Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// TESES E DISSERTAÇÕES
DISSERTAÇÕES DE MESTRADO // DISSERTAÇÕES EM 2013
ALEXANDRA SANTO ANASTÁCIO
Comunicação e Moda na Periferia do Rio de Janeiro: entre balas e belas
Orientador: Raquel Paiva de Araujo Soares
Resumo: A presente pesquisa e dissertação pretende abrir um debate entre a dinâmica moda e comunicação, após a implantação da política pública de segurança em curso nas áreas periféricas da cidade do Rio de Janeiro desde novembro de 2008. A pesquisa, realizada durante dois anos, buscou utilizar a experiência prática de costureiras e artesãos, residentes à favela Santa Marta, localizada no bairro de Botafogo como forma de compreensão da realidade concreta dos moradores destes territórios tendo como cenário a comunicação e a moda comunitária. A metodologia utilizada tem como base a experiência de pesquisa ação participante, originária dos meios acadêmicos americanos durante a década de 1950. O objetivo a ser inicialmente atingido mostrou-se de maior complexidade ao previsto durante a formulação do projeto e, portanto, após as narrativas de diversos personagens, proponho a utilização da forma cultural, utilizando a moda e o processo de comunicação a ela inerente como primeiro passo em direção a uma proposta de educação, em anexo.
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ALINE DA ROCHA JUNQUEIRA
Benfica da Gente: elos entre memórias do passado e memórias do futuro
Orientadora: Ana Paula Goulart Ribeiro
Resumo: A realização de um documentário envolvendo comunidade e memória pode ser um acontecimento para os sujeitos do território narrado. Envolve um percurso, uma orientação e um horizonte social. Também movimenta os moradores em torno da sua construção e promove interações entre gerações. Partindo da nossa experiência na elaboração de uma narrativa audiovisual sobre a história de Benfica, um núcleo urbano localizado na periferia de Juiz de Fora, Minas Gerais, baseada em oficinas com jovens do Ensino Médio de uma escola pública local, este trabalho busca analisar os processos nela imbricados, aproximando sua produção ao trabalho etnográfico. Para isso, consideramos três momentos de realização do trabalho antropológico como também da prática audiovisual centrada no testemunho: o encontro, a interpelação e o registro. Para entender estes momentos e suas consequências, buscamos apoio, especialmente, no pensamento de Bakhtin, que considera os sujeitos como obras inacabadas que são atravessadas por fluxos de representações em constante modificação. Desse modo, ao fazer o exame detalhado dos caminhos trilhados para a realização do documentário Benfica da gente, que pretendia contar a história do “bairro-cidade” da sua origem à atualidade, verificamos como o projeto inicial se modificou diante do campo de possibilidades que se delineava diante de nós, utilizando as categorias identificadas por Gilberto Velho (1994). Em suma, nossas ponderações pretendem evidenciar a existência de elos entre memórias do passado e memórias do futuro, que podem ser acionados, ligados e confrontados no exercício de contar uma história sobre um determinado território para registrar uma versão da memória coletiva (HALBWACHS, 2006). Esta adquire o estatuto de lugar da memória (NORA, 1993), compreendendo-o como um testamento para os herdeiros das gerações futuras realizarem uma reflexão crítica e se apropriarem dos repertórios ali organizados.
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BEATRICE BOECHAT D´ELIA
Performance e Felicidade no Cinema Norte-americano Contemporâneo
Orientador: João Batista de Macedo Freire Filho
Resumo: Dotada de múltiplos sentidos, a palavra performance já não se limita às quadras esportivas ou ao ambiente das organizações públicas e privadas. Transbordando as fronteiras do mundo atlético e empresarial, a busca pela alta performance vem sendo apresentada, em diferentes meios de comunicação (revistas semanais e mensais, jornais, televisão, blogs, redes sociais) como uma via ou caminho para a autorrealização do sujeito contemporâneo. Observando tanto na sociedade quanto no cinema desta virada de século uma riqueza de indícios e abordagens desta conexão, examino, nesta dissertação, de que formas a alta performance é apresentada como potencial provedora de felicidade nos filmes Jerry Maguire: A Grande Virada (1996), À Procura da Felicidade (2006) e Um Sonho Possível (2009). Utilzando como referencial teórico principal textos de Alain Ehrenberg, Michel Foucault, Luc Boltanski, Eve Chiapello e João Freire Filho, apresento aqui uma análise discursiva destas tramas fílmicas estadunidenses. Investigo, sobretudo, como a gestão da vida dos personagens em torno da busca da alta performance nestas narrativas contribuem para a formatação de um self ou uma subjetividade feliz. Além da análise das entrelinhas discursivas dos filmes, incluo neste trabalho, como parte de minha metodologia, uma variedade de material jornalístico e publicitário brasileiro com o intuito de demonstrar a presença, em nosso país, do conjunto de representações sociais dos sujeitos identificados nos três filmes. A justificativa deste trabalho – e sua importância no campo da Comunicação Social – reside na necessidade de desnaturalizar, através de um olhar crítico, discursos e incitações dos imbricamentos entre performance e felicidade ampla e frequentemente difundidos pela mídia, ofuscando outros itinerários possíveis de uma vida feliz.
