Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// TESES E DISSERTAÇÕES
DISSERTAÇÕES DE MESTRADO // DISSERTAÇÕES EM 2022 - Em Construção
ANDRÉIA MUNHOZ LAGO
Narrativas Imersivas Jornalísticas (NIJs): estratégias de aproximação com público
Orientadora: Beatriz Becker
Resumo: Os discursos jornalísticos traduzem os fatos e a experiência social em acontecimentos midiáticos que influenciam nossos modos de compreender e ver o mundo. O desenvolvimento e as apropriações de tecnologias digitais têm transformado as maneiras do jornalismo narrar e representar os acontecimentos. Em um cenário de intensas reconfigurações das práticas jornalísticas na contemporaneidade, as narrativas jornalísticas imersivas (NJIs) promovem o engajamento do público, por meio de experiências sensoriais e vínculos emocionais. Tais experimentos, com captação de vídeo em 360o e uso de tecnologias de realidade virtual ou aumentada, oferecem aos usuários possibilidades de fazer incursões virtuais em cenários e reportagens que produzem deslocamentos de funções dos jornalistas na produção e disseminação de conteúdos audiovisuais informativos em smartphones e outras interfaces. Ao desvelar as características de tais narrativas por meio de um estudo exploratório comparativo, esta Dissertação aponta que as NJIs atribuem um protagonismo à performance do público mediante a exploração da empatia e da emoção que resultam em mudanças de funções desempenhadas pelos jornalistas e em adequações de linguagem e de convenções do jornalismo do Século XX que nem sempre contribuem para ampliar o entendimento da realidade social.
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GUILHERME BARBOSA FERREIRA
Ver os Mundos: encontros entre o Antropoceno e as artes
Orientadora: Victa de Carvalho Pereira da Silva
Resumo: Esta dissertação tematiza os encontros entre o pensamento ecológico e as artes. Pensamos com autores da filosofia, antropologia, história e comunicação, com o objetivo de observar paisagens antropocênicas – termo desenvolvido para se referir a trabalhos artísticos que articulam problemas do Antropoceno hoje. As paisagens observadas consistem no filme Atomic Garden, da artista e cineasta Ana Vaz, e na instalação A privacidade dos outros, dx artista Daniel Lie. Elas tratam de questões como a condição metafísica de incerteza que segue com o Antropoceno, a emergência da vida em paisagens devastadas, as relações multiespécie e os fantasmas coloniais. São práticas artísticas que travam uma guerra com os modelos de visualização hegemônicos, clássicos e modernos, ao apresentarem estratégias experimentais na relação entre sujeito observador e trabalho artístico, natureza e cultura. A partir de um método genealógico que mobiliza a teoria dos dispositivos no campo da arte, investigamos como as paisagens se relacionam à criação de novos territórios existenciais exigidos pela crise ecológica. Com esse percurso, notamos que as paisagens podem responder ao Antropoceno com sua força especulativa, relacional, sensível.
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LEONARDO RODRIGUES CARVALHO SILVA
Comunidades da Floresta e Comunicação Pública: entrelaçamentos entre a Rádio Nacional da Amazônia e seus ouvintes
Orientadora: Raquel Paiva de Araujo Soares
Resumo: A Rádio Nacional da Amazônia é uma emissora de ondas curtas criada pelo regime militar em 1977 e mantida pelo Estado brasileiro desde então. Em toda a sua história, envios de cartas, participações ao vivo e, mais recentemente, contatos via redes sociais marcam uma intensa interação entre radialistas e ouvintes que vivem em cidades pequenas ou em áreas rurais: vilas, fazendas, sítios, aldeias indígenas, reservas extrativistas e comunidades ribeirinhas. O objetivo dessa pesquisa foi investigar como os diferentes contextos são carregados para essa interação em dois momentos distintos. O primeiro envolve os dez anos iniciais de existência da emissora (1977-1987), então vinculada à Empresa Brasileira de Radiodifusão (Radiobrás). O segundo se inicia com a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), dentro do processo de regulamentação da comunicação pública, e se encerra com as mudanças legais aprovadas após o impeachment da presidente Dilma Rousseff (2007-2016). Foram analisadas cartas, entrevistas com radialistas realizadas no âmbito da própria pesquisa, entrevistas de radialistas e ouvintes veiculadas em programas de televisão, e programas da emissora. Conjuntamente, os materiais ofereceram informações relevantes sobre a forma como a vida de profissionais da emissora e de seus interlocutores entrelaça-se no dia a dia, influenciando e sendo influenciada pelo desenvolvimento da Rádio Nacional da Amazônia. Através da metodologia de análise de conteúdo, foram estabelecidos três ângulos contextuais pelo quais interpretamos os dados levantados: a territorialidade, as intenções da emissora e a gestão da emissora. A interação entre radialistas e ouvintes da Rádio Nacional da Amazônia revelou-se estruturada em torno de laços afetivos, mas observam-se diferenças nos dois períodos discutidos. Ao mesmo tempo, situando o desenvolvimento da emissora dentro da trajetória histórica da Amazônia, nota-se que essa interação está ordenada em alguma medida por dinâmicas do pós-colonialismo. Por fim, são propostos novos caminhos para se pensar a comunicação pública a partir da realidade amazônica.
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MATEUS SANCHES DUARTE
Arqueologia da Verticalização no Cinema Contemporâneo de Pernambuco
Orientadora: Beatriz Jaguaribe de Mattos
Resumo: Na emergência de uma visão cinematográfica crítica sobre as transformações urbanas que o Recife passou nos últimos anos, uma parte considerável de realizadores pernambucanos buscou explorar em seu território fílmico as reminiscências do paradigma patriarcal, o tropo da empregada doméstica e as assombrações que ressurgiram no Recife moderno. Interessado na contribuição que essa cinematografia oferece ao estudo da relação entre cinema e cidade, a presente pesquisa propõe-se a realizar uma arqueologia da verticalização a partir dessas imagens, compreendendo o cinema como uma arte espacial que cumpre um papel ativo na produção do espaço urbano.
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GABRIELA ISAIAS DE SOUSA
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MATHEUS DA SILVA PEREIRA
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RHAYLLER PEIXOTO DA COSTA SOUZA
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.24, n.03 (2021)
Apropriações e ressignificações na arte e no pensamento
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