Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// TESES E DISSERTAÇÕES
TESES DE DOUTORADO // TESES EM 2005
ANTÔNIO MARCOS MUNIZ CARNEIRO
Tecnologias Discursivas para Metodologias de Projetos Pertinentes ao Contexto da Complexidade
Orientador: Geraldo Luís dos Reis Nunes
Resumo: Esta tese concerne, fundamentalmente, a uma reflexão sobre a centralidade da prática discursiva nas novas metodologias de projetos compreendidos como intervenções planejadas, emergentes no universo da complexidade – ou settings. Neste contexto, haveria uma tendência generalizada de demandas por metodologias de projetos apropriadas à interação e à obtenção de consensos ante a racionalidade técnica, fundada no paradigma da ciência moderna, que se esgota na realidade contemporânea marcada pela incerteza e pela instabilidade. A hipótese daí deduzida ressalta que essas novas metodologias de projetos complexos consistiriam mecanismos de gêneros híbridos do discurso, resultantes da fragmentação da identidade moderna. Esse enfoque discursivo pressupõe um quadro de referência teórico-metodológica (framework) que sustenta a concepção de uma homologia entre a linguagem e as novas tecnologias como sendo o axial dessas novas metodologias. Por meio da análise discursiva dessa reciprocidade entre a linguagem e a tecnologia nos settings, o autor pôde inferir uma proposição de evento como ferramenta interativa de planejamento, apropriada à distribuição maior do poder entre múltiplos sujeitos envolvidos em intervenções planejadas (projetos).
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AZOILDA LORETTO DA TRINDADE
A Formação da Imagem da Mulher Negra na Mídia
Orientador: Muniz Sodré de Araujo Cabral
Resumo: Tomando, como referencial de análise, as situações cotidianas caracterizadas pela subalternização, discriminação e exclusão social da mulher negra, este trabalho tem como pressupostos: A complexidade da condição humana e a percepção fundamentada do quadro histórico social da mulher negra brasileira; A existência do racismo, do machismo e do caráter conservador da mídia. Neste sentido, inscreve-se no terreno das relações étnicas e de gênero, da masculinidade, da mídia, da cultura e da educação. Constitui-se, assim, numa interpretação de imagens socialmente produzidas e reconhecidas, a partir dos conceitos de ideologia, cotidiano e racismo e machismo, como pontos de partida para analisar a formação histórica da imagem da mulher negra na mídia. Imagens produzidas ao longo da história e apresentadas na literatura, nas artes plásticas, na cinematografia... além de apresentadas, as imagens serão acompanhadas de uma análise. Buscaremos, também, analisar as falas dos sete formadores de opinião brancos ,entrevistados (fotógrafo, artista plástico, professor de educação física, tele-educador, cartunista, cineasta e político), na tentativa de compreender o que emerge nas suas falas, buscando entrever aspectos relativos ao processo de formação, produção e reprodução da imagem das mulheres negras na mídia.
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CARLOS EDUARDO FAILHO
Entre Ócio e o Ilícito: representações do tempo livre no cinema brasileiro contemporâneo
Orientadora: Ivana Bentes de Oliveira
Resumo: Análise das formas de expressão do tempo ocioso na pós-modernidade, utilizando a narrativa dos filmes brasileiros das duas últimas décadas. Os filmes analisados são: Cronicamente Inviável ( Sérgio Bianchi; 2000), O Invasor (Beto Brant; 2001), Edifício Máster (Eduardo Coutinho; 2002) e O Homem Que Copiava (Jorge Furtado ; 2003).
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CRISTINA REGO MONTEIRO DA LUZ
A Pauta Jornalística e Suas Mediações
Orientador: José Amaral Argolo
Resumo: Este trabalho propõe um olhar acadêmico sobre a pauta jornalística, sua elaboração e estrutura. Defende a tese de que a pauta, generalista ou por editorias, é um instrumento referencial significativo e inexplorado no estudo sobre o processo de produção da notícia no Brasil. Recurso organizacional nas redações dos maiores jornais do país especialmente a partir da década de 50, a pauta revela ideologias, estruturas de poder, injunções políticas, econômicas e sociais ao longo da história da imprensa no país. O cargo de pauteiro, uma invenção nacional, passa a representar, neste contexto, uma figura de poder heróica ou autoritária. Resgata-se, com a tese, a proposta da discussão humanista num cenário em que a pressão tecnológica de reprodutibilidade acelerada ameaça o paradigma de confiabilidade no exercício do jornalismo.