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BRUNO SOARES FERREIRA
O Dispositivo da Capoeiragem: escritas, técnicas e estéticas da existência
Orientador: Ivana Bentes Oliveira
Resumo: Essa dissertação tem a proposta de estudar como a capoeira foi “traduzida” através do meio impresso e do audiovisual durante o século XX. Propomos uma análise das formas como os sujeitos empregaram as tecnologias e estéticas da comunicação para transmitir seus conhecimentos corporais. Traçamos uma historicidade da capoeira a partir de seus primeiros enunciados, encontrados no contexto cultural brasileiro. Da reunião desses arquivos sobre a capoeiragem, analisamos de maneira especial as escritas prescritivas, surgidas no início do século XX, a partir das quais identificamos um “sujeito capoeira”, que partilha essas estéticas e traduz de modo especial a corporalidade de luta-dança-jogo e a musicalidade, além de diversos outros aspectos que constituem esta prática cultural. Visualizamos com esse sujeito o aparecimento de certos gestos de escrita e relações de autoria, que visam legitimar seus discursos. Verificamos também algumas maneiras como esse sujeito dialogou com diferentes formas de poder para a manutenção de seu saber-poder no decorrer dos tempos.
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BRUNO TARIN NASCIMENTO
Cultura Livre: conflitos entre o comunismo do capital e a produção do comum
Orientador: Giuseppe Mario Cocco
Resumo: A presente dissertação investiga a cultura livre como um campo de disputa sobre a produção do comum, que no contexto da produção biopolítica tem no exercício da criatividade conjugada com a liberdade, a comunicação e a cooperação os seus elementos centrais. Para tal, a dissertação por um lado concentra-se na questão das relações de exploração, entendo que atualmente há uma experimentação de novas formas de acumulação e extração de lucro, assim como de controle e captura do comum que flexibilizam a questão da propriedade. Por outro lado dedica-se a produção do comum enquanto autonomia e liberdade. Inicia-se como percurso teórico apresentando alguns elementos do ambiente onde se desenvolve atualmente o exercício da criatividade, com foco nas formas de produção e trabalho contemporâneas. Seguido de uma série de discussões sobre os sujeitos implicados nesse ambiente, passando pela questão da produção biopolítica, o modo de vida hacker, o conceito de multidão e de comum. Após essa etapa inicia-se uma cartografia dos discursos da cultura livre, procura-se evidenciar que a cultura livre não é uma unidade, estando mais para um espaço de disputa complexo e indeterminado. Para a realização da cartografia foram trabalhadas três diferentes perspectivas: Creative Commons; arte livre; e copyfarleft. O quarto e último capítulo dedica-se em análises sobre o comum e as diferentes formas de apropriação deste. Tendo como discussão os elementos tanto de captura como de produção do comum no contexto de um comunismo do capital e da produção biopolítica.
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CLARISSA CORRÊA HENNING
A Normalização da Cópia
Orientador: Henrique Antoun
Resumo: Este trabalho investiga os deslocamentos nos limites da propriedade intelectual das obras culturais e sua relação com fenômenos próprios deste tempo, como a internet, o capitalismo flexível e a governamentalidade. Para isso, analisa as contribuições à consulta pública promovida pelo Ministério da Cultura sobre a Reforma da Lei de Direitos Autorais. Utilizando algumas ferramentas da análise do discurso a partir de Michel Foucault, foi criado o discurso da “Normalização da Cópia”. Para além do disciplinamento indicado nos textos jurídicos, a Norma funciona articulada às disciplinas, à segurança e às normas técnicas, produzindo efeitos que atravessam práticas discursivas e não discursivas. Assim, sob o discurso da “Normalização daCópia”, os ditos foram agrupados em dois enunciados “O Trabalho do Autor” e “O Uso da Obra”. Várias contradições foram observadas dentro de cada enunciado. No primeiro, as mais repetidas foram a sobreposição entre a figura do autor e a da empresa. Por um lado, essa sobreposição tem como efeito confundir os direitos de um com os de outro e cria a imagem de um autor lesado pelo Estado e pelos internautas. Por outro lado, afirma a necessidade do prazo de proteção aos direitos autorais em 70 anos – o que parece, na prática, beneficiar prioritariamente o empresário cultural. No segundo enunciado, a repetição aparece na proposição que relaciona a liberação das cópias sem intuito de lucro e a não divulgação dos canais de compartilhamento. Aponta, assim, para o fortalecimento do consumidor e das relações de consumo. Contudo, as práticas online do uso de obras intelectuais protegidas indicam que os movimentos protagonizados pela Multidão, para além da relação de consumo, invalidam a proteção dos arquivos e fazem da rede um espaço de luta e de resistência – todos os dias. A pesquisa busca aporte nos estudos pós-estruturalistas, especialmente a partir de Michel Foucault, na articulação com as discussões atuais sobre a influência da produção biopolítica no trabalho do autor e na valorização deste trabalho pelo internauta. Assim, esta pesquisa aponta a necessidade de pensar como as técnicas de normalização atuam na espessura da diferença entre o que se vê e o que se diz sobre os limites da propriedade intelectual na era da rede. Por um lado, a figura do autor roubado pelos internautas parece não existir, já que as práticas desse mercado normalmente exigem, no ato da compra, a transferência definitiva dos direitos patrimoniais do autor para a empresa. Por outro lado, a necessária ligação entre o compartilhamento e a não divulgação também parece não proceder no espaço visível: as práticas da Multidão validam as trocas virais e os afetos, e escapam ao controle. Um controle que busca, apoiado em instrumentos específicos, canalizar esse comportamento desviante em direção àqueles considerados “mais normais” pela Norma.
