Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// TESES E DISSERTAÇÕES
DISSERTAÇÕES DE MESTRADO // DISSERTAÇÕES EM 2011
CARLOS ALBERTO SALIM LEAL
O Neoliberalismo e a Lógica Cultural do Capitalismo Contemporâneo
Orientador: Eduardo Granja Coutinho.
Resumo: A dissertação analisa os vínculos estabelecidos entre as transformações sociopolíticas iniciadas nos anos 70 e a lógica cultural do capitalismo contemporâneo. Busca, assim, entender as peculiaridades da cultura e da ideologia contemporâneas enquanto momentos de reprodução do capital e como expressões das contradições fundamentais que o constituem. Para tal, a pesquisa aborda a predominância de formas de pensamento pós-moderno associadas às dinâmicas de mercadização da cultura, da estética e do desenvolvimento de novos dispositivos e tecnologias de comunicação. A partir daí, busca uma aproximação dos conceitos reificação e de hegemonia para a crítica da ideologia dominante no capitalismo contemporâneo, buscando os possíveis pontos para o seu questionamento.
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CARLOS DOUGLAS MARTINS PINHEIRO FILHO
Televisão e Educação: uma análise de programa "No Estranho Planeta dos Seres Audiovisuais"
Orientador: Beatriz Becker. Resumo: O estudo propõe uma reflexão crítica sobre as relações entre a televisão e educação, problematizando suas possibilidades educativas. Assumindo-se como hipótese que é possível construir conhecimentos por meio de uma visão crítica da mídia ampliando a capacidade do espectador de tornar-se mais ativo, ou seja, capaz de compreender criticamente as mídias enquanto instituições produtoras de sentidos sobre a realidade social por meio de apropriações inventivas da linguagem audiovisual. Defende-se que a leitura crítica da produção audiovisual e dos programas educativos televisivos podem auxiliar os cidadãos na construção de uma compreensão da mediação da televisão e dos meios através de um estudo da série de televisão No Estranho Planeta dos Seres Audiovisuais, idealizada por Cao Hamburguer e veiculada pela emissora privada Canal Futura. O trabalho sugere, portanto, que o texto audiovisual pode ser mais bem compreendido com auxílio de referências teóricas e metodológicas capazes de fornecer subsídios para compreensão de sua singularidade como linguagem e forma de pensamento. Nesse sentido, os estudos sobre os produtos audiovisuais veiculados pela própria mídia podem se constituir como objetos de pesquisa relevantes para uma compreensão mais ampla, não só das relações entre mídia e educação, mas também entre comunicação e cultura.
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DANIELA SZWERTSZARF
Fabulações e Fotografia: anormais na obra fotográfica de Diane Arbus
Orientador: Ieda Tucherman.
Resumo: Investigação sobre a relação entre a iconografia teratológica e a fotografia artística através da análise da obra fotográfica de Diane Arbus (1923-1971). Seu olhar inovador aborda questões relevantes sobre os novos sentidos do normal e do anormal. A fotografia é inventada e populariza-se no século XIX, no bojo de uma grande reorganização da percepção humana. O poder de normalização emerge tendo como um dos mais importantes dispositivos a disseminação e banalização da figura do anormal. A fotografia, neste momento, tem o status de portadora do real, sendo compreendida como uma espécie de janela transparente para o mundo. O momento de questionamento da objetividade da fotografia, nos anos 60, coincide com a redefinição da cultura em relação à norma e ao desvio. O monstro passa da ordem do outro para a ordem do idêntico. A imagem técnica havia ganhado tal dimensão que se tornara mais importante do que a própria realidade. A objetividade, na fotografia, passa a ser compreendida como produtora de uma ilusão, de uma impressão de objetividade. O trabalho de Arbus vai realçar a artificialidade do meio fotográfico, como se as situações por ela registrada estivessem a ponto de ruir. Arbus trabalha a auto-imagem de um sujeito implicado no fazer fotográfico. Sua sensibilidade é característica dos anos 60, quando a contracultura em geral começa a identificar-se como freak. O grotesco vai ser discutido neste contexto, em que o real e o irreal se amalgamam de modo a configurar um mundo que súbito se revela absurdo. As produções teóricas de Michel Foucault, Jean-Jacques Courtine, Erving Goffman, Vilém Flüsser, Susan Sontag e Wolfgang Kayser oferecem as ferramentas necessárias para uma discussão sobre a obra de Diane Arbus, a sua relação com o universo teratológico e com a fotografia documental dos anos 60.