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FRANCISCO GONÇALVES DA CONCEIÇÃO
Da Política dos Jornais: o dissídio das vozes segundo os manuais de redação dos jornais Folha, Estado e Globo
Orientador: Milton José Pinto
Resumo: Análise dos manuais de redação e estilo, organizados, publicados e atualizados pelos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo a partir dos anos 80 e 90. O eixo de fundamentação da pesquisa é a relação entre o jornalismo, a mudança social e o poder. Três questões estruturam e organizam essa análise: as mutações no campo do jornalismo e a reestruturação dos espaços públicos, o lugar da interlocução e a racionalidade estratégica e as relações discursivas e a produção de (re)conhecimento. Em termos gerais, constata-se que os manuais são, simultaneamente, produtos e instrumentos de políticas discursivas dos jornais, da reestruturação do campo de significação das notícias e da disputa de um lugar de interlocução no mercado das notícias e na sociedade brasileira. Com a produção e a aplicação dessas tecnologias discursivas, os jornais não se limitam a disciplinar o trabalho dos jornalistas, a definir a identidade editorial de cada publicação ou a ditar um padrão lingüístico para a sociedade, mas visam também à relação entre as vozes que compõem os espaços públicos midiatizados nos quais e pelos quais os agentes sociais constroem identidades, vínculos sociais, conhecimentos e crenças. Para efeito desta pesquisa, consideraram-se apenas os manuais publicados pelos jornais que disputam a referência da realidade nacional. Do ponto de vista metodológico, esta investigação procura relacionar, de forma crítica e comparativa, a produção desses manuais com as forças sociais que os moldaram e compreender o lugar dessas tecnologias na regulação dessas mesmas forças.
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JOSETI MARQUES XISTO DA CUNHA
A Imprensa na Construção da Realidade Racial no Brasil: Um estudo de análise crítica do discurso jornalístico
Orientador: Milton José Pinto
Resumo: O presente estudo investiga a participação da imprensa na configuração do perfil racial da sociedade brasileira, utilizando conceitos da Sociologia do Conhecimento, no que se refere à construção social da realidade, e o instrumental teórico da Análise Crítica dos Discursos, conforme proposta por Norman Fairclough, para abordagem e análise dos textos selecionados sobre a mais recente polêmica que iluminou, pela imprensa, a histórica problemática racial brasileira. A pesquisa tem como principal objetivo indicar novas formas de compreensão do poder e da influência da chamada mídia jornalística no tecido social, suas tendências e processos, e os reflexos que possam ter sobre as mudanças sociais. O corpus da pesquisa é constituído pelos jornais O Globo e Folha de S. Paulo, no período que abrange o ano de 2002 e, de forma complementar, o ano de 2003.
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LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO
Documentário e Virtualização: propostas para uma microfísica da prática documentária
Orientador: Consuelo da Luz Lins
Resumo: A utilização da noção de representação nas teorias do documentário e seus problemas: a suposição de um objeto e de um sujeito previamente existentes. Os conceitos de virtual e virtualização como alternativas para o pensamento sobre o documentário: a coexistência das dimensões virtual e real do objeto e do sujeito. As condições de virtualização nas diversas modalidades e práticas documentárias. As questões de acesso, disponibilidade e interferência do acaso nos processos de produção do documentário. A trans-subjetividade, a virtualidade e a indeterminação da participação do outro. A pré-subjetividade e o papel institucional da tradição na criação documentária.