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CAMILA CALADO LIMA
Olimpíadas 2016 e a Construção de um Novo Rio: o marketing do legado, as políticas públicas e as estratégias comunicacionais em torno das favelas e das remoções
Orientador: Liv Rebecca Sovik
Resumo: A pesquisa analisa a inserção da favela no atual projeto de remodelação do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, discutindo especialmente a construção dos discursos acerca das remoções de favelas. Parte das narrativas elaboradas sobre a favela no projeto de candidatura Rio 2016, Live your Passion. Passa pelas atuais políticas públicas envolvendo tais territórios, a saber: Unidades de Polícia Pacificadora, Morar Carioca e Porto Maravilha. Discute o discurso oficial do poder público municipal em torno das remoções, à luz da discussão do biopoder, por Foucault, para, enfim, refletir sobre as estratégias comunicacionais adotadas pelos setores que resistem às remoções. Diante do marketing do legado, construído na campanha de candidatura Rio 2016, do discurso da cidade integrada proposto pelas políticas públicas, e da ressemantização das remoções pelo poder público municipal como ações a favor da vida dos moradores de favelas, uma multiplicidade de atores une-se em torno da luta por um bem comum, ocupam as ruas e mobilizam-se pela rede. É neste cenário que se constitui o Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, com produções de dossiês, relatórios, vídeos, eventos e criação de perfis em redes sociais. A análise, na dissertação, do material produzido pelo Comitê, a partir de março de 2011, lança mão da proposta, por Lafuente e Corsín, de comunidades de atingidos e a construção do comum.
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DANIEL FONSÊCA XIMENES PONTE
Futuro do Pretérito: a digitalização da TV aberta comercial no Brasil em tempos ainda analógicos
Orientador: Suzy dos Santos
Resumo: Nos períodos anteriores e posteriores ao lançamento do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T), em junho de 2006, e ao início das transmissões digitais com o sistema ISDBT, em dezembro de 2007, não foram poucas nem pequenas as especulações geradas em torno das mudanças que poderiam vir com a digitalização da televisão aberta comercial. Junto a isso, sedimentava-se a expansão da Internet banda larga no país. O Governo Federal, os radiodifusores e mesmo setores da academia e da sociedade civil construíram a ideia de que a introdução da TV digital no país levaria a alterações não apenas nos modos de produzir e de consumir o meio, mas também nos mecanismos de organização da propriedade e da regulação do setor. Divido em três capítulos, este trabalho expõe, na primeira etapa, as questões relacionadas às tecnologias da informação e da comunicação, problematizando a construção dos mitos em torno delas e discutindo a abordagem otimista que se faz do “mundo digital” como um espaço a ser inexoravelmente habitado por todos em redes potencialmente democráticas. Na segunda parte, baseado em dados empíricos e numa ampla revisão bibliográfica, são analisadas e debatidas as “expectativas” e as “possibilidades” que foram projetadas no Brasil quanto a novidades de serviços e aplicações que seriam ofertadas pela TV digital, tornada "sujeito". Aponta-se, ainda, o grau de efetividade das transformações ocorridas com a digitalização dos meios de comunicação. Na terceira seção, relatam-se brevemente a radiodifusão e as telecomunicações no Brasil e revisitam-se pelo menos duas décadas de legislações, documentos oficiais, produções acadêmicas e publicações especializadas para examinar os limites e as contradições dos radiodifusores nacionais em todo o processo de implantação da TV digital no país.
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INÊS MARIA AZEVEDO DO NASCIMENTO
A Atuação do Estado na Era do Império e suas Tentativas de Controle da Informação
Orientador: Henrique Antoun
Resumo: O foco teórico deste trabalho centra-se no estudo da atuação do Império na era da comunicação distribuída. Iremos nos debruçar sobre as abordagens filosóficas e políticas a cerca da construção dos estados e do modelo de estado Império que hoje se estabelece. Para tal será necessário uma análise das transições políticas, sociais e culturais do modelo imperialista para o Império pós- moderno. Iremos analisar a relação desses estados com a informação sigilosa e os segredos de estado. Com isso, consequentemente abordaremos temas como transparência pública, informação, democracia e os direitos dos cidadãos. Faz-se também necessária a análise das novas tecnologias da comunicação e da informação as transformações que elas causaram na sociedade contemporânea. Por fim faremos uma análise de caso do movimento WikiLeaks que atua por meio das redes condenando a falta de transparência dos estados, divulgando informações que julga ser de pertinência pública.
