Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// TESES E DISSERTAÇÕES
DISSERTAÇÕES DE MESTRADO // DISSERTAÇÕES EM 2007
ADRIANO DE LAVOR MOREIRA
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ANA ANGÉLICA SEBASTIÃO
Memória, Imaginário e Poder: práticas comunicativas e de ressignificação das organizações de mulheres negras
Orientadora: Liv Rebecca Sovik.
Resumo: Este trabalho analisa as estratégias discursivas das organizações de mulheres negras para a ressignificação do imaginário coletivo sobre a mulher afro-descendente a partir da memória. Elaboramos três estudos de caso: Criola (RJ), Geledés – Instituto de Mulher Negra (SP), Casa de Cultura da Mulher Negra (Santos-SP) e os respectivos conteúdos discursivos inseridos nas práticas comunicativas. A partir dos conceitos de hegemonia, feminismo negro e representação, nossas análises apontam para os efeitos das disputas por hegemonia no interior dos discursos e examina as estratégias das organizações para construir novas marcas de verdade sobre a mulher negra. Demonstram também como o uso dos mitos africanos é uma das táticas possíveis para potencializar a luta dessas organizações. Para o entendimento adequado dos processos de ressignificação, demarcamos três momentos na pesquisa: 1) o surgimento da mulher negra como novo sujeito histórico no seu desempenho político, 2) a prática do feminismo negro como ideário discursivo para a ressignificação e 3) as táticas das instituições para estabelecer novos sentidos a partir da rememoração.
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ANA JULIA CURY DE BRITO CABRAL
O Contra-Espetáculo da Era Neoliberal: estratégias artísticas e midiáticas da resistência jovem no Brasil
Orientador: João Batista de Macedo Freire Filho.
Resumo: Em fins do breve século XX, o surgimento de um movimento coordenado de resistência ao neoliberalismo surpreende os defensores do “pensamento único” e do proclamado “fim da história”. O nascimento de uma revolta de caráter internacionalista resulta do reconhecimento da falência humana, social e ambiental do sistema capitalista. Dentre as novas resistências, destacam-se aquelas constituídas por jovens radicais, organizados de modo peculiar em “grupos autônomos” ou coletivos. Esta dissertação consiste em um estudo das resistências jovens que trazem novamente à tona um discurso crítico à sociedade do espetáculo e a busca por alternativas ao capitalismo. Por meio de bibliografia especializada, pesquisa em diversas mídias e entrevistas, procuro analisar como os “grupos autônomos”, no plano internacional, e os coletivos, no Brasil, utilizam estratégias artísticas e midiáticas para difundir as suas posições contrárias a valores fundadores da era neoliberal.
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CLÁUDIA DOS SANTOS GÓES
Comunicação e Música: A (re)invenção da tradição do samba e do choro no circuito cultural da Lapa
Orientador: Micael Maiolino Herschmann.
Resumo: Este trabalho aborda as representações construídas no circuito do samba-choro no Rio de Janeiro e as relações entre história, memória, tradição e construção de identidades no contexto da produção e do consumo de bens culturais. Ao analisarmos os discursos e práticas sociais dos atores envolvidos nesse universo – músicos, empresários, mídia especializada e público consumidor – buscamos entender como se constrói e se re-configura no imaginário social as representações em torno desses estilos musicais, que legitimam e re-consagram os dois gêneros como expressões emblemáticas da cultura nacional. Partindo-se deste ponto de vista, o sucesso do circuito de samba e choro evidencia estratégias exitosas de legitimação capazes de permitir que ambos os gêneros sejam re-canonizados no imaginário social que cerca a música brasileira.
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EMMANOEL MARTINS FERREIRA
Games, imersão e interatividade: novos paradigmas para uma comunicação lúdica
Orientador: Ivana Bentes de Oliveira.
