Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// REVISTA ECO-PÓS


Apresentação 
Publicação do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ e que está aberta a contribuições de pesquisadores da área da Comunicação e afins, os quais estejam empenhados especialmente em compreender as transformações e continuidades da vida sociocultural. A cada número, propõe-se um assunto central, a ser tratado na forma de um dossiê temático. Além disso, como o perfil da revista é generalista, também aceita-se o envio de textos sobre diversos assuntos (que podem ser publicados nas outras seções da revista) e resenhas de livros recém lançados. 

Próximos Números de 2017 
20.1 - Gilbert Simondon 
Faz pouco mais de uma década, quando a lista dos nomes centrais da filosofia francesa do pós-guerra parecia encerrada, surgiu Gilbert Simondon (1924-1989). Embora tenha sido reconhecido cedo como um importante filósofo da arte e exercido uma influência considerável sobre o seu colega Gilles Deleuze, Simondon foi redescoberto em todas as suas dimensões apenas alguns anos após a sua morte. Seu pensamento original sobre a técnica, e, sobretudo, sua complexa teoria da individuação, dialogando com temáticas capitais do mundo contemporâneo como cibernética e teoria da informação, foram sendo recuperadas quase simultaneamente na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos, bem como na América Latina. A simondialisation, um termo cunhado por Jean-Hugues Barthélémy e Vincent Bontems para se referir a uma globalização simondoniana, é um dos fatos mais marcantes da cena filosófica contemporânea, particularmente em relação ao campo da comunicação, sobre o qual Simondon dedicou muitas de suas reflexões. Em seu próximo dossiê, o primeiro de 2017, a revista ECO-Pós adere a este processo e convida os inúmeros pesquisadores latino-americanos interessados em Simondon a submeter artigos que se dediquem a esses temas (não exclusivos, apenas como uma espécie de guia): o pensamento da arte; crítica filosófica e científica da cibernética; o lugar da informação e da comunicação; os simondonianos projetos educacionais e sua relação com o enciclopedismo; a teoria da individuação; o problema da individuação psico-coletiva; afetividade e emotividade dentro da individuação psíquica coletiva; individuação de vida e ciências da vida; a relação entre técnica e afeto; leituras políticas contemporâneas em torno de Simondon; o legado simondoniano na filosofia contemporânea. 

Editor convidado: Pablo Esteban Rodriguez (Universidad de Buenos Aires) 
Prazo para as submissões: 3 de março de 2017 

20.2 - Imagens do presente 
Nossa experiência contemporânea do tempo, mediada pelas imagens, parece sujeita a uma dupla ameaça: crise do futuro e desaparecimento do passado. Ela acontece em meio às ruínas do eterno presente, omnipresente, tempo chamado, hoje, na historiografia, de “presentismo” (Hartog), por contraposição ao futurismo de Marinetti. Vivemos num fluxo contínuo de imagens fugazes. Se, com o aparecimento das mídias sociais e digitais, os meios de produção e as plataformas de difusão das imagens da atualidade se socializam e se diversificam, por outro lado, o controle da informação e dos processos de armazenamento de dados torna-se cada vez mais concentrado. A Revista ECO-Pós convida o campo da Comunicação a formular questões na fronteira desse duplo fenômeno. Com que instrumental estético e político, o espectador contemporâneo assume o triplo papel de produtor, arquivista e montador das imagens de seu tempo? Num contexto marcado pela multiplicação dos meios de produção e de acesso às imagens, como se posiciona, historicamente, a grande mídia e, em particular, a televisão brasileira? Que relações entre imagem e poder se estabelecem nas coxias do presente? Como a forma de tratamento das imagens nas mídias sociais dá acesso às diferentes camadas temporais dos fatos mais imediatos? Na produção atual de imagens, em que consiste adotar um ponto de vista interno aos acontecimentos? O que tem sido retido e o que se perde em termos de registros visuais e sonoros de fatos recentes no Brasil e no mundo? São perguntas iniciais, que podem ser retomadas em estudos provenientes de diversos campos: televisão, internet, imprensa, cinema, fotografia e artes. 

Editores convidados: Anita Leandro (UFRJ) e Consuelo Lins (UFRJ) 
Prazo para as submissões: 19 de maio de 2017

20.3 - Comunicação urbana 
Podemos considerar a cidade a partir das vias de comunicação de diversos tipos que a atravessam e a produzem como meio caracteristicamente heterogêneo: ruas, trilhos, estradas, rios e mares, cabos, espaço aéreo. Nessas vias trafegam incessantemente pessoas, bens e informação. Como mostra o historiador Lewis Mumford, desde o início, o tecido urbano assume consistência em função de uma circulação. Se a partir do século XIX essa comunicação urbana se realiza cada vez mais na figura rede, hoje as tecnologias de comunicação e informação, sobretudo com o advento do digital, modificam por sua vez esse movimento reticular, produzindo formas de circulação, sociabilidade e subjetivação nos meios urbanos. Este número da Revista ECO-Pós convida os pesquisadores a contribuírem com trabalhos que, na diversidade de suas metodologias e recortes, abordem o fenômeno urbano sob um viés comunicacional. Assim, acompanhando as direções que essa construção já vem assumindo, acolheremos, por exemplo, textos que abordem: 

1. Os modos de organização comunicativa em sua relação com a ocupação do espaço urbano, explorando o papel das salas de cinema, da televisão, da comunicação por computador e, mais recentemente, das mídias móveis e aplicativos na produção da vida social nas cidades e as incidências no espaço construído; a cidade tecnológica ou “smart city”, processos de mediatização que a caracterizam e formas de gestão urbana nesse contexto, incluindo a cidade-negócio, muita vezes palco de megaeventos internacionais. 

2. Redes/circuitos/sistemas de transporte e trânsito, enfocando a comunicação face a face, a circulação de pessoas e mensagens em diversos modais e nas ruas das cidades, e ainda o problema das câmeras de vigilância e o controle da mobilidade. 

3. Interferências estéticas/políticas no espaço das cidades — abrangendo pichações, grafites, artes de intervenção, performances, publicidade — e outras construções semióticas, e ainda a cidade reinventada em imagens em diversas mídias. Cruzamento sensível de problemas e possibilidades, a cidade atrai e requer pensamentos/ativismos diversos para uma compreensão de sua importância no contemporâneo. 

Editor convidado: Janice Caiafa (UFRJ) 
Prazo para as submissões: 31 de agosto de 2017
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v.20, n.1 (2017)
Gilbert Simondon
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