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ISABELA ROSA LACHTERMACHER
Pelo Buraco da Fechadura: o espetáculo obsceno do corpo pornográfico
Orientador: Ieda Tucherman
Resumo: Debruçar-se sobre o conceito de pornografia é, inequivocamente, pensar sobre a evolução de um gênero sempre atrelado a censuras, posturas morais e contradições éticas que levam a uma desordenada peleja entre as fronteiras do privado e do público. Este trabalho pretende refletir sobre a estética do corpo sexuado dentro da imagética pornográfica. Ao assumir que o gênero pornográfico surge durante a modernidade burguesa do século XIX, as representações derivadas dele possuem, portanto, traços dessa origem histórica. A análise de imagens pornográficas nos oferece uma oportunidade de compreensão sobre a estética e a construção do modelo de corpo que é exibido nesse gênero, desde seus primórdios históricos. A escolha do material iconográfico se dá a partir da ideia de que a pornografia tem como característica fundamental a visibilidade excessiva, não apenas como mídia, mas também pela particularidade de submeter o corpo completamente exposto a um voyeurismo compulsivo. Apesar de todas as correntes moralistas que tentam aprisionar a pornografia numa rede asséptica para evitar o contágio da esfera social, os esforços fracassados de sua contenção apenas indicam a escala progressiva de sua reprodução e disseminação. Não queremos aqui tomar partido da libertação pornográfica nem de sua marginalização, assim como não pretendemos discutir sobre a patologização do seu consumo e tampouco sobre uma possível psicanálise do desejo sexual. O objetivo é, na verdade, descrever as especificidades da criação do gênero artístico e da imagética pornográfica. A invenção da pornografia nos levará a refletir sobre sua estética e sua difusão midiática, compreendendo como seu desenvolvimento influi até hoje na cultural da imagem atual. O fio condutor de nossa investigação é a hipótese de que a performance pornográfica foi construída a partir de sua relação íntima com a fotografia, que permitiu com que o corpo erotizado — carne “crua” em pedaços, em recortes anatômicos — fosse um produto destinado principalmente ao olhar. A metodologia utilizada consiste no mapeamento histórico dos fatores constitutivos do gênero pornográfico assim como na análise do impacto social e cultural de suas imagens.
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JHESSICA FRANCIELLI REIA
Straightedge no Século XXI: articulações e tensões entre música, novas tecnologias da comunicação, autonomia e cooperação
Orientador: Micael Maiolino Herschmann
Resumo: O objetivo central desse trabalho é analisar a subcultura straightedge no século XXI, pós-difusão das novas tecnologias de informação e comunicação, e refletir sobre a importância das práticas do-it-yourself (faça-você-mesmo) na reconfiguração do que é pertencer ao universo independente hoje. A pesquisa tem como objeto de estudo a subcultura straightedge de São Paulo, que gira em torno da Verdurada e de seu Coletivo homônimo, estando inserida dentro da cena hardcore punk da capital paulista. Busca-se problematizar a sustentabilidade do DIY, tentando perceber até que ponto as novas tecnologias estão modificando a produção, a distribuição e o consumo de música dentre os straightedgers – principalmente através do barateamento de equipamentos e do acesso à Internet e suas plataformas. Além disso, procura-se mergulhar na subcultura para entender o que é ser straightedge atualmente, mais de três décadas após seu surgimento nos Estados Unidos, e como se dão as relações de identidade com os valores straightedge, com a ideia de resistência, com o engajamento político, com questões de gênero, com a busca pela autonomia na produção e distribuição musical, entre outros. Para isso, o caminho percorrido foi dividido em duas etapas: a primeira, de caráter teórico, consistiu em refletir sobre as transformações que o capitalismo vem passando e que levam à consolidação cada vez maior de uma sociedade em rede, analisando também os impactos que essas mudanças causam na indústria da música e no setor da produção musical dito independente. Também procurou-se refazer os passos da história e consolidação do straightedge no mundo e no Brasil, mostrando o surgimento e os valores agregados, desde a recusa ao consumo de álcool, drogas e tabaco, ao engajamento político e ao veganismo, por exemplo. A segunda parte do trabalho consistiu em uma pesquisa de campo feita durante dois anos no festival Verdurada e com os membros do Coletivo, frequentadores, integrantes de bandas e demais atores envolvidos com a subcultura e sua produção musical, tentando refazer a trajetória histórica, assim como entender o funcionamento e a contextualização desses festivais; foi dada ênfase à relação e influência das novas tecnologias na vida dessas pessoas, assim como as percepções que tem sobre temas recorrentes na indústria da música (como profissionalização, direitos autorais e pirataria), a fim de se observar o peso desses elementos na constituição da subcultura e na sua atual dinâmica.