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FÁBIO CEZANNE MANGUEIRA PONTES
O Samba Carioca no Século XXI: renovando a tradição na esfera midiática
Orientadora: Eduardo Granja Coutinho.
Resumo: Este trabalho tem como objetivo discutir a questão da tradição na relação entre o samba carioca contemporâneo, conforme difundido a partir do final dos anos 90 e início do século XXI, e a mídia, no caso, a imprensa carioca. Para dissertar sobre a tradição, foi-se necessário lançar mão de conceitos diversos, como tradicionalismo, modernidade e hibridismo cultural, situando sempre a discussão em torno do papel da imprensa como lugar de memória e de registro. Através de uma análise dos artigos publicados no jornal O Globo, especificamente no Segundo Caderno, buscamos refletir de que forma a publicação carioca abordou a temática da tradição e da renovação do samba em seus espaços noticiosos e como seus jornalistas desempenharam funções mediadoras neste processo de exposição e visibilidade do gênero musical.
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FABRICIO TOLEDO DE SOUZA
O Caso Battisti: relação entre mídia e justiça
Orientador: Paulo Roberto Gibaldi Vaz.
Resumo: A decisão do Supremo Tribunal Federal no processo de extradição do italiano Cesare Battisti significou uma grande ruptura jurídica e política, a começar pelo fato de que ela contraria determinação legal (o artigo 33 da Lei 9.474/97) e uma consolidada jurisprudência sobre o tema. Antes mesmo de decidir pela extradição de Battisti, o Supremo já havia provocado uma ruptura, quando decidiu colocar em julgamento o ato legítimo do Poder Executivo que reconheceu Battisti como refugiado. Analisar este retrocesso jurídico somente a partir da relação de forças intrínsecas à própria disputa judicial não é suficiente para explicar este acontecimento. Neste trabalho, sustentamos que as rupturas observadas no caso estão diretamente ligadas às novas funções que a Mídia exerce desde que passou a compartilhar com o Estado o papel de definir a Justiça. Não se trata, porém, de analisar apenas a influência da Mídia sobre o Judiciário, mas trata-se, principalmente, de cartografar o nascimento de um dispositivo “hibrido”, que herdou da Justiça a força de punir e da Mídia a capacidade de produzir discursos e disseminar consensos.
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FLÁVIO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA
Outro Cinema: a imagem na estética convergente do cinema, da performance e do vídeo
Orientador: Katia Valéria Maciel de Toledo.
Resumo: Apresentação do percurso investigativo que pretende analisar a imagem na estética convergente do cinema, da performance e do vídeo, tendo como objeto de estudo de caso o projeto de arte Site Specific for Love. Caracterizado pelo hibridismo, este projeto foi criado pelo coletivo de artistas Andréa Maciel, Felipe Storino, Flavio Graff, Jefferson Miranda, Paulo Mendel e Ronald Teixeira, para ser apresentado originalmente na NOD Gallery, durante a Quadrienal de Praga, em 2007. O desenvolvimento da atual pesquisa resultou na realização do projeto Cartas de Amor - ELECTROPOPROCKOPERAMUSICAL, apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, e no Espaço SESC Rio de Janeiro, entre os meses de setembro e novembro de 2010. A proposta estética do objeto de estudo, ao convergir cinema, performance e vídeo utilizando meios digitais, cria novos diálogos com o espectador sendo este o ponto de análise relacional que buscaremos a partir de alguns conceitos filosóficos investigados durante esta pesquisa.
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GIULIANO DJAHJAH BONORANDI
A Construção Biopolítica do Comum: autonomia e controle nas comunidades de compartilhamento de arquivos
Orientador: Henrique Antoun.
