Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// TESES E DISSERTAÇÕES
TESES DE DOUTORADO // TESES EM 2006
ALITA VILLAS BOAS DE SÁ REGO
Novas Tecnologias e Narrativas Sensoriais no Cinema do Século XXI: Filmes de Ação de Hong Kong e Hollywood
Orientadora: Ivana Bentes de Oliveira e Mauro Sá Rego Costa
Resumo: Estudo sobre os formatos narrativos que surgem com a incorporação das tecnologias info-eletrônicas na produção cinematográfica do século XXI. A partir da observação e comparação entre as formas com que os recursos técnicos são utilizados para a realização dos filmes de ação produzidos em Hollywood, Hong Kong e Taiwan, procura-se detectar a emergência das imagenssensacionais e das imagens-sensação características do cinema comercial narrativo no Ocidente e no Oriente. O trabalho também procura ampliar a conceituação criada por Gilles Deleuze sobre o cinema, levando em consideração a hibridização das mídias e da globalização cultural.
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CHRISTINA FERRAZ MUSSE
Imprensa, Cultura e Imaginário Urbano: Exercício de Memória Sobre os Anos 60/70 em Juiz de Fora
Orientador: Heloísa Helena Oliveira Buarque de Hollanda.
Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo demonstrar as relações entre cultura, imprensa e imaginário urbano, isto é, pretende evidenciar de que forma a imprensa atua como mediadora das relações sociais e construtora das identidades. Ao longo da história moderna, a imprensa aparece como importante fator de fixação do homem ao território e construção do ideal da cidade como espaço de convívio e trocas. A narrativa da imprensa coincide com o projeto de ordem e progresso da burguesia em ascensão. Somente em meados do século passado, vozes dissonantes dão origem a outras narrativas, até então colocadas à margem do discurso oficial. Elas antecipam uma nova (des)ordem mundial, em que a complexidade e a incerteza substituem os rígidos referenciais do homem moderno. É no cenário de ruptura, que se instaura nos anos sessenta do século XX, que se pretende analisar a incorporação das narrativas marginais ao novo imaginário urbano. No caso específico deste trabalho, investigase como um grupo de estudantes e intelectuais ligados ao Partido Comunista Brasileiro luta pela hegemonia política, apropriando-se do suplemento de arte e literatura de um tradicional jornal mineiro da cidade de Juiz de Fora. Através da imprensa, é a cidade que se revela em seus paradoxos, no embate entre “oficiais” e “marginais”. Se a cultura é, neste momento, a peça de resistência à ditadura militar, ela vai aos poucos sendo cooptada pela lógica do capital, dando origem à indústria cultural. O jornal, por sua vez, antecipando as relações emergentes de poder e as novas subjetividades, vai se distanciar do pensamento crítico, tornando-se, cada vez mais, produto a ser consumido, e revelando, nas suas linhas, fotos e cores, uma nova forma de pensar e o ocupar a esfera pública.
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CARLOS ALBERTO ALVIM DE AZEREDO SANTOS
As Marcas Midiáticas da Educação: a comunicação das instituições de ensino superior privadas. Imagens projetadas para a sociedade, para o mercado de trabalho e para os alunos
Orientador: Muniz Sodré de Araújo Cabral
Resumo: As instituições de Ensino Superior (IES) privadas estão em meio a um processo de profissionalização que as leva a adotar, no esforço de captar e reter alunos técnicas de gestão empresarial e, notadamente, recursos do marketing. Assim, trabalham suas “marcas” e as percepções a elas associadas nos mais variados meios de comunicação, através da propaganda, assessoria de imprensa, patrocínios e outras formas de gestão de marcas e comunicação publicitária. O marketing e as técnicas de “branding” (gestão de marcas industriais, comerciais e de serviços) assume enorme importância no contexto da Comunicação nos dias atuais, sendo formador de opinião, criador de referenciais e propositor de “estilos de vida” que representam verdadeiras tendências de costumes e comportamento social. Em grande parte dos casos, os discursos para atrair alunos não estão calcados na excelência dos cursos ofertados, nas vantagens, em seu sentido lato, da “Educação” ou em valores importantes para a inserção social produtiva, a formação cidadã ou mesmo o idealismo da busca do conhecimento, do saber científico. Baseiam-se tais discursos quase que exclusivamente na oferta de um aprendizado técnico e de um know how voltados à empregabilidade do estudante, ao ganho e à conquista de melhores possibilidades de consumo. Essa tendência a uma redução do estudo superior a um aprendizado profissionalizante e voltado ao lucro restringe seu viés humanístico e cria uma imagem das IES que as afasta de seu papel tradicional de formadoras de uma elite pensante responsável e cidadã.
