Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// REVISTA ECO-PÓS


Apresentação

Publicação do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ e que está aberta a contribuições de pesquisadores da área da Comunicação e afins, os quais estejam empenhados especialmente em compreender as transformações e continuidades da vida sociocultural. A cada número, propõe-se um assunto central, a ser tratado na forma de um dossiê temático. Além disso, como o perfil da revista é generalista, também aceita-se o envio de textos sobre diversos assuntos (que podem ser publicados nas outras seções da revista) e resenhas de livros.

EXPEDIENTE DA REVISTA ECO-PÓS

Endereço: http://revistaecopos.eco.ufrj.br
Contato: ecopos.ufrj@gmail.com

Editores Adjuntos

Beatriz Jaguaribe (UFRJ)
Liv Sovik (UFRJ)

Editor Executivo

Lucas Murari (UFRJ)

Editores Assistentes

Alexandre Gouin (UFRJ)
Bárbara Bergamaschi (UFRJ)
Luíza Alvim (UFRJ)
Maria Bogado (UFRJ)
Nicholas de Andueza (UFRJ)
Vinícius Ferreira (UFRJ)

Coordenador de Revisão

Pedro Neves (UFRJ)

Indexação

Beatriz Morgado de Queiroz (UFRJ)

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Próximos Números de 2020

Revista Eco-Pós Vol. 23, No.1
A MÚSICA E SUAS DETERMINAÇÕES MATERIAIS

A música tem poder encantatório, faz o corpo mexer, transforma o ouvido passivo em audição atenta. Ela também afasta, gera repulsa, orienta e desorienta movimentos de corpos e grupos sociais. Inseparável dos modos de escuta e os múltiplos pré-conceitos que os acompanham, o termo em si já traz consigo o problema da história de sua circunscrição, por vezes violenta: sempre há o sonoro que lhe resultará como fora e seguirá sendo inscrito e reinscrito. As músicas variam de lugar em lugar, de meio de transmissão, de condições de produção e de entornos físicos, virtuais e intelectuais. O dossiê “A música e suas determinações materiais”, do primeiro número de 2020 da revista ECO-PÓS tratará das condições materiais da produção, escuta e fruição musicais. Desde essa perspectiva, a música, como o som, é menos uma coisa fechada, um artefato ou produto a ser consumido, do que um universo com fronteira indistinta com o som e com o social. Por ser produzida e circular em determinadas condições materiais, é moldada por políticas e necropolíticas, e participa de projetos de construção, mas também destruição de mundos. Músicas, e os sentidos dos seus fazeres, circulações e escutas, são inseparáveis das infraestruturas que possibilitam, limitam, ou desviam emergências e propagações de modos de ser, viver e escutar. A proposta do dossiê é de acolher estudos e reflexões sobre diversos aspectos materiais desse universo e sobre temas como:
- As condições materiais desiguais de produção, circulação e percepção musicais em termos de:
o infraestruturas técnicas
o diferenças regionais
o condições sócio-econômicas
o exclusões e agressões, racismos e etnocídios, manifestações de protagonismos e de desigualdades de gênero e sexualidade

- A transdução da energia de ondas sonoras em música que traz e pressupõe, entre outros:
o conhecimento técnico do som: com base em que imaginários e ciências?
o conhecimento corporal: a música apresenta uma oportunidade de estudar como o corpo “pensa” ou “sabe”
o conhecimento sobre a sociedade: identidades, conflitos e utopias.
o Intelecções não-logocêntricas
 
- Música, som e trabalho: não só o fazer musical, com suas condições de trabalho e formas de aferir benefícios, mas também os sons que acompanham ou resultam do trabalho humano.

- O som como organizador de espaços e corpos: desenhos, confinamentos, contenções, pertencimentos, expulsões, recusas, junções, encontros etc.

