Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// TESES E DISSERTAÇÕES
TESES DE DOUTORADO // TESES EM 2009
CLÁUDIO ROBERTO CORDOVIL OLIVEIRA
A Capitalização da Esperança: células-tronco, performances do sofrimento e representações de futuro na comunicação midiática
Orientadora: Ieda Tucherman
Resumo: A presente tese busca retratar o papel da mídia em certa reconfiguração epistemológica contemporânea pela qual a linguagem da autoridade racional científica estaria sendo suplementada por outra, fundada em valores e suas ligações com desejo, autenticidade e imaginação. Descreve-se a dinâmica das expectativas relacionadas à terapia com célulastronco e o emprego de performances do sofrimento e recursos melodramáticos, visando apoio político e social a produtos de “imaginação biomédica”. Observa-se a suplementação da “autoridade científica” por manifestações de “autenticidade emocional” como recurso de gestão de riscos adotado por comunidades de pesquisa e potenciais beneficiários de tais tecnologias emergentes. Assim, “regimes de verdade” passam a ser combinados a “regimes de esperança” nas representações sociais da biomedicina. Sucedânea da transparência como aspecto desejável da governança científica, tal combinação de fatos e valores aponta para o uso estratégico da comunicação midiática por parte da comunidade científica e lança dúvidas sobre a conveniência de tais expedientes para a democracia. Para analisar este fenômeno, lança-se mão do referencial teórico da sociologia das expectativas, bem como da antropologia e sociologia das emoções. Realizou-se também análise focada em três reportagens publicadas em revistas semanais de grande circulação.
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CRISTIANO HENRIQUE RIBEIRO DOS SANTOS
Comunicação e Hermenêutica: Reinterpretações da Comunidade
Orientador: Raquel Paiva de Araújo Soares
Resumo: Trata-se uma reflexão crítica sobre a ‘sociedade da comunicação generalizada’, sobre a mídia e os problemas da representação, buscando discutir o papel dos conceitos de interpretação e emancipação em face da busca de uma efetiva transparência comunicativa. Avalia-se também os desafios éticos da hermenêutica comunicacional, bem como as implicações subjetivas que ela articula ao desenvolver uma nova expressão dialógica, fundamentada na transformação do ser, na tomada da consciência da sua própria historicidade, limitação e proximidade do outro como projeto de soldagem das rachaduras da alteridade em busca de um horizonte comum de tolerância, co-existência e diálogo. É uma proposição deste trabalho, pensar na relação comunicação-comunidade. Sendo assim, parte-se da idéia utópica de que a comunidade traz em si a potência positiva emancipadora enquanto resposta social às contingências do mundo.
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DIANA PAULA DE SOUZA
Mídia e Criminalidade: O tratamento dos casos Abílio Diniz e Daniela Perez pela imprensa e suas implicações no direito penal brasileiro
Orientador: Janice Caiafa Pereira e Silva
Resumo: Partindo da premissa de que os meios de comunicação de massa atuam como dispositivos de agendamento da pauta do Poder Legislativo nacional em matéria penal, este estudo busca analisar e identificar que estratégias discursivas foram utilizadas por três jornais de circulação nacional, a saber, Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil, na cobertura do seqüestro do empresário Abílio Diniz em 1989 e do assassinato da atriz Daniela Perez em 1992. O primeiro episódio, aliado aos seqüestros de Antonio Beltran Martinez, Luís Salles e Roberto Medina, é considerado como aquele que apressou a elaboração e aprovação sem discussões da Lei de Crimes Hediondos. Já o caso Daniela Perez é apontado como um dos fatores que desencadeou uma campanha empreendida pelos meios de comunicação social para incluir o homicídio entre os crimes hediondos. Para tanto, empreendeu-se uma aproximação entre a narrativa jornalística e as narrativas folhetinesca e melodramática, analisando, principalmente, a construção maniqueísta de personagens, a noção de corte de capítulo, a busca pelo happy end e a humanização do relato. Considerando também que o jornalismo atua no processo de construção da realidade, contribuindo para a produção de clamor público ao redor de temas polêmicos, fundamentalmente no que tange à criminalidade violenta, analisou-se a editoria de Opinião das três publicações, em especial as Cartas dos Leitores, com o objetivo de identificar se, de fato, a opinião pública aderiu às versões defendidas pela imprensa em ambos os episódios.
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ECIO DE SALLES
Sonoridades da Existência: Música, Comunicação e Produção do Comum
Orientador: Ivana Bentes de Oliveiral
Resumo: A música desempenha um papel especial na cultura brasileira. Ela é fundamental na maneira como definimos o nosso lugar no mundo e como pretendemos nele interferir. A potência inerente às diversas formas de expressão musical está presente em mais de um aspecto de nosso cotidiano, especialmente se nos referimos à cultura popular. Entre as inúmeras possibilidades de abordagem, o foco principal recairá sobre o funk brasileiro. Nesse contexto, abre-se espaço para a discussão sobre organizações que tentam conferir uma face mais politizada e democrática ao gênero. Essas formas de organização são sempre capazes de dizer algo sobre as formas contemporâneas de organização ética e estética dos jovens nas periferias. Trata-se, portanto, de indagar ao funk sobre o seu papel na vida contemporânea e questionar se ele pode contribuir para a constituição de uma força popular democrática, capaz de enfrentar o bloco de poder e dar consistência e objetividade aos desejos de transformação do mundo em que vivemos.