Resumo: Se nos últimos anos os grandes desenvolvedores de videogames vinham gastando boa parte do seu tempo e investimentos na produção de games com imagens realistas, com a nova geração de consoles este cenário sofreu uma ruptura considerável, em grande parte devido ao Nintendo Wii. Focando seus esforços na jogabilidade e na interatividade, a Nintendo retoma uma concepção gráfica que remonta aos jogos das gerações anteriores de consoles, com personagens e cenários que relembram o cartoon e o pixel art. Concepção que também se faz presente em inúmeros jogos produzidos para telefones celulares, consoles portáteis e diversos sites na Internet. Por outro lado, os produtores de games para o Sony Playstation e o Microsoft Xbox prosseguem na sua estratégia de desenvolvimento de jogos com imagens realistas, investindo no visual fotográfico, ou ainda cinematográfico, de seus jogos. Certo é que ainda são produzidos inúmeros jogos em estilo não-realista para esses consoles, mas ao longo dos últimos anos assistimos ao crescimento da produção de jogos do gênero Atirador em Primeira Pessoa (FPS/First Person Shooter), ou jogos de simulação, com personagens e cenários que beiram o realismo foto/cinematográfico. Todavia, em que medida esta estratégia atinge seu objetivo de imergir o usuário na realidade virtual proposta por seus games? Quais seriam as outras possibilidades para se atingir esta imersão? O objetivo deste trabalho é analisar os diferentes modos de funcionamento do dispositivo game e suas implicações nos processos interativos e imersivos de seus usuários. Este objetivo se desdobra em outros assuntos que servem de base para o tema principal da dissertação: o estudo do conceito de remediação, e de que forma ele se processsa no campo dos games; a análise de algumas instâncias imersivas ao longo da história, servindo de base para a compreensão da imersão proposta pelos games contemporâneos; as possibilidades do uso do game na criação de narrativas interativas; novas formas de sociabilização através dos games online, e suas implicações nas subjetividades e percepções de seus usuários.
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FAYGA ROCHA MOREIRA
Mídias, Subjetividade e Terceiro Setor: a comunicação como problema social em favelas cariocas
Orientadora: Janice Caiafa Pereira e Silva.
Resumo: O estudo reflete sobre a centralidade de projetos sociais voltados para a comunicação como estratégia de combate à exclusão e à estigmatização. A importância atribuída ao “dar voz” aos moradores de favelas ganha evidência, no âmbito do Terceiro Setor, afirmando-se como uma brecha privilegiada para a inclusão. Uma nova “questão social” (CASTEL, 2004) entra em jogo, guiada principalmente pelas ONGs – entidades que, por meio de técnicas próprias e de um campo teórico específico, re-significam a idéia de militância, orientando o potencial disruptivo de inúmeras “máquinas de guerra” (DELEUZE; GUATTARI, 1997) que se levantam contra o Estado e demais autoridades. No caso das favelas cariocas, um estatuto identitário é retomado como estratégia supostamente eficaz de inclusão, domesticando os devires e a multiplicidade própria a esse espaço urbano. A partir de uma experiência institucional em uma Organização Não-Governamental, entremeada a ferramentas teóricas e a um trabalho de campo aportado, sobretudo, em alguns recursos da etnografia, buscou-se cartografar esse rico campo de estudos, privilegiando uma abordagem tanto macro quanto micropolítica, o que significa tentar captar os vetores heterogêneos e os arranjos processuais que compõem uma coletividade.
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FERNANDA LIMA LOPES
Auto-referenciação e construção da identidade jornalística
Orientadora: Ana Paula Goulart Ribeiro.
Resumo: Esta obra parte da hipótese de que a auto-referenciação é uma estratégia privilegiada para a construção da identidade jornalística. O jornalismo constitui-se como um dizer social. Os textos que os jornalistas produzem e fazem circular estão presentes na sociedade, são um discurso para o mundo e sobre o mundo. Mas, nas matérias auto-referenciais, os jornalistas falam sobre o próprio universo. O processo de auto-referenciação é entendido como lugar propício para os sujeitos elaborarem uma auto-imagem, reforçarem valores, mobilizarem representações, organizarem sua memória, recuperando lembranças e promovendo esquecimentos, interagirem como outros grupos negociando autoridade; enfim, construírem sua identidade. Em relação a esse conceito, parte-se de uma fundamentação teórica capaz de embasar a idéia de que a identidade é uma construção permanente, sendo organizada e reorganizada a partir de práticas, vivências, normas, valores, deontologia, crenças, memórias. Defende-se que a identidade depende, portanto, de diversos fatores e precisa ser analisada considerando-se contextos e processos históricos. Dessa forma, amparado por uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, este trabalho demonstra que muito do que está ligado à imagem do jornalista brasileiro da contemporaneidade é fruto de diversas transformações ocorridas nos anos 1950. Questões ligadas à objetividade e à busca da “verdade dos fatos”, representações do jornalista como vigia ou “cão de guarda”, lutas em defesa da “liberdade de imprensa” e outros fatores são incorporados ao pano de fundo que guia a análise do material empírico desta pesquisa. Para estudar a relação entre auto-referenciação e identidade jornalística, são selecionadas matérias sobre o Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), um projeto de lei apresentado ao Congresso Nacional em agosto de 2004 que suscitou debates entre os jornalistas. A análise das mesmas mostra que, ao incorporarem a defesa da liberdade como luz guia de sua atividade, os jornalistas procuram, implicitamente, ganhar simpatia, reconhecimento e autoridade, uma vez que atrelam sua profissão a um valor hegemonicamente aceito como bom e louvável. Além disso, o valor é defendido em nome de algo “maior”: o poder de levar ao leitor “a verdade”. Com isso, os jornalistas constroem a imagem de que são os mediadores desejados entre o público e o que acontece e - mais do que isso - procuram mostrar que o trabalho deles cumpre uma importante função social, pautada pela ética e preocupação com o bem comum.