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DANIEL VIDAL MATTOS
Cultura, Mercado e Perspectivas para o Audiovisual Brasileiro no Século XXI
Orientador: l.
Resumo: Análise do ambiente de criação, produção e consumo de audiovisual no Brasil em relação a cenário mundial, notadamente nos aspectos que concernem à avaliação da qualidade do produto ou obra. Essa avaliação da qualidade se daria por dois vieses antagônicos: o modelo de valoração do mercado, que articula as propriedades de lucratividade versus efeitos de audiência; e o modelo de valoração da cultura, que articula os potenciais de educação e inovação desses mesmos objetos comunicacionais. A partir da definição dessa dicotomia em termos, procede-se a desconstrução dela mesma, demonstrado-se o imbricamento dos valores culturais e de mercado nas estratégias de sobrevivência dos atores sociais envolvidos nesse ambiente produtivo. Em alguns momentos esse choque de valores revela-se positivo do ponto de vista social, cultural e econômico. Em outros, ilustra formas incoerentes ou perversas de apropriação do público pelo privado. Finalmente apresentamos um panorama dos problemas e desafios do audiovisual brasileiro e a forma como os valores dicotômicos da cultura e do mercado determinarão seu desenvolvimento no século XXI.
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FELIPE DA COSTA TROTTA
Samba e Mercado de Música nos Anos 1990
Orientador: Carlos Alberto Messeder Pereira
Resumo: Resumo: Buscou-se nesta tese analisar as representações construídas em torno do samba na década de 90 e que foram intensamente veiculada pelos atores sociais e formadores de opinião nos principais meios de comunicação do país. Procurou-se também repensar a relevância do conteúdo romântico das letras, melodias simples e sonoridade moderna, o estilo do “pagode romântico” no desenvolvimento de uma forma diferente de relação com as instâncias do mercado. Parte-se do pressuposto de que o imaginário do gênero esteve baseado no universo amador das rodas, legitimado pelas referências à “tradição”. Ao mesmo tempo, nota-se que mais recentemente o samba vem conquistando espaços significativos no rádio, no disco e no showbizz (caracterizados pela ênfase na “modernidade”). Assim, ao conciliarem tradição e modernidade, os grupos de pagode romântico, apesar da consagração comercial, foram duramente criticados. Instaurou-se, então, uma oposição entre samba “de raiz” e “pagode romântico”, que norteou um intenso debate cultural sobre tradição, modernidade, consumo e prestígio. Esta tese analisou, portanto, a relação e tensões entre samba e mercado da música, enfatizando as estratégias empregadas pelos atores sociais na afirmação deste gênero musical que teria permitido a eles não só superar preconceitos e estereótipos relacionados ao samba, mas também conquistar espeços no cenário mediático e ampliar o seu público.