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LIA SCARTON CARREIRA
A Apropriação como Gesto na Fotografia de Michael Wolf e Jon Rafman
Orientadora: Victa de Carvalho Pereira da Silva
Resumo: Desde o lançamento do Google Street View em 2007, artistas ao redor do mundo percorrem os panoramas dessa ferramenta online de geolocalização em busca de imagens a serem recortadas e reposicionadas nos mais diversos contextos. Neste trabalho, buscou-se investigar os modos pelos quais o artista alemão Michael Wolf e o artista canadense Jon Rafman reutilizam essas imagens em suas obras. Ao identificar em suas práticas um processo de recorte fotográfico digital, realizando tanto uma seleção quanto uma reprodução de imagens preexistentes de um arquivo, e ao associá-las a um contexto da appropriation art dos anos de 1980, compreende-se que estes artistas realizam uma apropriação fotográfica. Em suas imagens, relacionadas com frequência às categorias históricas da fotografia, é identificado um gesto que é compartilhado com práticas como o fotojornalismo e a fotografia de rua. Esse gesto, atrelado também às questões da arte conceitual da década de 1960, é compreendido como um gesto que aponta tanto para a existência de uma imagem que lhe é anterior, quanto para relações entre imagens. Ao sobrepor uma imagem à outra por meio de seus enquadramentos, a apropriação fotográfica de Michael Wolf e Jon Rafman nos permite identificar questões fundamentais sobre a condição histórica da fotografia e de suas relações com a modernidade.
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LEILA SALIM LEAL
Comunicação, Cultura e Politica: a questão do sujeito nos movimentos sociais contemporâneos
Orientador: Eduardo Granja Coutinho
Resumo: O ano de 2011 foi marcado pela emergência de mobilizações sociais de grande porte, que colocaram na ordem do dia o debate sobre as formas de organização coletiva e transformação social na contemporaneidade. Neste contexto, o papel mobilizador e aglutinador das novas tecnologias de comunicação, especialmente a partir das redes sociais na internet, e a constituição de redes de comunicação alternativas, próprias dos movimentos, também vêm sendo apontados, por diversos analistas e em vários sentidos, como marcas constitutivas fundamentais desse processo de mobilização global. Interessa-nos, aqui, pensar mais profundamente o papel e o sentido da comunicação para a constituição desses movimentos, levando em consideração não apenas a utilização das redes sociais como instrumento mobilizador e os veículos e peças de comunicação por eles produzidos, mas também buscando compreender que questões, referentes à natureza e inserção desses movimentos no capitalismo contemporâneo e a constituição do sujeito político na atualidade, podem ser reveladas a partir da identificação da importância assumida pela comunicação e pela cultura em sua constituição.
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LUIZ HENRIQUE COLETTO
O Movimento LGBT e a Mídia: tensões, interações e estratégias no Brasil e nos Estados Unidos
Orientador: Renzo Romano Taddei
Resumo: Esta pesquisa investiga a relação entre o movimento LGBT e a mídia no Brasil e nos Estados Unidos da América. O objetivo é descrever e analisar, de modo comparativo, mas contextual, como se dá a relação entre o movimento LGBT e a mídia, por meio de práticas institucionais e comunicacionais, nos dois países. Utilizando-se de observação participante, entrevistas em profundidade e análise documental, realiza-se uma “experiência etnográfica” para acessar questões sobre interações, relações e estratégias do movimento LGBT (por meio de organizações e ativistas) em relação a/com os meios de comunicação. Nos Estados Unidos, o trabalho de campo é realizado no escritório duma organização de ativismo cultural na mídia, a Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD). No Brasil, o objeto é investigado a partir das visões de certos atores políticos centrais (ativistas em posição de liderança política e/ou institucional, jornalistas e pesquisadores). Os resultados da pesquisa apontam para protagonismos individuais no estabelecimento de relações com a mídia no Brasil, e para um campo altamente profissionalizado e corporativo em que se inscrevem as relações entre a mídia e a GLAAD nos Estados Unidos. Também se demonstra a existência de uma “arena” política em que outros atores interferem nas interações estabelecidas com a mídia nos dois países.