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FERNANDA MARQUES FERNANDES
Música, Estilo de Vida e Produção Midiática na Cena Indie Carioca
Orientador: João Batista de Macedo Freire Filho.
Resumo: O surgimento dos selos independentes no final da década de 1980 alterou radicalmente o panorama da indústria fonográfica mundial, ao estabelecer uma nova relação entre criatividade e comércio a partir da produção de um tipo de rock que não se encaixava nos padrões de consumo do mainstream. Durante a década de 1990, o “rock independente” começou a ocupar cada vez mais espaços na mídia, ampliou audiências e adquiriu importância no contexto fonográfico, inclusive no Brasil. Neste trabalho, procuro investigar atores sociais, práticas, discursos, interações e representações que compõem a cena de rock independente estabelecida na cidade do Rio de Janeiro, no início do século XXI. Por meio de uma análise dos discursos e das representações produzidas sobre e por aquela cena, é possível refletir acerca da viabilidade de novas alternativas para a produção cultural juvenil, num cenário caracterizado por constantes e profundas mudanças.
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FRANCISCO SLADE FERNANDES
Para Notar a Ausência de Um Desconhecido: blogs e a validação do discurso do autor
Orientadora: Nízia Maria de Souza Villaça.
Resumo: Esta pesquisa investiga o processo de validação do discurso do autor literário num momento em que a internet passa a ser suporte para a literatura, em especial através dos blogs. A necessidade de validação do discurso tem influência sobre o escritor e sobre o que ele produz, em suporte impresso ou virtual. A publicação é uma necessidade ritual para o ofício de escritor. O blog oferece a possibilidade de exposição, narração e público. A narrativa pessoal na internet relata o cotidiano, confunde sujeito e objeto e tem a forma influenciada pelo suporte tecnológico. Os blogs são bancos de afetos. O autor não é aquele que cria, mas aquele que alcançou um posto. O “verdadeiro” literário é determinado pela chancela da publicação. A partir da década de 1980, o mercado tornou-se o valor decisivo para a publicação. O mercado não inova; o ofício literário se insere na lógica do mercado do esperado, obstáculo ao aparecimento do novo. A validação sugerida pela publicação torna-se necessidade e anseio do escritor e o mecanismo começa a agir por meio do próprio autor; auto-censura. O reality-show é uma metáfora do mundo hoje. O indivíduo vulgar ascende ao posto de modelo e de centro de interesse do poder e do discurso. O autor precisa da obra como índice da performance que lhe faz artista; ter uma obra é mais importante do que a obra. O autor observa-se observando, num loop infinito cuja pulsão original é apenas o ato da autonarração; em geral, nos blogs essa já é uma realidade estabelecida. Esse processo é resultado das ações do tédio, do narcisismo, da busca de uma identidade, da relação consumo/obsolescência instantâneos, da autoinvenção retroativa, da necessidade de singularização em meio à massificação e da reality-forma. Isso pode ser observado no produto literário dos novíssimos escritores brasileiros, principalmente os criados na rede. Há excesso de referências à vida cotidiana e à persona do autor. A obra literária passa a ser apenas o veículo para o posto de escritor.
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ISRAEL JOSÉ DE OLIVEIRA
Do Antropológico ao Antropofágico: Afro Reggae: arte, cultura e mediações entre morro e asfalto
Orientador: Mohammed ElHajji.