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GILBERT ANGERAMI LOPES
A Comunicação Empresarial Integrada à Gestão Participativa
Orientador: Geraldo Luiz dos Reis Nunes
Resumo: Esta tese - à luz da literatura especializada em Comunicação Organizacional – buscou repensar a importância da Comunicação e da Cultura para as Organizações hoje. Partiu-se do pressuposto neste trabalho de que as empresas para sobreviver aos desafios do novo milênio deverão não só adotar uma estrutura de Comunicação Empresarial profissionalizada e integrada ao processo de decisão, mas também a incorporar novos valores, processos de gestão participativa - incluindo constante avaliação dos efeitos comunicacionais - e novas formas de relacionamento com a sociedade. Procurou-se avaliar também – do ponto de vista da sociedade e das corporações – a relevância de se articular a cultura das organizações com estratégias e campanhas de responsabilidade social.
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HUGO DE SOUZA MELO
Comunicação Mediada por Computador e Privacidade
Orientadores: Fernanda Glória Bruno, Paulo Roberto Gibaldi Vaz
Resumo: A noção de privacidade, como a entendemos no presente, é historicamente muito recente e pode diluir-se rapidamente em função das novas tecnologias de registro e controle de transações financeiras, movimentação física e históricos médicos e funcionais. A vigilância passou de uma ameaça a indivíduos infratores para uma experiência comum a todos, passíveis de exclusão de seus direitos civis, realizada por incontáveis órgãos públicos e privados e até aceita em um processo de mercantilização, em troca de praticidade ou reconhecimento em relações mercantis. Cada vez maiores e mais entrecruzados bancos de dados, de históricos financeiros, médicos e de identificação biométrica, criam perfis e categorias de risco em uma rede rizomática. Muitas das novas tecnologias de comunicação mediada por computador são utilizadas para a comercialização de dados sobre indivíduos, segmentados geralmente por perfis de interesse econômico, e geram classificações parciais que podem afetar a imagem pessoal em seu meio social ou profissional, afetando a vida de cada um em uma extensão ainda não completamente definida nem limitada por uma adequada legislação de proteção. A divisão público/privado está em relação direta com o desenvolvimento dos meios de comunicação. Este trabalho explora um dos aspectos dessa relação, ao estudar os instrumentos de vigilância presentes na comunicação mediada por computador.
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MANUEL GERALDO VESPAR
Som e Produção Musical para a Mídia
Orientador: Muniz Sodré de Araújo Cabral
Resumo: Este trabalho analisa a aplicabilidade do som e da música como elementos da comunicação não verbal. Buscou-se com este estudo analisar o discurso sonoro-musical não apenas como arte abstrata, mas como elemento retórico-comunicativo e ambivalente, capaz de provocar sentimentos de alegria, tristeza, dor, excitação, ansiedade, e propiciar ao ouvinte momentos de magia, encantamento e êxtase. Tomou-se como foco de investigação o discurso sonoro-musical e se pode constatar que a policromia sonora e imagens sonoras são arquitetadas, confeccionadas e usadas como elementos de produção musical não verbal, com o fim de ampliar o espaço da comunicação multimídia. Buscou-se também nesta tese repensar a presença oculta do som e da música interagindo com e como mensagens subliminares na comunicação audiovisual. Procura demonstrar como a magia, o fascínio, a polissemia dos sons e da música são fatores usados como figuras retórico-comunicativas pela mídia para persuadir e seduzir a sociedade de consumo.
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MÁRCIO DE OLIVEIRA GUERRA
Rádio X TV: o jogo da narração. A imaginação entra em campo e seduz o torcedor
Orientadora: Raquel Paiva de Araújo Soares
Resumo: Estudo realizado com o objetivo de mostrar como a narrativa radiofônica do futebol conquistou o torcedor e quanto a narração do jogo pela televisão encontra ainda dificuldade para cativar este mesmo torcedor. Parte do pressuposto nesta tese de que a paixão popular pelo futebol interfere no desenvolvimento do rádio e televisão e contribui no desenvolvimento da comunicação. Avaliamos neste estudo: a) as escolas de narradores que surgiram nas últimas décadas no Brasil; b) através de entrevistas semi-estruturadas realizadas com cronistas esportivos e torcedores nos estádios, problematizamos a distinção entre as narrativas do rádio e da televisão. A tese defendida neste trabalho demonstra que, em termos de narrativa, o futebol ainda é um espetáculo eminentemente radiofônico. Para a elaboração desta tese foi necessário realizar:a) uma revisão da pesquisa bibliográfica na área; b) a realização de entrevistas com os profissionais da de rádio e TV; c) e a observação direta e análise das produções selecionadas.