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ELIANA LÚCIA SANTOS MONTEIRO COELHO
Experiência, Narrativa e Informação: o uso das novas tecnologias na construção de uma cultura de vigilância na televisão
Orientador: Consuelo da Luz Lins
Resumo: O tema da pesquisa tem, como questão central, as imagens captadas pelas câmeras de vigilância, e suas inserções nos programas jornalísticos exibidos na tela da televisão, lembrando que se considera todo e qualquer dispositivo visual, seja ele usado institucionalmente ou pelo cidadão comum (câmera fotográfica, aparelhos celulares, webcam, câmeras digitais), como ferramentas, potencialmente, de vigilância. Uma das principais questões se configura no aparecimento de uma narrativa jornalística não mais fundamentada na informação – matéria prima do jornalismo - , mas, sim, na enunciação de vigilância capaz de acarretar, aos olhos do espectador da TV, certo estranhamento. Deste modo, considera-se que as imagens de vigilância, de origens diversas, quando exibidas nas telas da televisão, significam mais do que aquilo que mostram.
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HÉRICA LENE OLIVEIRA BRITO
O Jornalismo de Economia e a Reinvenção do Brasil no Final do Século XX
Orientador: Ana Paula Goulart Ribeiro
Resumo: Esta pesquisa aborda o jornalismo de economia brasileiro no final do século XX (1986- 1999). O objetivo principal é compreender o processo de mudanças pelo qual passou nesse período, diante do curso de redemocratização do país, e, depois, de governos neoliberais e de um cenário mundial marcado pelo avanço tecnológico, pela convergência multimídia e pela acelerada globalização econômica. O objeto de estudo é analisado a partir de levantamento bibliográfico, de depoimentos de jornalistas e da cobertura dos dois principais jornais de circulação nacional no país: Folha de S. Paulo e O Globo. A análise é desenvolvida a partir de acontecimentos marcantes para o país, com dimensões econômicas, políticas e sociais: os oito planos econômicos antiinflacionários de grande alcance que mudaram a moeda ou as relações de ordem econômica. Aborda-se também o surgimento de “jornalistas-personalidades” nessa cobertura.
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LILIAN FONTES MOREIRA
Repensando as Estratégbias de Comunicação das Marcas de Grandes Corporações do Brasil Associadas aos Espaços Culturais do Rio de Janeiro: casos Oi, Vivo, Citibank e HSBC
Orientadores:Micael Maiolino Herschmann
Resumo: O conceito de entretenimento surgiu de forma mais específica ao longo dos séculos XIX e XX, na fase pós-industrial do capitalismo. O entretenimento estruturou-se inicialmente nos países desenvolvidos e no mundo inteiro é uma indústria que não pára de crescer. Passou a ser um componente importante para atrair o consumo e gerar oportunidades de negócios. Assim, o entretenimento se afirma como linguagem, como um meio de comunicação, que impregna as sociedades de uma nova experiência, capaz de sensibilizar as pessoas, influenciando o componente afetivo na formação de atitudes em relação a determinadas marcas. Buscou-se nesta tese analisar o patrocínio de atividades de entretenimento como uma estratégia de comunicação utilizada para a valorização e a conscientização de marcas corporativas. A pesquisa de campo foi realizada entre os meses de junho de 2008 e maio de 2009 com empresas que patrocinam espaços culturais no Rio de Janeiro: Oi, Vivo, Citibank e HSBC. A metodologia utilizada foi a entrevista semi-estruturada com especialistas, pesquisa de dados disponíveis em sites sobre as empresas e grupo focal com consumidores. As principais análises realizadas foram: a relação das empresas com os espaços culturais, com os seus clientes e público em geral, as estratégias de comunicação e marketing cultural, a avaliação do uso do patrocínio como identidade de marca, os instrumentos de avaliação das ações de marketing e os benefícios das leis de incentivo cultural.
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MARCOS ANDRÉ FRANCO MARTINS
Imagem Polida, Imagem Poluída: artifício e evidência na linguagem visual contemporânea
Orientadora: Fernanda Glória Bruno
Resumo: Os dois tipos de imagem – polida e poluída – desempenham um papel fundamental, hoje, na captura de nossa atenção, mas cada qual exerce sua influência através de apelos radicalmente distintos. O poder de sedução da imagem polida reside em sua confessa e inequívoca artificialidade, e remete, invariavelmente, ao “irreal”, ao sonho, ao fantástico, ao devaneio, enfim, a tudo o que possa neutralizar os “atritos” com a realidade. A imagem poluída, ao contrário, encontra sua potência por se apresentar, a princípio como “não manipulada”, anunciando-se como evidência, provocando, com seu ruído, um certo efeito de real.
