado no setor. O que é o cinema independente no Brasil? Que filiações estéticas, políticas e econômicas encerra? Além disso, propõe uma virada na chave interpretativa da economia da cultura na tentativa de inverter algumas perspectivas de análise e valoração do segmento cultural. Ao partir desse ponto de vista, propõe uma análise sobre as políticas públicas para o cinema e o audiovisual brasileiros contemplando sua história e as questões políticas que a ela se relacionam, com maior ênfase a partir de 2006, ano de criação do Fundo Setorial do Audiovisual. Por fim, apresenta o resultado de uma pesquisa de campo, realizada com quatro produtoras de audiovisual, de diferentes regiões do país, originadas de coletivos e grupo criativos, a fim de mapear as formas de agrupamento, realização cinematográfica e de funcionamento, bem como as relações de mútua influência entre aqueles e a institucionalidade do segmento. A tese é de que essas formas espontâneas de realização, nascidas de condições marginais de produção e circulação das obras, baseadas no afeto e na partilha, são fontes de inovação para o setor, mas acabam por forçosamente se ajustar às condições hegemônicas impostas pelo ambiente institucional e mercadológico, em maior ou menor grau.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
PEDRO BARRETO PEREIRA
Narrativas de Lei e Ordem: uma análise da cobertura de ´O Globo`sobre as Unidades de Polícia Pacificadora
Orientador: Paulo Roberto Gibaldi Vaz
Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar de que maneira a cobertura jornalística de O Globo sobre as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), publicada entre janeiro de 2014 e agosto de 2016, contribui para a construção, legitimação e consolidação de uma política de Segurança Pública no estado do Rio de Janeiro. Para realizar esta pesquisa quantitativa, é utilizado o método da frame analysis (GOFFMAN, 2012), aplicado aos pacotes interpretativos (BECKETT, 1997) acerca do crime e da violência. Com isso, busca-se compreender de que maneira, ao eleger uma determinada agenda, dados enquadramentos e ao dar voz a determinados atores sociais, ao invés de a outros, aquele periódico oculta ou reduz outros tantos aspectos possíveis. Desta forma, procuramos investigar, entre outras questões, quais são os mecanismos narrativos por meio dos quais esse processo é realizado, qual público é priorizado e qual é relegado e, em alguma medida, quais os resultados dessa escolha narrativa.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
RENATA CRISTINA DE OLIVEIRA TOMAZ
O Que Você Vai Ser Antes de Crescer? Youtubers, Infância e Celebridade
Orientador: João Freire Filho
Resumo: Esta tese investiga como crianças usuárias de redes sociais on-line, particularmente do YouTube, deslocam-se para uma posição de relevo social. Analiso os youtubers mirins, que chegam a ter mais de 2 milhões de inscritos em seus canais na plataforma de vídeos, como fenômeno midiático oportuno para compreender a formação de novos papeis sociais da criança, no Brasil contemporâneo. A proposição central de que a infância, atualmente, não é só um tempo de crescer para ser alguém, mas também um tempo para ser antes de crescer, está baseada em três fatores: a presença ativa das crianças no espaço da internet; a busca por visibilidade como um valor premente da cultura contemporânea; e a importância que ganham as temáticas do universo infantil ao serem deslocadas do âmbito privado para o público. Argumento que, ao fazer a trajetória de uma vivência comum para um lugar de notabilidade, as crianças usuárias do YouTube põem em movimento um capital lúdico que as distingue tanto de outras crianças quanto do ideal moderno de infância. Com o aporte teórico dos Childhood Studies, a pesquisa se ampara em autores como Allisson e Adrian James, Manuel Sarmento e William Corsaro, além das contribuições de Gilles Brougère, Phillipe Ariès e Pierre Bourdieu. As discussões do trabalho se fundamentam em um estudo de caso de caráter etnográfico, conforme proposto por Christine Hine. A amostra da pesquisa é composta pelos dados colhidos dos canais Bel para meninas, Julia Silva, Juliana Baltar e Manoela Antelo e de eventos presenciais organizados para que elas encontrassem seus seguidores e fãs. Embora as experiências apresentadas pelas crianças usuárias do YouTube não indiquem uma ruptura definitiva com a infância moderna, elas apontam para o surgimento de uma infância particular, diretamente vinculada aos processos comunicacionais, por meio dos quais as crianças realizam novos modos de agenciamento.
ARQUIVO PARA DOWNLOAD
THIAGO ARAUJO ANSEL
O Duplo do Pobre: o popular sujo e a ideia de Brasil Moderno
Orientadora: Liv Rebecca Sovik

Obs: o aluno ainda não entregou cópia da tese.
WLADIMIR SILVA MACHADO
Histórias de Hipsters: moda e perfomatismo corporal em contextos descolonizados
Orientadora: Nízia Souza Villaça
Resumo: O texto apresenta uma narrativa da cultura hipster como contra-história da moda masculina no último século. Situa a moda como componente da vida moderna e atravessa o dandismo como tópico necessário a análises do tipo. Expõe transformações espaço-temporais das políticas do vestir hipster desde a era do jazz até a atualidade, intervalo que inclui a revolução cultural das décadas de 1960/1970, o consumismo dos 1980/1990 e o ressurgimento desse personagem urbano na década de 2000. Apresenta o modo como o estereótipo hipster norte-americano da década passada fora disseminado pelos territórios pós-coloniais, o que inclui anacronismos e hibridismos culturais em cidades do Brasil e do continente africano, a partir de um prisma no qual a indumentária e a tecnologia sugerem uma legitimação da cidadania pela imagem nas democracias de consumo. Examina as relações entre moda, etnia e status social; em seguida, os recursos de edição temporal de aplicativos digitais face à conexão entre fotografia e história. O performatismo contido no consumo de moda e das tecnologias da imagem permite situar o hipster como alegoria do homem contemporâneo, que integra as liturgias do capital e sugere uma concepção dêitica do corpo. Por fim, seu aspecto aurático aponta a possibilidade de desconstrução mítica do corpo dêitico, com o auxílio da noção de imagem dialética e dos estudos pós-coloniais.

Obs: O aluno não disponibilizou a tese para consulta
Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
Imagens do Presente
HORÁRIO DE ATENDIMENTO
De segunda a sexta-feira, das 11h às 15h.
Para maior agilidade de nossas respostas e processos, favor consultar este portal antes de fazer solicitações.
ENDEREÇO
Secretaria de Ensino de Pós-Graduação da Escola de
Comunicação da UFRJ.
Av. Pasteur nº 250 - fds, Urca, Rio de Janeiro.
CEP: 22290-240
TEL.: +55 (21) 3938-5075
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro © 2014. Todos os direitos reservados