Resumo: Através do estudo das tecnologias de compartilhamento de arquivos em redes de parceria, esta dissertação pretende investigar o conflito que se estabelece entre usuários anônimos e a indústria da intermediação em torno da autonomia e do controle sobre as formas de gestão do estoque de bens simbólicos. A concepção de comum é analisada em articulação com as atuais condições biopolíticas de produção de subjetividades e com as consequências que a emergência do capitalismo cognitivo e do trabalho imaterial trazem para novas formas de organização social. A fim de se aprofundar o entendimento sobre o aguçamento dos limites entre autonomia e controle, busca-se detalhar a especificidades dos conflito entre transparência e opacidade, privacidade e anonimato, presentes nos códigos que habitam as redes distribuídas de comunicação. Em seguida, explora-se os caminhos de desenvolvimento trilhados pelas tecnologias de redes P2P diante das tentativas de repressão e dos dilemas de gestão de bens comuns. As conclusões do estudo de caso apontam para a dificuldade das comunidades de compartilhamento de arquivos que administram bens simbólicos de maior raridade.
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GUSTAVO BARRETO DE CAMPOS
Tecnologias de Comunicação e Informação, Vigilância e Resistência: o lugar da ruptura nas sociedades de controle
Orientador: Mohammed ElHajji.
Resumo: Observam-se na curta existência da rede mundial de computadores – pouco mais de 40 anos – distintos usos e práticas sociais. Este trabalho trata das práticas na rede e em rede que buscam a ampliação da cidadania e dos direitos humanos, contextualizando esta relação por meio da breve história dos conceitos que envolvem a reivindicação coletiva por cidadania, a partir da utilização de aparatos tecnológicos e comunicacionais. Utilizando o surgimento do conceito de cibercultura como um marco, é traçado um perfil dos usos cidadãos da cultura digital. Desde a simbologia da rede na Antiguidade e na Modernidade, por meio de uma breve história das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), até os recentes movimentos da sociedade civil que atuam em rede, o objetivo deste trabalho é produzir uma cartografia conceitual da comunicação digital contemporânea, sobretudo no Brasil, e identificar os princípios que fundamentam o uso atual da Internet. A partir de uma pesquisa exploratória do tema, identificamos e analisamos na última seção deste trabalho a Revista Viração, avaliando seus desafios e obstáculos na execução de um projeto de comunicação cujo foco é a ampliação da cidadania do público jovem brasileiro.
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ÍCARO FERRAZ VIDAL JUNIOR
Atenção, Transdução, Indeterminação: sobre estética e política à luz das imagens heterocrônicas e das narrativas transmídia
Orientador: Fernanda Glória Bruno. Resumo: A presente dissertação está ancorada em três termos: atenção, transdução e indeterminação. Nossa hipótese consiste na defesa de uma relação de imanência entre eles, sendo a atenção um sistema transdutivo portador de um potencial de indeterminação. Tal formulação se afasta da abordagem cognitivista da atenção que, baseada na Teoria da Informação e comprometida com a eficácia no desempenho de tarefas, tornou-se a perspectiva hegemônica nos discursos acerca da atenção. Além disso, nossa asserção está na base, ao mesmo tempo em que é um efeito, do nosso entendimento de como se relacionam estética e política na contemporaneidade. Pois, se por um lado, o fato de pensarmos os regimes atencionais como sistemas transdutivos nos liberta de um mundo dado a priori, por outro, a margem de indeterminação implicada neste sistema abre nosso campo de experimentação afetiva a todo tipo de investimento, intencional e não-subjetivo, que delineia as estruturas dinâmicas de poder que configuram nossa formação histórica. Privilegiaremos em nossas análises dois recentes fenômenos midiáticos que nos parecem estratégicos para uma leitura das relações entre estética e política, à luz da noção de atenção: o que Thomas Levin (2006) chamou de imagens heterocrônicas e o que ficou popularmente conhecido como narrativas transmídia.
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JOANA PARANHOS NEGRI FERREIRA
As pedagogias de Abbas Kiarostami
Orientador: Antônio Pacca Fatorelli.