Resumo: Essa dissertação procura refletir sobre a mediação social estabelecida entre o morro e o asfalto – através da arte e da cultura – na cidade do Rio de Janeiro. Tendo como objeto de estudo o Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR), nossa análise é focada principalmente na música como expressão narrativa, que busca manter viva a memória da chacina de Vigário Geral e estabelecer novos regimes de pertença, de sociabilidade e socialidade do saber, o que tem resultado num levante cultural promovido pela aproximação dos movimentos culturais periféricos com o chamado Terceiro Setor, a partir dos anos noventa. Realizada durante os anos de 2005 e 2006, a pesquisa de campo aborda as múltiplas transformações do espaço público, a exclusão social gerada pela globalização do mercado e as novas formas de assistência destinada aos sujeitos “desfiliados”, por meio da racionalidade econômica da Responsabilidade Social Empresarial que procura operar o diálogo sociocultural entre o centro e a periferia.
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LEONARDO FORNY GERMANO
Por uma Nova Perspectiva para a Arte Cinemática
Orientador: André de Souza Parente.
Resumo: Se a caverna de Platão pôde ser tomada como modelo teórico para descrever o aparato cinematográfico e a situação do espectador na sala de cinema, onde este, tal como o prisioneiro acorrentado, permanece imóvel, num transe quase onírico diante dos simulacros de realidade; da mesma forma, a partir das transformações do cinema enquanto aparato tecnológico, ao incorporar novos e antigos dispositivos - tanto pelas inovações tecnológicas, quanto pela retomada de práticas que foram sendo deixadas de lado no decorrer da institucionalização dessa mídia enquanto modelo dominante – propor-se-á nesse trabalho tomar a caverna do xamã como uma perspectiva teórica capaz de instrumentalizar uma leitura da atual situação da arte cinemática e de suas hibridizações com os dispositivos interativos e móveis, que estendem o cinema para além da própria imagem e da experiência cinematográfica. Assim, através dessa metáfora, a caverna platônica se transmuta em caverna xamânica e o prisioneiro/espectador, antes privado de sua própria sensorialidade, incapaz de interagir com a realidade imagética que o cerca, agora se metamorfoseia em uma espécie de xamã, ou agente criativo da experiência estética, passando de espectador a interator, ou experimentador da obra de arte. Finalmente, sugerir-se-á a caverna xamânica como uma figura poética, estabelecendo pontes ao mesmo tempo que interpondo-se, e como um paradigma ressurgido de um passado imemorial, mas que possibilita uma leitura do regime de subjetividade proposto por uma nova perspectiva da arte cinemática.
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LEONARDO TEIXEIRA DE MELLO FERREIRA
Velocidade e Transparência: A vigilância na celeridade das tecnologias da comunicação e da informação
Orientadora: Fernanda Glória Bruno.
Resumo: A aquisição de maiores velocidades sempre tornou possível a efetivação, bem como o exercício de um controle e de uma vigilância mais intensos sobre os espaços Dos balões de observação aos aviões de reconhecimento, incluindo ainda os navios das grandes potências marítimas, a história não cessou de demonstrar que o poder visual sobre um determinado ambiente foi dado àqueles que podiam percorrê-lo de um modo mais rápido. Sabe-se, contudo, que qualquer performance motora ou trajeto físico parece ter se tornado ineficaz, portador de uma baixa utilidade, quando comparado ao imediatismo promovido pela celeridade das tecnologias da comunicação e da informação. Encaixar a ação da vigilância na velocidade desses objetos técnicos proporciona, entre outros efeitos, uma significativa ampliação do domínio e do poder sobre territórios e indivíduos, uma vez que a extensão espacial deixa de se constituir como um limite da capacidade de se visualizar com prontidão as situações. Talvez por isso, a máquina de observação que organiza na atualidade o controle, seja menos o veículo, o aparelho de deslocamento sobre o espaço, do que a transmissão, a capacidade de se veicular instantaneamente as imagens, dados e demais conteúdos informacionais. Por outro lado, o caráter funcional da velocidade na organização de uma vigilância não se encontraria restrito à celeridade dos trajetos, à propriedade de se transmitir, de uma forma imediata, as informações. A utilização de determinadas tecnologias de monitoramento, dispostas sobre os ambientes informáticos e articuladas a processos de seleção, tratamento e recuperação de dados, demonstra que a vigilância tem a sua eficiência regulada também por intermédio da própria velocidade de cálculo dos computadores. Em linhas gerais, dessa celeridade dependeria o funcionalismo das operações de coleta e processamento de dados, as quais tornariam transparente o extenso volume de informações acessadas e produzidas sobre o espaço numérico. Apoiando-se no conjunto dessas considerações, o presente trabalho busca identificar, privilegiando as suas atuais tecnologias, uma equivalência entre mais-poder e mais-velocidade nos processos de vigilância e controle disseminados sobre o corpo social.