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MARIA INÊS DE ARAÚJO JORGE ACCIOLY
Isto é simulação: O efeito de real como estratégia de comunicação
Orientador: Fernanda Glória Bruno.
Resumo: A vulgarização das tecnologias informacionais põe à disposição de nossa vida cotidiana um amplo arsenal de recursos de simulação. Mas o que é simular? Para o senso comum, até há poucas décadas, era sinônimo de fingir. Hoje é fazer ensaio com modelo, geralmente computacional, para prever situações, aprender tarefas ou simplesmente para se divertir. Essa duplicidade semântica tem implicações éticas e estéticas que julgamos relevantes para o campo da comunicação. O presente trabalho procura expor tais implicações e reunir elementos para uma definição robusta do conceito de simulação, que supere o evidente antagonismo sem desprezar a tensão inerente às diferenças entre aprendizado e farsa. Encontramos respaldo para esse empreendimento no paradigma da complexidade, e mais precisamente nas teorias complexas da cognição. O conceito de modelo, as teorias do simulacro e a noção de efeito de real de Roland Barthes forneceram a base para uma definição da especificidade da simulação como estratégia cognitiva. Buscamos nos conceitos de jogo, emergência e controle apoio para compreender o seu modo de operar; exploramos as conexões entre simulação e cibercultura e, finalmente, aplicamos nossa trama conceitual a dois de seus produtos – Second Life e Big Brother – para avaliar a pertinência das hipóteses formuladas.
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MARIA REGINA MACHADO SOARES
Capital Simbólico e Cultura de Consumo
Orientador: Nízia Maria de Souza Villaça.
Resumo: O consumo é um dado da sociedade contemporânea e sua cultura tem assumido responsabilidades que anteriormente foram da ordem da economia e do Estado. As questões relacionadas à cultura do consumo participam das articulações dos problemas sociais e envolvem o campo da produção das subjetividades. Os estudos sobre a complexidade do seu funcionamento produzem importantes marcadores sobre o trânsito entre a sociedade industrial e a contemporânea. A passagem do luxo ostensivo, ancorado no capital material, para a valorização das referências culturais é a pista preferencial para a análise das construções de sentido no ambiente do consumo. Em sintonia com a série de transformações operadas pelos novos paradigmas comunicacionais, a lógica semiológica das marcas assume um papel constitutivo e atua como agregadora de valor nas mercadorias contemporâneas. A pesquisa reúne abordagens multidisciplinarares, onde se articulam as visadas da Epistemologia da Comunicação, dos Estudos Culturais e da Antropologia do Consumo, na formação de um panorama. Por meio deste contexto teórico examina as trocas de imaginários culturais no ambiente do consumo globalizado. A forma como são inseridas as questões identitárias no campo da produção do design, a atuação do capital simbólico na atribuição de valor das mercadorias e as mutações entre as categorias de sujeito e objeto funcionam como marcadores da investigação. A pesquisa examina as estratégias utilizadas pela marca ‘Brasil’ ao assumir o sentido semiótico da diferença cultural na comunicação dos seus produtos. E observa a sua participação nas negociações da promoção da cidadania, para as comunidades periféricas ao poder das economias do mundo contemporâneo.
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ROGÉRIO MARTINS DE SOUZA
Dos canapés à política: A reinvenção permanente do colunismo como gênero literário
Orientador: Milton José Pinto.
Resumo: Durante o século XX, a imprensa brasileira passou por várias mudanças e metamorfoses ao longo das décadas. Talvez a mais marcante tenha sido a introdução, na década de 1940, das técnicas jornalísticas advindas do jornalismo norte-americano. O Brasil passou então de um jornalismo de tintas “francesas” para outro, influenciado agora por aquele praticado nos Estados Unidos, país que passaria a exercer a hegemonia não só econômica, mas também cultural em todo o mundo ocidental após a Segunda Grande Guerra. É também na mesma década que surge, em 1945, a primeira moderna coluna social brasileira, também copiada daquelas já existentes nos Estados Unidos, mas “adaptada” aos padrões jornalísticos brasileiros de então. Nas décadas posteriores, com a ditadura militar, as colunas da mídia impressa procuraram se adaptar à modernização do jornalismo, e as descrições dos jantares luxuosos aos poucos foram perdendo espaço para notícias exclusivas ligadas à política, economia, esportes, comportamento e o que mais fosse decidido como notícia pelo colunista titular. Hoje elas ultrapassaram em muito a apressada definição de “colunas sociais”. Continuam se reinventando e estão entre os espaços mais lidos na mídia impressa brasileira. Como se deu este processo, é o que esta tese pretende estudar.
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
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