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MAÍRA GERSTNER
A Teatralidade de Eduardo Coutinho: a travessia Jogo de Cena – Moscou
Orientador: Denilson Lopes Silva
Resumo: Jogo de cena e Moscou, filmes do cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, são investigados como um movimento de suspensão na sua trajetória, ou seja, como um movimento de teatralidade dentro de sua obra. A ideia é compreender quais aspectos teriam anunciado Moscou em Jogo de cena e quais aspectos de Jogo de cena, Moscou buscou ampliar. A discussão se dá na perspectiva da relação cinema – teatro. Em Jogo de cena, a figura do ator é analisada como um desdobramento de uma noção de ?humano? moldada pela modernidade, a partir da obra de Michel Foucault. É neste período que surge o primeiro encenador da história do teatro e também o primeiro sistema de trabalho de ator do ocidente desenvolvido por Constantin Stanislávski. Já em Moscou, Eduardo Coutinho é uma espécie de dramaturg, atuando como um gestor do processo, um provocador, um cartógrafo. A apropriação desta figura, surgida no romantismo alemão, para pensar a função de Coutinho dentro do processo de filmagem, revela outras possibilidades para aquilo que se entende por cena. Entre Jogo de Cena e Moscou os territórios cênicos são investigados a partir de uma tensão entre teatralidade e performatividade, em que dispositivos são criados na instauração de jogos. Assim, pensando ator, dispositivo e dramaturgismo como elementos fundamentais na teatralidade de Eduardo Coutinho, Jogo de cena e Moscou são trabalhados como filmes diretamente conectados, firmes nas suas diferenças, mas irmãos na travessia.
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MARCELLA HUCHE FONTELLAS DA SILVA
Representações de Juventude e Felicidade no Cinema Nacional
Orientador: João Batista de Macedo Freire Filho
Resumo: Este trabalho tem como objetivo comparar as representações de juventude e felicidade propagadas nos dois períodos em que o cinema brasileiro mais produziu filmes estrategicamente orientados para o consumo juvenil: nos anos 1980 e, mais recentemente, em 2010 e 2011. Embora o gênero dos teenpics seja amplamente explorado nos Estados Unidos desde 1950, somente nestes dois períodos foi possível observar um interesse da produção cinematográfica nacional em dialogar com jovens e adolescentes. À procura de continuidades e rupturas nas representações traçadas em Menino do Rio, Feliz ano velho e O sonho não acabou, da década de 1980, e As melhores coisas do mundo, Os famosos e os duendes da morte e A alegria, parte da produção contemporânea, propõe-se a comparação de aspectos determinantes na socialização jovem — a escola, o lazer, a família e o consumo. Ao traçar uma análise entre as conjunturas históricas e as representações midiáticas destas duas épocas, é possível perceber como cada uma dessas temporalidades elabora em seus discursos formas de ser jovem e feliz, meios de amadurecimento, que atendem ou espelham anseios sociais específicos, alinhados ao cultivo de determinados valores políticos, culturais e econômicos.
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MARIA FANTINATO GÉO DE SIQUEIRA
A Própria Maneira: bandas experimentais e música improvisada no Rio de Janeiro
Orientador: Mauricio Lissovsky
Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo investigar, a partir do trabalho de três grupos musicais atuantes no Rio de Janeiro, as figuras da improvisação e da experimentação. Pretende mais especificamente entender, tomando como base a imersão etnográfica em um contexto musical especifico da cidade, o que a prática da improvisação ao vivo pode colocar em jogo e como são fixados seus limites. No momento atual em que, após uma série de transformações ao longo do século XX, toda espécie de ruídos e atonalismos seriam a priori admissíveis na experimentação musical, a relação da improvisação com o confuso rótulo “experimental” no contexto investigado aponta para uma questão central: por que improvisar é fazer música e não qualquer coisa? A partir de material colhido em entrevistas, das observações e ponderações fruto do trabalho de campo, e na interseção com as reflexões de Giorgio Agamben, a pesquisa perscruta esta questão. Chega por fim à conclusão de que os limites para a criação e fruição desta música são extremamente fluidos e que o processo comunicacional tem papel central na conservação dessa fluidez. Ao se abrirem à comunicação os músicos possibilitam a geração de uma pergunta. E é a partir dessa pergunta que músicos e público unem-se em uma experiência que permite que essa música continue sendo experimental.
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MÁRIO DE ALMEIDA CASCARDO
O Suporte Digital e a Mise-en-Scène de Juventude em Marcha, Filme de Pedro Costa
Orientadora: Anita Matilde Silva Leandro
Resumo: Este trabalho é um estudo sobre a influência da tecnologia digital na mise-en-scène do filme Juventude em Marcha, do diretor português Pedro Costa. O texto é dividido em três capítulos. No primeiro, veremos como a câmera mini-dv do diretor contribuiu para uma plasticidade singular e para um investimento no plano como o principal âmbito de criação do filme. No segundo capítulo, estudaremos a relação entre o método de produção de Juventude em Marcha e a encenação que Pedro Costa desenvolveu com seu protagonista, Ventura. No terceiro, este método de produção, a plasticidade das imagens e a mise-en-scène do filme dialogarão com a noção de realismo cinematográfico.