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LUIZA HELENA GUIMARÃES FERREIRA
Laboratório Entanglednet: dispositivos comunicacionais com a marca do desejo
Orientador: Henrique Antoun.
Resumo: Em Laboratório Entanglednet: Dispositivos Comunicacionais com a Marca do Desejo, pretendeu-se explorar a interação humana com a tecnologia tanto no processo coletivo de criação da linguagem do meio de comunicação quanto na geração da vida. Tomou-se como principal objeto de estudos o site www.entanglednet.org que faz uso da topologia da internet para intervir no mundo, considerado como um campo de forças. A vida conectiva na hibridação homem-máquina atrai uma conjugação de forças sociais de produção, material e imaterial, envolvendo desejo e inteligência em rede rizomática de singularidades não domesticáveis e dinamizadas pelo poder de afetar e ser afetado. Mesmo diante das inúmeras ferramentas oferecidas pelo meio, a comunicação mediada por computador requer a intervenção humana para estabelecer o contexto de relações. Sabe-se que atualmente a vida humana está imersa nos dispositivos comunicacionais podendo ser apreendida, quantificada e qualificada, sendo assim, é responsabilidade de Cada Um o que irá emergir a partir desta nova conjunção de forças. Entanglednet é uma aposta que afetos, sensações, percepções e sentimentos criam um mundo entre aquilo que nos é apresentado como sendo imperativo e o nosso próprio desejo.
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MÔNICA LISBOA TORRES
Turismo e Meios de Comunicação. Representações do Rio de Janeiro nos guias turísticos
Orientador: Micael Maiolino Herschmann.
Resumo: O objetivo desta dissertação é o de investigar e mapear as representações do Rio de Janeiro nos guias turísticos atuais. Busco avaliar os deslocamentos de sentido e significados que são produzidos nas representações veiculadas nos guias e que revelam um imaginário social sobre a cidade. A partir da análise da evolução da atividade turística na sociedade moderna, avalio o papel do guia como veículo de comunicação fundamental na divulgação turística das cidades. Considerando o atual cenário dos meios de comunicação e a Teoria das Representações Sociais, analiso quatro guias de grande circulação produzidos no Brasil e no exterior. A proposta é explorar o território do Rio turístico, levantar aproximações e diferenças nas representações da cidade e de seus habitantes e examinar que categorias, regiões e imagens são incluídas ou excluídas nestes mapas e narrativas do Rio de Janeiro.
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SANDRO TÔRRES DE AZEVEDO
Mobilidade e Controle na Sociedade Contemporânea: aspectos das interfaces móveis de comunicação e tecnologias de rastreamento
Orientadora: Kátia Valéria Maciel de Toledo.
Resumo: Esse trabalho se propõe a investigar alguns aspectos das interfaces móveis e locativas, em especial os telefones celulares habilitados com sistemas de localização geográfica, enquanto vetores que contribuem significativamente para a reformulação do entrosamento de indivíduos e espaço e, simultaneamente, que servem como instrumentos que pontuam experiências de vigilância e de controle, atuando, assim, como ferramentas de propulsão do consumo na sociedade contemporânea. Para tanto, são consideradas aqui: a evolução do imaginário sobre o espaço nas sociedades ocidentais; a passagem das sociedades disciplinares para as de controle; e a lógica de consumo efetivada por diversas táticas de controle viabilizadas por tecnologias móveis e locativas.
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SARAH NERY SIQUEIRA CHAVES
"Tenho cara de pobre": Regina Casé e a periferia na TV
Orientadora: Liv Rebecca Sovik.