Resumo: Esta pesquisa propõe uma análise da obra de Abbas Kiarostami, tendo como eixo central as proposições do próprio cineasta acerca do lugar do espectador no cinema. O objetivo é abordar questões referentes à contemplação e à coautoria, tendo em vista a análise fílmica das obras Vida e nada mais, Gosto de cereja e O vento nos levará no tocante ao tratamento dado ao tempo e à exploração recorrente do extracampo, em especial. A pesquisa também pretende, em um outro momento, abordar a influência da poesia persa e do haiku em seu estilo narrativo, visando estabelecer um possível diálogo. No decorrer da discussão outros filmes também serão convocados de modo a elucidar as questões propostas.
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JULIA SALGADO VALENTINI DE SOUZA
De Confissões Pessoais ao Compartilhamento Geral: mudanças nas representações midiáticas da juventude
Orientador: João Freire Filho.
Resumo: Este trabalho tem como objetivo traçar uma análise comparativa entre duas séries televisivas voltadas para o público jovem: Confissões de Adolescente, de 1994, e Ger@l.com, de 2009/2010. Esses programas elaboram discursos sobre o que é ser jovem em cada uma das duas temporalidades, valorizando ou desprezando determinados atributos e características das mocidades que ilustram. Diante da amplitude de enfoques possíveis para a presente análise, um recorte foi necessário. Escolhemos examinar como a juventude foi construída e retratada nas séries partindo de três campos centrais: os aspectos sociais e os costumes cotidianos; as práticas comunicacionais e, finalmente, as escolhas de consumo. Julgamos que essas três esferas de ação – social, comunicacional e de consumo – poderiam, mesmo que parcialmente, colaborar de forma integrada no melhor entendimento das representações que ali são feitas. A partir da observação das permanências e das rupturas nas práticas juvenis recriadas, nosso empreendimento será o de compreender os possíveis motivos que levam esses enunciadores a privilegiar uma imagem da juventude tal qual se apresenta nas séries aqui analisadas, e como essas representações se conectam com apreciados valores sociais, culturais e econômicos.
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LEONARDO SCHABBACH OLIVEIRA
Ficção e Mídia na Pós-Modernidade: a busca por um processo reflexivo
Orientador: Marcio Tavares D’Amaral.
Resumo: Ficção e Mídia sempre andaram lado a lado, como numa relação simbiótica, onde certamente uma não seria a mesma sem a outra. Desta relação, porém, surge, na pósmodernidade, um fenômeno muito interessante. A partir do momento em que os fundamentos são colocados em cheque e a própria realidade – segundo Jean Baudrillard – é percebida como um simulacro, a ficção passa também a ser uma produtora de realidade e, como conseqüência, torna-se o principal pilar de sustentação da Sociedade do Espetáculo. Isto é, por meio das realidades ficcionais (da ficção, portanto), a mídia toma aos poucos – uma vez que permeia a vida dos indivíduos em quase todos os momentos, transformando-se em algo como um quarto âmbito existencial, um bios midiático, segundo Muniz Sodré – o lugar da religião e passa a exercer uma espécie de função fabuladora, tornando-se capaz, por isso, de ter uma grande influência sobre as consciências, as identidades e o comportamento dos indivíduos e da sociedade. Propõe-se, entretanto, que esta ficção produtora de realidade, aproveitada pelos veículos midiáticos, pode provocar um processo reflexivo, gerando, como conseqüência, uma mídia com um papel mais crítico e menos alienante.
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LUIZ FELIPE FERREIRA STEVANIM
Uma Política do Ver: negociações de sentido e práticas em torno do público nas políticas brasileiras de televisão
Orientadora: Suzy dos Santos.