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MARIA DA PENHA NUNES DA ROCHA
As Estratégias de Comunicação da Igraja Universal do Reino de Deus
Orientador: Micael Maiolino Hershmann
Resumo: As mais poderosas holdings de comunicação presentes em quase todo o mundo estão na maioria das vezes associadas a grupos religiosos. Portanto, o avanço das tecnologias e a religião ocupam um lugar de poder na economia, na cultura, na política e na sociedade. Um marco importante da instituição religiosa como um produto rentável na comunicação, foi o surgimento, já no final dos anos 40, nos Estados Unidos, das exibições de cultos através dos programas de televisão: elas sinalizavam que as igrejas evangélicas norte- americanas iriam disputar concessões para terem as suas próprias emissoras. Nos anos 70 e 80, os conglomerados de comunicação evangélica na América do Norte fortaleceram-se usando meios de comunicação modernos. Uma das características importantes da igreja eletrônica para conseguir mais adeptos por meio da mídia foi a busca constante pelo profissionalismo e pela aquisição de equipamentos modernos no trato com os meios de comunicação. No Brasil, sob a direção de Edir Macedo, pertence à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) um dos maiores conjuntos de empresas de comunicação, que aprimora a cada dia o modelo da igreja eletrônica. Esse sistema de mídia, usado como estratégia para conquistar mais fiéis, abrange: uma rede de rádios tanto em AM como em FM; emissoras de TV; a maior gravadora gospel do país; o jornal Folha Universal com distribuição nacional e uma tiragem semanal de dois milhões de exemplares; o jornal mineiro Hoje em Dia; um portal na Internet; uma editora de livros e de materiais “cristãos”, impressos em parque gráfico próprio e vendidos em livrarias próprias presentes em todas as capitais brasileiras. O objetivo foi o de analisar as estratégias de comunicação utilizadas pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) que em 28 anos de existência cresce como um império transnacional — está presente em 98 países — atento às tecnologias mais sofisticadas e recentes da sociedade da informação. Através do intenso emprego de estratégias mediáticas a IURD vem se constituindo na mais importante nova igreja surgidas no Terceiro Mundo. Nos últimos 20 anos, com cerca de dois milhões de adeptos, transformou-se em um fenômeno religioso surpreendente, que a cada dia investe mais tanto nos meios de comunicação, sejam eles de massa ou dirigidos a um público mais segmentado.
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MARILUCE DE SOUZA MOURA
O Encontro Anunciado: A mídia na construção das imagens da tecnociência brasileira
Orientador: Muniz Sodré de Araújo Cabral
Resumo: Este trabalho pretende mostrar como determinadas produções da tecnociência no Brasil e as leis e políticas que lhes são correlatas conquistam um espaço decisivo na mídia nacional, a partir da conclusão do projeto de seqüenciamento do genoma da bactéria Xylella fastidiosa e do reconhecimento internacional a esse empreendimento científico, no ano 2000. Procuramos situar as estratégias narrativas contemporâneas do jornalismo científico brasileiro no contexto de uma sociedade midiatizada e globalizada e as vias pelas quais elas projetam determinadas imagens da ciência para tornar o conhecimento científico, não acessível, mas familiar ao público.Observando o desdobramento histórico da divulgação científica no país, concluímos que ela é, nas décadas de 1940 a 1970, mesmo quando se apresenta nas páginas dos jornais, um empreendimento direto da própria atividade científica, e só a partir daí começa a ser pouco a pouco assumida pelo jornalismo, até ganhar autonomia nesse plano.