Editoras: Liv Sovik (UFRJ) e Maria Fantinato (Columbia University)
Prazo para submissões: 15 de Março de 2020


Revista Eco-Pós Vol.23, No.2
O PENSAMENTO ECOLÓGICO

Ecologia é uma expressão que possui vários significados. O termo deriva do grego oikos (casa) e logos (estudo), ou seja, é um campo de reflexão que propõe a relação entre os organismos humanos e não humanos com seu habitat. O uso moderno dessa expressão se desenvolveu em meados do século XIX, a partir da influência da teoria da evolução elaborada pelo biólogo Charles Darwin. À medida que o pensamento ecológico cresceu, também proliferaram novos desdobramentos da sua utilização, isto feito tanto pelas ciências naturais como pelas ciências humanas. Em comparação, ecologia é um movimento relativamente recente nos estudos culturais. Sua emergência está atrelada a crescente preocupac?a?o com o meio ambiente. Esse fato se refere a questões que tem pautado o debate geopolítico internacional de maneira incisiva nas últimas décadas, em especial após o término da segunda guerra mundial, conforme os sinais de crises ecológicas se tornaram cada vez mais evidentes. Aquecimento global, colapso dos reatores nucleares, incêndios urbanos e florestais, desertificação, derramamento de lama e petróleo, poluição desenfreada, inundações, desertificação etc., se tornaram assuntos corriqueiros nos meios de comunicação. Nesse novo contexto, a natureza tem respondido de maneira direta às ações da humanidade, a ponto de cientistas buscarem um termo específico para descrever o período mais recente na história do Planeta Terra. É importante ressaltar que às mudanças climáticas tem despertado diversas frentes de engajamento e produção intelectual. Houve uma expansão significativa do ativismo ambiental nos últimos anos, ao mesmo tempo em que o negacionismo climático também ganhou visibilidade. O pensamento ecológico é um campo de ação e de reflexão, que engloba o trabalho de cientistas, militantes políticos e de povos originários. É um tema amplo e plural. As manifestações artísticas, culturais e contraculturais são outros exemplos de produções sensíveis a ecologia. A proposta deste dossiê da Revista Eco-Pós (UFRJ) é de reunir estudos e análises sobre os diversos aspectos relacionados a essas temáticas.

Editor: Lucas Murari (UFRJ)
Prazo para submissões: 15 de Junho 2020


Revista Eco-Pós Vol.23, No.3
CRISE, FEMINISMOS E COMUNICAÇÃO
 
A ascensão da direita e da extrema direita no Brasil e no mundo tem ameaçado as bases da democracia representativa. Nesse contexto, feministas elaboram críticas e se mobilizam contra as violações de direitos e os ataques aos agentes e às instituições democráticas. Formam uma rede informal de resistência com múltiplos olhares, objetos e anseios, criando diversos debates públicos. Os feminismos se estabelecem em diferentes espaços e territórios, propondo uma multiplicidade de focos de crítica e resistência, mais ou menos articulados e/ou institucionalizados.
As proposições epistemológicas dos variados feminismos, ao questionarem parâmetros modernos de pensamento e ação política, podem contribuir para examinar a crise atual. Este dossiê acolherá trabalhos que examinem as contribuições dos feminismos contemporâneos para a compreensão da crise da democracia moderna e a emergência de novas perspectivas de pensamento e organização social. Entre outros, os seguintes temas podem ser contemplados:
• a relação entre feminismo, políticas democráticas e neoliberalismo, representação e performatividade; racismo e sexismo; visibilidade e direitos LGBTQI+;

• feminismo e interseccionalidade, perspectivas e subjetividades de mulheres negras, indígenas, brancas e de outras denominações etnicorraciais, LGBTQI+ e outras identificações de gênero e sexualidade;

• as contradições dos discursos feministas na mídia massiva, sensibilidade pós-feminista, backlash, cultura do consumo e neoliberalismo, as novas linguagens da política, articulação entre corpo e linguagem, tom e afeto na fala política;

• feminismos e mobilizações contra os diversos tipos de violência, os lugares da vítima, discursos e narrativas das leis, legislação, jurisprudência e controvérsias jurídicas em torno da proteção de mulheres e LGBTQI+;

• lugares da crítica feminista hoje, desafios epistemológicos dos feminismos, novas perspectivas aos limites do sujeito universal, à separação entre natureza e cultura e à noção de objetividade;

• o estatuto do cuidado e as tarefas de manutenção da vida cotidiana, trabalho emocional hoje, a flexibilização das relações de trabalho e as mulheres;

• poéticas e políticas feministas e queer hoje, especialmente de resistência à perseguição aos artistas e às produções culturais.

Editoras: Liv Sovik (UFRJ), Lígia Lana (PUC-Rio) e Maria Bogado (UFRJ)
Prazo para submissão: 15 de agosto de 2020

A submissão de artigos deve ser realizada na plataforma da revista: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/
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REVISTA ECO-PÓS
v.23, n.01 (2020)
A Música e suas Determinações Materiais
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