Resumo: A criação da Empresa Brasil de Comunicação refletiu o embate entre diferentes visões sobre o sistema público de mídia. A divergência começa no sentido atribuído ao “público”, com duas correntes principais de abordagem: uma que o aproxima do Estado, outra da sociedade civil. As negociações entre o governo e os atores sociais partiram do I Fórum Nacional de TVs Públicas, em 2007, em que se defendeu um projeto horizontalizado com maior participação social, voltado para o fortalecimento do campo público existente. A este momento de discussão se seguiu a implantação de uma política do Governo Federal, que consistiu na fundação de uma entidade central a liderar a estrutura da radiodifusão pública. O propósito desta dissertação é entender a lógica de disputa entre os atores sociais nas políticas de radiodifusão, a partir das concepções e práticas em torno do sistema público. A análise específica se volta para a implantação da Empresa Brasil de Comunicação e de sua principal subsidiária, a TV Brasil, em um esforço de compreender a articulação com o Estado, os atores sociais e as demais televisões do campo público, formado por emissoras público-estatais, legislativas, comunitárias e universitárias. O olhar abrange desde a discussão em torno dos projetos até a definição das escolhas estratégicas, que por sua vez resultaram tanto da diversidade de concepções quanto da dinâmica do conflito de interesses. No horizonte, está a possibilidade de fornecer subsídios para o debate necessário sobre a mídia pública, que assume um lugar central no exercício do direito à comunicação.
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MARIA MARTHA BRUNO DE ARRUDA
Conexão, Informação e Bem-estar: imaginários de sucesso na propaganda de smartphones no Brasil
Orientadora: Fernanda Glória Bruno.
Resumo: Este trabalho faz um recorte do individualismo na contemporaneidade a partir da análise da relação do homem com a tecnologia da informação no contexto do imaginário construído nas propagandas de smartphones veiculadas pelas revistas semanais Veja e Isto É entre 2005 e 2010, pelos sites das operadoras brasileiras de telefonia móvel e dos fabricantes desses aparelhos. A imersão do indivíduo em um cenário de abundância de informação conjugada à pressão pela conectividade através dos meios tecnológicos de comunicação constituem alguns dos pressupostos colocados para o sucesso nos planos pessoal e profissional, bem como prédisposições internas como a superação, a autonomia e a capacidade para dar conta de diversos papéis e demandas ao mesmo tempo. Os discursos das propagandas em questão neste trabalho ilustram um estereótipo de sucesso que se coaduna com um mercado de consumo que, a partir do final do século XX, com a estratégia da personalização de produtos, reflete uma ideologia de privatização crescente de responsabilidades, riscos, vitórias e derrotas. Essa pesquisa pretende contribuir para avaliar em que medida ferramentas da tecnologia da informação concebidas para aumentar o potencial de comunicação do sujeito com o exterior paradoxalmente podem contribuir para atomizar relações e potencializar individualismo.
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MARIA PILAR CABANZO CHAPARRO
Mediações, Circulação e Consumo de Choro no Rio de Janeiro no Século XXI
Orientador: Micael Maiolino Herschmann.
Resumo: Desde finais da década de 1990, assistimos um movimento, com certa visibilidade, em torno do choro, gênero musical primordialmente instrumental e considerado como matriz sonora da música popular brasileira. Este trabalho estuda as características e particularidades que esse movimento tem no Rio de Janeiro, considerando como principais fontes de pesquisa o material jornalístico, os sites web dedicados ou especializados em choro e os depoimentos de alguns atores direta e indiretamente vinculados com a prática de choro. O trabalho aborda narrativas e estratégias através das quais reafirmam-se hoje a intensa afetividade, bem como o status, conferidos ao choro, enquanto reconhecido como representante sonoro da simbologia nacional e carioca. A investigação centra-se na circulação e o consumo, tanto ao vivo quanto mediado pela rede digital, avaliando assim as possibilidades de socialização em torno do gênero no século XXI.
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MARIANA FERREIRA POMBO
A Depressão na Contemporaneidade: mídia e produção de uma subjetividade vulnerável
Orientador: Paulo Roberto Gibaldi Vaz.
Resumo: Esta dissertação pretende pensar a depressão como uma nova modalidade de sofrimento psiquico da contemporaneidade.. Palavras-chaves: Comunicação; sofrimento psiquico, depressão, subjetividade vulnerável, midia, contemporaneidade
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MÁRIO FERNANDO MARGUTTI PINTO
Política Cultural na Sociedade de Controle: a lei Rouanet como instrumento de subordinação dos artistas ao marketing das empresas patrocinadoras
Orientador: Janice Caiafa Pereira e Silva.