Resumo: O objetivo deste trabalho é lançar um olhar sobre a carreira da atriz Regina Casé como apresentadora de televisão, atividade que exerce na TV Globo desde a estréia de Programa Legal, em 1991. A pesquisa traça uma trajetória da atriz que começa com esse programa e chega ao mais recente Central da Periferia (2006), que, por sua atualidade e relevância no debate contemporâneo, ganha mais destaque na análise. A partir da revisão dessa produção, analisa-se o projeto de visibilidade afirmativa que a atriz está realizando, muitas vezes em parceria com os antropólogos Hermano Vianna e Guel Arraes, no qual apresenta personagens anônimos e histórias do cotidiano. Em Central da Periferia, seus idealizadores passam a expor um discurso político que estaria vinculado à sua proposta de afirmação cultural. Analisamos, então, essa proposta de visibilidade e problematizamos as mediações envolvidas junto à “voz da periferia” nesse programa de televisão. Tendo como base as discussões teóricas sobre a alteridade, o subalterno e o Outro, questionamos, por fim, a possibilidade dessa periferia falar e ser representada.
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SIMONE DO VALE
Ciberfausto: estética, tecnologia e comunicação no século XXI
Orientadora: Ieda Tucherman.
Resumo: Tão antigo quanto o épico de Gilgamesh, o desejo de imortalidade impulsiona a tecnociência no seu projeto de transformação do humano. A base de carbono perecível, diante de tal perspectiva, já é considerada uma estrutura obsoleta, em particular pelo segmento denominado I.A. Forte, representado por Hans Moravec, cujas teorias sustentam a criogenia e suas promessas de ressurreição. Assim, na tentativa de articular uma interpretação das condições humanas no presente contexto de hibridização entre o orgânico e o tecnológico, delineamos nossa abordagem através do mito moderno de Fausto, utilizando como referência metodológica o pensamento de Michel Foucault e Ieda Tucherman.
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TIAGO JOSÉ LEMOS MONTEIRO
As Práticas do Fã: identidade, consumo e produção midiática
Orientador: João Batista de Macedo Freire Filho.
Resumo: Com a expansão dos Estudos Culturais britânicos para o contexto acadêmico estadunidense, em meados da década de 70, a figura do fã deixou de ocupar um lugar marginal nas pesquisas sobre o universo da cultura de massa. O objetivo principal desta pesquisa é investigar em que medida o consumo de bens culturais e a admiração incondicional por determinado artista vinculado ao universo da música popular massiva (no caso específico, o líder da banda de rock brasiliense Legião Urbana, Renato Russo) se configura como um elemento importante no processo de construção identitária e sociabilização dos indivíduos, no contexto de uma contemporaneidade intensamente marcada pela presença desse imaginário midiático. Também pretendo verificar como se dá a incorporação de valores tais como autenticidade e atitude, presentes no discurso do líder da Legião Urbana, na vivência cotidiana do fã, seja na sua relação com os familiares e amigos, seja na produção de fanzines, sites e outros artigos que configuram a atividade do fã como um processo de recepção eminentemente ativo.
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VIVIANE DUTRA DA SILVA
Mídia e Estilo de Vida: a busca do prazer e o cuidado de si na sociedade contemporânea
Orientador: Paulo Roberto Gibaldi Vaz.
Resumo: O objetivo desta pesquisa será investigar como se articulam as questões mídia e estilo de vida. Para isso, optou-se por dividir o estudo de acordo com a forma do tempo: irreversível e controlável, considerando que o tipo de escolha sugerida aos indivíduos pela mídia é representada, em geral, por duas correntes dominantes. A primeira, relativa à forma do tempo irreversível, tem como foco a obtenção imediata do prazer, a dimensão das oportunidades únicas e dos momentos extraordinários. Cenário, no qual não há espaço para a preocupação com os riscos e com as conseqüências que irão advir no futuro em razão de determinado comportamento, assim como também não há lugar para o sacrifício e para as práticas de ascese. Já a segunda corrente, relacionada à forma do tempo calculável, traduz a atitude do homem moderado, prudente, controlado, daquele que faz sacrifícios, calcula os riscos e age no sentido de evitar a dor e o sofrimento no futuro, afastando, assim, a proximidade da morte. Portanto, por intermédio da análise de propagandas de cartão de crédito e de reportagens sobre saúde, medicina e beleza publicadas na revista Veja será conduzida a investigação sobre os estilos de vida sugeridos pela mídia, as implicações para o sujeito ao optar por um dado comportamento, a responsabilidade do indivíduo pelo cuidado de si e a dimensão temporal do agir humano, na busca pela obtenção do prazer e pelo afastamento do sofrimento.
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
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