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MIGUEL FERREIRA LIMA
A Percepção da Marca “Brasil” na Atitute dos Consumidores Estrangeiros: Uma Investigação Junto aos Traders Brasileiros
Orientador: Geraldo Luiz dos Reis Nunes
Resumo: Tendo como referência a literatura especializada em Marketing e Comunicação Organizacional, esta tese pretende repensar a importância das marcas para a produção brasileira no comércio internacional. O presente trabalho se propõe a levantar as causas que interferem na percepção dos consumidores estrangeiros face aos produtos brasileiros. Para tanto, procurou-se estabelecer uma amostra significativa de profissionais do Comércio Exterior que, por viverem no Brasil, conhecem suas idiossincrasias e têm a sensibilidade de depurar a imagem que seus clientes estrangeiros fazem dos produtos de origem brasileira. O grande diferencial em relação às pesquisas já realizadas, diz respeito à amostra. Em tais pesquisas a análise envolve estrangeiros que muitas vezes não conhecem os produtos brasileiros e, nem mesmo, o Brasil. Nesta pesquisa, ao contrário, os respondentes da amostra lidam diariamente com estrangeiros que compram produtos brasileiros e cuja maioria conhece o país. Ao se identificar as causas que interferem na percepção dos estrangeiros, fica mais fácil estabelecer ações de comunicação por parte do governo federal e dos empresários, a fim de produzir uma imagem positiva na mente desses estrangeiros, quando da aquisição de um produto de origem brasileira. Essa estratégia contribui para agregar valor aos nossos produtos de exportação, incluindo o turismo e os investimentos diretos.
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MONIQUE MENDES FRANCO
Espectros na Mídia: Políticas afirmativas ou políticas da piedade? O sofrimento do outro no contexto do “último homem”
Orientador: Paulo Roberto Gibaldi Vaz
Resumo: Este trabalho tem como objetivo problematizar as “políticas de ação afirmativa” por meio da análise dos conceitos de tempo e de justiça expressos no debate acerca da adoção da política de cotas no ensino público superior. As chamadas “cotas” são compreendidas como sintoma de um processo histórico contemporâneo que parece incorporar culpa e sofrimento enquanto elementos de consumo e revelam os paradoxos postos ao ser em sua existência última. Com essa perspectiva a Tese estuda os impactos da adoção dessa política por meio da análise do discurso da mídia impressa. Tal opção foi oportuna por revelar um terreno fértil para a localização de um corpus conceitual do debate fragilmente polarizado entre quem concorda e quem discorda com sua adoção e indica a pertinência de que se desenvolvam estudos que ultrapassem essa polaridade. Na análise de reportagens, entrevistas e cartas de leitores, publicadas nos anos de 2004 e 2005, nos principais jornais e revistas de circulação nacional, referente às atuais políticas afirmativas foram identificadas as categorias discursivas utilizadas. A variedade de intensidade, de modulação e de sentido percebida exigiu o seu entendimento como fazendo parte de espectros e não de pontos fixos ou blocos de semelhança. Quatro dimensões articuladas compõem esta investigação: a) políticas da justiça - dimensão que traça uma genealogia do conceito afirmativo, o contexto de outros países, o processo brasileiro e dialoga com os pressupostos históricos dos Direitos Civis e Humanos. Aponta-se, ainda, para a crescente ineficácia das instituições reguladoras do bem comum e a identificação de novos elementos indicadores de causa pública, ou seja, a lógica sobre como a questão da igualdade vem sendo trabalhada nas causas sociais; b) políticas da piedade – aspecto em que emerge a noção da culpa ancestral, de dívida social e de injustiça e, sobretudo, a noção de compensação e de reparação. Tem-se nesta dimensão a expressão da crescente vitimização de segmentos alvos, como as mulheres, os negros, os gays, os deficientes etc.; c) políticas de reconhecimento - em que se intensifica a exigência contemporânea da performance do ser, apontando para processos de visibilidade e de exterioridade, entendidos como operadores conceituais dominantes na produção e representação da historicidade e da subjetividade contemporânea, e, d) políticas do ser - que reúne as hipóteses analíticas do estudo e aposta em aportes interpretativos que podem estar na base das contradições e tensões postas ao objeto. Nesta última dimensão, são apresentados três conceitos fundamentais. O conceito de presentificação, no qual a transformação das experiências do tempo na contemporaneidade ocupa um papel preponderante nas tensões e dilemas postos ao escopo teórico e às ações concretas de diferentes campos do conhecimento, sobretudo, alargando as fronteiras e desestabilizando certezas do que se considera “humano” e do próprio humanismo, redefinindo conceitos como “futuro” e “liberdade”; a noção nietszchiana do “último homem” que, por um outro viés, parece um operador importante para se pensar os paradoxos e os limites postos ao homem e à humanidade na contemporaneidade, e, por fim, a perspectiva heideggeriana do “esquecimento do ser” sugerindo a possibilidade de novos caminhos a serem traçados na identificação última do próprio ser.