Resumo: No Brasil, a política cultural federal evoluiu de um processo com forte presença do Estado, na Era Vargas e no regime militar, para uma dinâmica caracterizada pela ausência do poder público, quando os preceitos da política econômica neoliberal foram introduzidos no país. A primeira tentativa de entregar a produção cultural para o controle das empresas foi a Lei Sarney, que, por não ter mecanismos adequados de fiscalização, foi extinta, sob fortes suspeitas de corrupção. No seu lugar, foi criada a Lei Rouanet, em 1991, no governo de Fernando Collor de Melo, para funcionar como mecanismo federal de incentivo à produção cultural. Em sua origem, a Lei Rouanet criou três tipos de financiamento: o FNC – Fundo Nacional de Cultura (verbas repassadas diretamente pelo ministério da Cultura ao produtor cultural), o Mecenato (conquista de patrocínio nas empresas privadas e/ou estatais, após a aprovação do projeto pelo MinC) e o FICART – Fundo de Investimento em Carteira (que possibilitava o investimento de risco das empresas em projetos culturais). Na prática, o FNC pouco influiu no processo, em virtude do baixo orçamento do MinC. O FICART nunca foi implementado. No governo Fernando Henrique Cardoso, a Lei Rouanet foi preservada e sedimentada como o único grande mecanismo de apoio à cultura, deixando a decisão sobre que projetos deveriam ser concretizados nas mãos dos departamentos de marketing das empresas patrocinadoras. Este trabalho investiga se o processo da Lei Rouanet pode ser considerado um instrumento do que Gilles Deleuze denominou sociedade de controle, colocando a produção artística a serviço do marketing empresarial, instaurando um processo de produção de subjetividade em que os artistas e produtores culturais são instados a funcionar como empreendedores bem sucedidos no mercado capitalista. Quando os ministros Gilberto Gil e seu sucessor, Juca Ferreira, assumiram a pasta da Cultura no governo Lula, perceberam as distorções da Lei Rouanet e planejaram modificá-la, de modo a diminuir o poder das empresas, corrigir desigualdades regionais e democratizar o acesso aos bens culturais. Ferreira, a quem coube propor a mudança no processo, foi duramente atacado pela mídia neoliberal. Esta dissertação se encerra com a análise desse período de polêmica entre o poder público e a mídia, avaliando as posições da imprensa no contexto dos imperativos da sociedade de controle e também as posições dos agentes culturais.
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RENATA CRISTINA DE OLIVEIRA TOMAZ
Da Negação da Infância à Invenção dos tweens: imperativos de autonomia na sociedade contemporânea
Orientador: João Freire Filho.
Resumo: A proposta deste trabalho é apontar de quais discursos a produção cultural midiática no Brasil lança mão para identificar quem são, como vivem e como devem ser tratados os chamados tweens ou pré-adolescentes, termo utilizado para designar aqueles que estão entre a infância e a adolescência. Fazendo de uma insistente negação da infância premissa para a condição tween, o aparato midiático desenha os contornos de uma fase da vida supostamente natural, investida de conhecimento e saberes que dão o suporte necessário à manutenção de uma nova forma de experimentar a juventude, não apenas como uma passagem entre a infância e a vida adulta, mas especialmente como um estilo de vida. Utilizando o conceito de governamentalidade, o estudo analisa retratos deste grupo criados em tais discursos e elenca padrões de comportamento que passam necessariamente pelos imperativos de crescer e, portanto, de autonomia, delineando, dessa forma, novas subjetividades. Através do estudo de caso da revista Atrevidinha e do gibi Luluzinha Teen, a pesquisa investiga a oferta de identidades adequadas à sociedade contemporânea, produzidas a partir de práticas sociais deste grupo, como consumo, domínio das novas tecnologias e simultaneidade de tarefas – ideais notoriamente valorizados na contemporaneidade.
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RENATA DA SILVA SOUZA
O Cidadão: uma década de experiência ideológica, pedagógica e política de comunicação comunitária
Orientador: Raquel Paiva de Araújo Soares.