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MATHEUS ARAUJO DOS SANTOS
Imagem-Abjeto: um estudo sobre manifestações estéticas da abjeção
Orientadora: Beatriz Jaguaribe de Mattos
Resumo: Nesta dissertação, discutimos as manifestações estéticas do abjeto, a emergência do conceito nas discussões estéticas e filosóficas e suas estratégias de uso por diferentes autores e artistas. Guiados pela mostra Abject Art, ocorrida em Nova Iorque no início dos anos de 1990, buscamos compreender como se constitui a arte abjeta através da relação entre a percepção sensível e a abjeção e como ela é apropriada pelos curadores responsáveis pela mostra. Partindo de algumas das obras desta exposição, percebemos como o abjeto diz respeito a estruturas de sentimento, a formações subjetivas e corporais e a processos de organização social, tornando-se um conceito bastante influente no final do século XX.
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NATÁLIA PASSOS MAZOTTE CORTEZ
Liberte o Conhecimento: ética hacker, P2P e as novas perspectivas para a moral contemporânea
Orientador: Márcio Tavares D"Amaral
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo ampliar a reflexão sobre a ética hacker, verificar como ela se expressa no contexto brasileiro e contribuir para problematizar o seu papel no surgimento de novas configurações morais da sociedade contemporânea, com ênfase nos valores presentes na cultura P2P emergente, que não se restringem aos limites binários do ciberespaço. Ela explora a construção midiática sobre o termo hacker no Brasil pela análise de dados recolhidos dos últimos 10 anos do jornal de maior circulação no país, a Folha de S. Paulo, e questiona de que forma a passagem do hacker “herói” para o “criminoso” se contrapõe a um anseio por mais liberdade na rede. O trabalho também analisa, com base em uma minuciosa pesquisa netnográfica, na observação participante sobre a comunidade Transparência Hacker e em entrevistas qualitativas com alguns de seus principais membros, como a ética hacker se manifesta neste grupo e extrapola o âmbito técnico para influenciar novos campos sociais e políticos. Por fim, utilizando também a observação participante como metodologia, verifica-se de que forma a ética hacker está presente em um projeto de consumo colaborativo, o Couchsurfing, tendo como estudo de caso a comunidade do Couchsurfing no Rio de Janeiro. Estes dois estudos de caso revelam a importância da cultura colaborativa, da transparência de informações e da lógica não proprietária (assegurada por novas licenças criadas como alternativa ao copyright), base da ética hacker, para os novos comportamentos sociais que têm afetado a moral contemporânea.
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PEDRO LERNER GARCIA
O Jogo dos Possíveis: acaso, narrativa e identidade no futebol
Orientador: Paulo Roberto Gibaldi Vaz
Resumo: Essa pesquisa se debruça sobre os significados do jogo e, em especial, do futebol no mundo cotidiano. Partindo de autores como Johan Huizinga e Eugen Fink, para quem o jogo se apresenta respectivamente como elemento fundador da cultura e símbolo mesmo do mundo, e
passando pelas reflexões de Deleuze acerca do jogo em autores como Nietzsche e Jorge Luis Borges, a pesquisa busca em Roger Callois uma historização dos diversos jogos humanos e dos instintos lúdicos a que correspondem para, em seguida e recorrendo sobretudo a José Miguel Wisnik, procurar definir o lugar próprio do futebol no registro contemporâneo. Intrinsecamente aberto ao acaso e na encruzilhada de múltiplos registros narrativos, o futebol aparece como um teatro de alternância e reversibilidade em que, encarando de frente a experiência do possível, torcedores e espectadores encontram um espaço privilegiado para a elaboração de sua identidade e experiência do mundo. A pequisa busca ainda, através do diálogo com autores como Georges Didi-­Hubermane Jacques Rancière, traçar paralelos e ressonâncias entre o universo do esporte e o das artes, aproximando o torcedor do leitor ou espectador de cinema e propondo que, no fim, trata-­se sempre de viver o mundo através de narrativas que promovem um alargamento do próprio possível.
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RITA NEVES DE TOLEDO
A Origem das Narrativas em “Five – Long Takes dedicated to Yasujiro Ozu” (Irã, 2004), de Abbas Kiarostami
Orientador: Mauricio Lissovsky
Resumo: Como nascem as narrativas na imagem? A partir do conceito de “origem” de Walter Benjamin e da noção do “neutro” de Roland Barthes, propomos a análise do filme “Five” (2004), de Abbas Kiarostami. Em cada um dos cinco episódios que compõem a obra, buscamos identificar as latências que ensaiam instalar dualidades que podem fazer emergir – ou não – os conflitos que instauram o sentido e o signo. Dualidades que se apresentam na duração, e que podem ser o motor de uma narrativa pois agitam na imagem sua potência de origem. Neste sentido, buscamos compreender “Five” em seu desejo de estabelecer e encontrar o não-lugar de origem das narrativas. Visando contribuir para a discussão sobre as narrativas no cinema contemporâneo, em um mundo veloz e saturado de imagens, perguntamo-nos como e que histórias podem nos contar os filmes hoje.