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LUIZA BARBOZA DA CRUZ
Cultura Transnacional e a Televisão na Sociedade Contemporânea
Orientador: Mohammed ElHajji
Resumo: Esta tese objetiva investigar o fenômeno da possível mudança que a entrada de uma nova tecnologia, a televisão por assinatura, sob seu aspecto transnacional, vem provocando na estética de recepção da audiência latino-americana, sob a luz de duas teorias principais, os estudos culturais, principalmente a teoria da recepção de Stuart Hall e o perfil do sujeito urbano da Escola de Chicago. A hipótese primária da autora é de que a televisão, em seu recém-adquirido aspecto transnacional é a grande urbanizadora cosmopolita na travessia do século. Como uma nova ágora, uma babel eletrônica, vem influenciando a sociedade pós-moderna do final do século XX e deste início do século XXI. Desmassificada, transnacional, logo sem fronteiras, funciona como uma intermediadora entre culturas e um dos mais fortes componentes do processo de internacionalização ou seja, de harmonização para seus admiradores, ou de homogeneização ou pasteurização para seus críticos. Para confirmar esta hipótese, o instrumento de trabalho inicial é a análise comparativa da legislação e dos números oficiais da televisão por assinatura em duas grandes metrópoles sul-americanas, Rio de Janeiro e Buenos Aires. A primeira, tomada como modelo por ser um dos mais importantes centros econômicos do Brasil, país que congrega o maior número de televisões por assinatura do continente e a segunda, por ser a capital do país que primeiro aderiu ao sistema de TV por assinatura na América do Sul e onde ela está mais uniformemente difundida entre a população. Através desta investigação analítica da situação em duas sociedades contemporâneas com perfis econômicos similares mas sócio-culturais diferentes, e também de uma reflexão a respeito da percepção do público - como este negocia a mensagem recebida – procura-se observar aqui as possíveis causas e conseqüências daquilo que chamaremos de "impacto sócio-cultural do aspecto transnacional da televisão na sociedade.
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MARCIA CRISTINA PINTO BANDEIRA DE MELLO
O Turismo como Elemento de Comunicação Intercultural: A inserção da cidade do Rio de Janeiro no universo multicultural
Orientadora: Heloísa Helena Oliveira Buarque de Hollanda.
Resumo: Este trabalho possui como objetivo demonstrar como o turismo, ou melhor, a experiência turística, pode ser um elemento de comunicação intercultural. Enquanto fenômeno de curta duração, não possui o objetivo de formular culturas híbridas e nem tão pouco culturas mestiças. Porém, defendemos que esse contato face a face, possibilitado pela atividade turística, pode mexer com as representações sociais dos atores envolvidos: turistas e nativos. O que poderá desencadear um processo de transformação, nas representações sociais características de cada sociedade. Defendemos também que dentro da sociedade atual e deste universo multicultural em que vivemos, a atividade turística fomenta um sentimento de inserção do indivíduo em algo global, e que quanto mais esse indivíduo se propõem a conhecer o distante, o diferente e o incomum ao seu cotidiano, mais se sentirá incluso nesse “mundo”. Desta forma, entrará em contato com patrimônios culturais e históricos que não lhe pertence, mas que representam a memória e a história de outras sociedades. De posse deste patrimônio, o turista, desencadeia um sentimento de inclusão na humanidade; desenvolve a idéia de que ele conhece a alma do lugar e a alma da sociedade que visitou. Assim, além da inclusão do indivíduo nesse universo teremos a inclusão também da área visitada. No trabalho a área delimitada é a cidade do Rio de Janeiro. Verificaremos como o turismo pode inseri-la nesse mundo globalizado e multicultural. Analisaremos a identidade e a sua natureza turística, da cidade do Rio de Janeiro, por meio de estudos sobre as construções discursivas das memórias cariocas, e das suas marcas e cenários. Enfim, temos como objetivos centrais, conhecer a fundo o turismo como elemento de possibilita a comunicação intercultural, para isso buscamos recursos na teoria do turismo e na perspectiva teórica da comunicação intercultural. Buscamos ainda para melhor elucidarmos algumas questões apoio na teoria de representação social. Com relação a outro objetivo central do trabalho, buscaremos verificar a inserção da cidade do Rio de Janeiro no universo multicultural; sua identidade mercadológica e sua potencialidade enquanto espaço turístico.