Resumo: O presente trabalho versa sobre o cotidiano de um jornal comunitário, chamado O Cidadão, que há uma década estabelece um vínculo comunicacional com os mais de 130 mil moradores do Complexo da Maré, favela geograficamente localizada na Zona da Leopoldina do Rio de Janeiro. A ideia é constituir uma abordagem que dê conta da reflexão de suas perspectivas ideológicas, pedagógicas e políticas no campo da comunicação comunitária. O estudo pretende ilustrar como essas perspectivas podem conduzir a uma experiência ímpar na práxis da comunicação militante em busca da transformação social. A partir do estudo etnográfico com base na pesquisa-ação, a investigação trabalhou conceitos pertinentes à análise e à pesquisa empírica foi realizada por meio de entrevistas com as pessoas envolvidas no processo de produção do jornal. Com base no referencial teórico e nas descrições, análises e entrevistas, foram elaboradas conclusões a respeito da comunicação comunitária no Rio de Janeiro.
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OSCAR MARTÍN MALDONADO AYALA
Reconfigurações da Mediação Jornalística na Contemporaneidade: processos colaborativos de construção de notícias no CNN iReport & NowPublic
Orientador: Beatriz Becker.
Resumo: Este trabalho consiste em um estudo dos conteúdos e formatos de notícias das redes colaborativas. Propõe uma reflexão sobre a inserção de novos atores sociais na produção, gestão e consumo da informação na Internet, a qual gera outras formas de mediação. Discute também efeitos da cultura colaborativa da web na qualidade da prática jornalística, observando características relevantes de textos disponibilizados como a interatividade e a multimidialidade. Para isso, é realizada uma análise comparativa das notícias publicadas nas redes iReport e NowPublic sobre os terremotos de Haiti e de Chile, que aconteceram em 2010, e uma investigação sobre os sentidos atribuídos à esses acontecimentos pelos usuários.
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TAIANE CRISTINE LINHARES PINTO
Consumo, Resistência e Subjetividade: narrativas sobre o veganismo em uma comunidade virtual
Orientador: João Freire Filho.
Resumo: A presente dissertação tem por objetivo analisar o conjunto de valores e de práticas contidos no veganismo. Os adeptos do veganismo rejeitam o consumo de qualquer produto de origem animal, como carne, ovos, leite, couro e mel; boicotam empresas que testam seus produtos em animais; e, além disso, são contrários à utilização de animais em rodeios, circos e touradas. Portanto, os veganos buscam garantir o cumprimento de seus ideais através da reconfiguração das práticas cotidianas, tendo como principal foco de transformação suas relações com o consumo. Os veganos desenvolveram uma visão de mundo bastante própria, sendo motivados pela convicção de que os animais não devem ser utilizados como matéria-prima e força de trabalho pelos humanos. O princípio de sua ética tem como pilares a igualdade entre humanos e animais e a defesa da liberdade de todo animal. A interação de diversos perfis em uma comunidade do Orkut será o fio condutor dessa pesquisa, que utiliza como método a etnografia virtual. A rede mundial de computadores é um instrumento importante para os veganos, porque é o único espaço de circulação de informações que, para eles, são fundamentais: listas de empresas que realizam testes em animais; origem dos compostos presentes em produtos industrializados; e receitas de versões veganas de pratos tradicionalmente produzidos com ingredientes de origem animal. As discussões realizadas por veganos de todo o país na comunidade virtual Veganismo (8.000 membros), do site de redes sociais Orkut, oferecem pistas sobre os dilemas enfrentados por eles. A realização deste trabalho, que se apoia na reconstituição do que é o veganismo através de falas nativas, justifica-se pelo ineditismo do tema. A maioria dos trabalhos acadêmicos sobre o veganismo no país se concentram na área da nutrição, sendo ainda poucos aqueles desenvolvidos no campo das ciências sociais. Busca-se compreender o veganismo a partir da análise das narrativas dos veganos, dando atenção, assim, à forma como eles refletem sobre categorias como especismo, libertação animal e exploração animal. As hipóteses defendidas neste trabalho apontam a existência de uma forte ênfase na necessidade de governar a si mesmo, promovendo a profunda transformação de si. Com isso, o vegano seria impelido a se constituir como indivíduo autônomo, dono de suas próprias vontades e responsável por suas ações.