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SARAH OLIVEIRA QUINES
Alta Fidelidade: o consumo de vinil na era da reprodutibilidade digital
Orientador: Micael Maiolino Herschmann
Resumo: Esta pesquisa analisa a prática de colecionar discos de vinil realizada por quem frequenta feiras e lojas de discos na cidade do Rio de Janeiro. Buscamos conhecer os colecionadores, entender quais sentidos estão relacionados ao ritual de colecionar, e qual música é colecionável. Apesar do contexto de transformações da indústria da música, em que a internet disponibiliza conteúdo sonoro gratuitamente, algumas pessoas preferem vinil. Fazemos uso do aporte metodológico do estudo de caso, com aplicação de entrevistas e de observação participante. Quanto às hipóteses investigadas, destacamos que a preferência pelo vinil não se dá necessariamente por uma suposta superioridade sonora ou por saudosismo. Outros motivos estão em jogo, como a arte das capas, a memória evocada pelos discos e a materialidade.
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TARCÍSIO BEZERRA MARTINS FILHO
Espaço Urbano e Práticas Comunicativas: experiência transeunte e polifonia das ruas no Centro de Fortaleza
Orientador: Janice Caiafa Pereira e Silva
Resumo: O Centro de Fortaleza mostra-se hoje em uma posição menos hegemônica que outrora. Ele, que já fora o principal espaço sociopolítico da cidade, encontra-se em uma situação particular diante dos novos arranjos que a capital cearense tece. No espaço entre a região mais pobre e a mais rica da cidade, o Centro efetua uma espécie de espaço misto, cheio de contrastes e contradições. A arquitetura de estilo antigo soma-se aos anúncios publicitários, às placas de sinalização, aos gritos dos vendedores ambulantes, às conversações e aos encontros, produzindo uma situação peculiar em Fortaleza. Em uma cidade que cresce tendo como exemplo espaços privatizados, o Centro se reforça como espaço heterogêneo e urbano. Visamos, neste trabalho, a pensar essa região e suas práticas comunicativas a partir de experiências transeuntes que fazem parte desse território complexo e instável. O trabalho segue três capítulos. No primeiro, desenvolvemos considerações a respeito de estudos urbanos, da urbanização e das apropriações do espaço público de Fortaleza. No momento seguinte, produzimos um texto baseado em nossa experiência etnográfica. No capítulo derradeiro, buscamos – por meio de nosso trabalho de campo, de falas de transeuntes e de um arsenal teórico-metodológico interdisciplinar – considerações sobre a experiência transeunte no Centro. Observamos como essa experiência não cabe dentro das categorias bem definidas, flertando sempre com territórios novos, com estranhamentos. Sugerimos que se trata de um lugar de produção de diferença e de investimento na mobilidade dos signos. Finalmente, utilizamos o conceito de “agenciamento”, cunhado por Deleuze e Guattari, para tentar dar conta dessa intensidade especial do Centro de Fortaleza.
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THIAGO MENESES ALVES
Os Festivais de Música Independente no Capitalismo Cognitivo: um estudo de caso da feira da música de Fortaleza
Orientador: Micael Maiolino Herschmann
Resumo: O presente trabalho busca analisar as novas estratégias utilizadas pelos atores sociais dos festivais de música independente brasileira num contexto de passagem de um capitalismo industrial para um capitalismo de tipo cognitivo. A hipótese adotada é a de que as ações deste segmento estão concatenadas com as oportunidades abertas por um novo regime de acumulação onde o cerne da produção de riqueza deixa de ser a grande indústria e passa a se concentrar nos aspectos imateriais. Com efeito, este novo estágio do desenvolvimento capitalista, ainda que contenha novos conflitos, fornece um ambiente propício para a proliferação de práticas de insurgência contra a sua hegemonia. Isso se explica pelo fato de que o capital, diferente do estágio de desenvolvimento anterior, não controla mais a produção de riquezas, necessitando capturá-las. Contextualizando a análise dentro das recentes mudanças que trespassam a indústria da música, discutir-se-á estas novas práticas a partir do estudo de caso de um evento representativo neste segmento, a saber, a Feira da Música de Fortaleza.
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VERÔNICA MAIA RODRIGUES
Leitura Crítica e Telenovela: processos de construção da identidade em comunidades
Orientadora: Raquel Paiva de Araujo Soares
Resumo: A presente pesquisa apresenta um olhar analítico sobre os processos de construção das identidades individuais e coletivas a partir das relações da mediação sociocultural realizada por intermédio das narrativas ficcionais e midiáticas veiculadas através da telenovela. Por meio desta reflexão propõe-se o exercício da leitura crítica do discurso comunicacional da teledramaturgia brasileira e como ela opera edificando um espaço gerador de relações simbólicas. Também se direcionam os esforços teóricos para o entendimento da fala roubada dos espaços populares, assim como a repercussão das favelas nos meios de comunicação. Em seguida, busca-se relacionar os processos de representação dessas favelas nas telenovelas com as ações de comunicação comunitária, bem como sua fala orgânica em relação ao mundo midiatizado.
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
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