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MARGOT FERREIRA BÁRCIA
Desvendando o Cenário Urbano: Copacabana, Pirotecnia de Signos
Orientador: Geraldo Luiz dos Reis Nunes
Resumo: Esta pesquisa enfoca a cidade como objeto de estudo, a partir do cotidiano, na interface do tempo e do espaço. No contexto da cidade, optou-se por analisar o bairro partindo da idéia de que o fato de pertencer a um bairro vem a ser uma marca que reforça não só o processo de identificação, como também a negociação entre o espaço público e o espaço privado. Como lócus de investigação elegeu-se Copacabana exatamente pela sua polifonia e, neste universo, focaliza-se a Avenida Prado Júnior que expressa, de modo singular, o hibridismo e a pluralidade. A hipótese é a de que, apesar de ter a sua presença marcada na totalidade citadina em geral pela devassidão, a Avenida constitui para os seus moradores um espaço do “próprio”, do não anônimo. A estratégia metodológica procurou incorporar diferentes instrumentos de coleta de dados, a fim de possibilitar a análise das diferentes percepções construídas sobre a via. Chegou-se à conclusão de que as suas diferentes formas de usos e práticas, apesar de intervirem num mesmo campo, representam contextos particulares e diferentes possibilidades de ação.
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ORLANDO DE MAGALHÃES MOLLICA
A Permanência do Paisagismo e o "Olhar Paisagístico" na Mídia Brasileira
Orientador: Liv Rebecca Sovik
Resumo: Esta tese parte da hipótese de que o olhar sobre o Novo Mundo, registrado pela iconografia dos viajantes europeus, produziu representações que, até os dias de hoje, povoam o imaginário coletivo e o senso comum nacional e estrangeiro. A mais forte dessas representações é a composição ético-estética de elementos sócio-culturais das inúmeras, diferentes e distintas paisagens. Visando, trabalhar esta hipótese, percorri pistas que me conduziram ao conceito que chamei de “olhar paisagístico”, com o qual analisei a genealogia de uma determinada imagem-paisagem genérica do país e da brasilidade, que tem como ícones o “Rio de Janeiro, capital da beleza” e o “Brasil, país do futuro”. Tomo, principalmente, a iconografia produzida sobre o Rio de Janeiro, desde os tempos do Brasil- Colônia até o século atual, para demonstrar, em cada período histórico, a força de persuasão e a permanência do olhar paisagístico na imaginação dos brasileiros e sua relação direta com a construção identitária do país, dando-o a ver como uma composição exótica e paradisíaca. Tendo como referencial a teoria da comunicação, discuto, enfim, como esse olhar paisagístico instaura uma mensagem que atravessa a história da cidade, repercute em todo o país e, hoje, é difundida por uma produção representacional revitalizada e modernizada, a qual articula discurso e visualidade e se utiliza das modernas tecnologias de produção, reprodução e mediatização das representações para se consolidar.
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SYLVIA REGINA BASTOS NEMER
A Função Intertextual do Cordel no Cinema de Glauber Rocha
Orientadora: Ivana Bentes de Oliveira
Resumo: Esperando contribuir para ampliar as discussões sobre o problema da intertextualidade fílmica, o objetivo do presente trabalho é refletir sobre a apropriação da literatura de cordel em Deus e o diabo na terra do sol (1964) e em O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), filmes de Glauber Rocha dedicados à representação do universo social e cultural sertanejo. A preocupação do cineasta com a forma de representação, discutida em seus textos Estética da fome (1965) e Estética do sonho (1971), reflete-se, nos dois filmes estudados, no modo como estes lidam com o cordel. Recusando o tratamento da temática sertaneja pelo cinema político da época, o cineasta procurava retratar o sertão a partir de suas próprias tradições que passavam, contudo, por um processo de transformação visando a sua adaptação, em primeiro lugar, à narrativa cinematográfica e, em segundo, a uma perspectiva política inexistente nas manifestações da cultura popular. Isso explica porque as composições, tanto as canções de Deus e o diabo quanto as falas, inspiradas nos desafios repentistas, de O dragão da maldade, foram feitas por artistas letrados como Sergio Ricardo e o próprio cineasta que escreveu as respectivas letras. Com base nessas questões, o presente trabalho procura verificar o que os referidos filmes retêm da tradição popular do cordel e o modo de expressá-la cinematograficamente.
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
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