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THIAGO ARAÚJO ANSEL
Novos Mediadores, Representações da Favela e Produção Cotidiana da Identidade do Favelado
Orientador: Liv Rebecca Sovik.
Resumo: Esta dissertação busca responder a perguntas como: o que significa ser favelado hoje? Que vantagens e desvantagens políticas esta identidade passa a trazer com as recentes transformações nos cenários político e midiático? Através de textos midiáticos se investiga como determinados movimentos de jovens de periferias e favelas, como a Central Única das Favelas (Cufa), constroem novas possibilidades para o que significa ser favelado, sobretudo, no diálogo com a grande mídia. Como exemplo de tais estratégias toma-se a exibição, em 19 de março de 2006, do documentário Falcão: meninos do tráfico, realizado pela Cufa, no programa Fantástico da Rede Globo de televisão, e os debates sobre representação da favela que o episódio suscitou na mídia e entre acadêmicos. Além dos diferentes discursos em torno de Falcão, são ainda analisadas outras práticas discursivas comuns a certos grupos de jovens favelados como a Cufa - chamados aqui genericamente de novos mediadores. “O que é ser favelado?” será a indagação dirigida também a pessoas comuns, moradoras de uma área favelizada da Zona Norte do Rio de Janeiro, o Complexo da Cidade Alta, por meio de trabalho de campo realizado no local. O objetivo é com isto mapear os diferentes discursos identitários, sejam os dos referidos movimentos de jovens de favela, com destaque para os da Cufa; os da mídia; os de parte da intelectualidade; e os de moradores de uma favela; procurando assim evidenciar a rede discursiva complexa e descontínua que vem sustentar os significados de ser favelado hoje.
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VLADIMIR LACERDA SANTAFÉ
Da Biopolítica dos Movimentos Sociais à Batalha nas Redes: vozes autônomas
Orientador: Ivana Bentes Oliveira.
Resumo: O presente trabalho busca pensar os conceitos que expressam as redes autônomas recriadas pelos movimentos sociais a partir da democratização dos meios de comunicação instaurada pela internet. Assim como seus modos de ser, estar e acontecer no mundo enquanto multidão, enquanto um conjunto de singularidades irredutíveis às formas de representação tradicionais e seus mecanismos de poder subjacentes. Nosso trabalho atravessa as diversas ações e ocupações dos movimentos nas redes, delimitando suas táticas e estratégias, assim como os conceitos que “percorrem o mundo” na definição dos poderes e dos contrapoderes disseminados pela comunicação. Por fim, buscamos traçar um mapa conceitual da produção das imagens e das transformações tecnológicas e estéticas que a acompanham, do pensamento produzido pelo cinema de Glauber e Eisenstein, dentre outros, àquilo que chamamos de “imagens nômades” ou o “cinema das multidões”, inserido nas tramas moleculares das redes digitais.
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ZILDA MARTINS BARBOSA
Ações Afirmativas e Cotas na Mídia: a construção de fronteiras simbólicas
Orientador: Muniz Sodré de Araujo Cabral.
Resumo: Este trabalho investiga o discurso da mídia impressa acerca das políticas públicas de ações afirmativas para ingresso de negros/as no ensino público superior e problematiza as fronteiras simbólicas concebidas sobre classe e raça. Analisa como atores sociais – jornalistas e não jornalistas – constroem discursos de produção e recepção de verdade acerca das cotas raciais, publicados nos cadernos de opinião dos jornais Folha de São Paulo, O Globo e O Dia. Tendo como base estudos teóricos, históricos e midiáticos, conceitos de representação social, alteridade, bios midiático, genealogia da cultura e hegemonia ajudam a compreender a relação da mídia impressa com a população negra, como um exercício de resistência à mudança, de caráter passional e maniqueísta. A despeito da retórica do dissenso midiático contra as cotas, estas já são uma realidade, vislumbradas como um contradiscurso.
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
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