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NEMÉZIO CLÍMICO AMARAL FILHO
Mídia e Quilombos na Amazônia
Orientador: Muniz Sodré de Araujo Cabral
Resumo: A análise feita aqui é sobre os discursos da mídia acerca do tema “remanescente de quilombo” no Brasil e mais especificamente na Amazônia. O foco maior é dado sobre os textos de revistas e jornais impressos que trataram do assunto “quilombo” no país e na Região. Tentamos compreender como o “remanescente de quilombo” e a Amazônia são apresentados pela mídia, como esta interpreta aquele novo conceito à sociedade. Não analisamos um veículo específico porque queríamos identificar um fio condutor narrativo que atravessa toda a sociedade contemporânea midiatizada. O resultado de nosso levantamento mostra que a mídia ainda mantém um forte discurso racial, que auxilia na manutenção dos clichês que permitem a crença geral de que esses grupos vivem em comunidades secularmente isoladas e essencialmente negras, perdidas no tempo e espaço. A mídia não só contribui para um debate das discussões “étnico-raciais”, mas também impede o aparecimento do “quilombo” como uma metáfora comunitária integradora.
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OVÍDIO MOTA PEIXOTO
MST, Mídia e Inclusão Social: Estratégias de Luta pela Reconstituição da Hegemonia na Sociedade Brasileira
Orientadora: Liv Rebecca Sovik
Resumo: Este trabalho analisa um dos campos onde se trava a luta pela hegemonia na sociedade brasileira, com a participação crescente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, organização que nasce da luta pela reforma agrária e torna-se um porta-voz de reformas do Estado Brasileiro, marcado pela constante histórica da desigualdade social. A luta pela hegemonia acontece em vários campos, articulados como se fosse em um móbile. A tese examina um conjunto de ações estratégicas do MST que, diante das adversidades oferecidas pelo campo do jornalismo, visam converter as obstruções oferecidas pelo campo em fatores favoráveis à luta e postulações pela transformação social, a partir do acervo de recortes de alguns dos principais jornais e revistas do país, publicados entre 1997 e 2003, cujas notícias, reportagens, artigos, editoriais e ilustrações trataram dos sem-terra.
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RAQUEL CARDOSO DE CASTRO
Do Texto Ao Hipertexto: como efetuar esta transição
Orientador: Emmanuel Carneiro Leão
Resumo: Esta tese tem por objetivo estudar as mudanças decorrentes de um novo elemento ou componente do atual sistema de comunicação de pesquisas acadêmicas, o Hipertexto. A questão eixo se resume da seguinte forma: DO TEXTO AO HIPERTEXTO - COMO EFETUAR ESTA TRANSIÇÃO? Em outras palavras: o que um membro da academia precisa saber para comunicar apropriadamente seu trabalho intelectual através de um hipertexto na Internet, em e com uma determinada comunidade acadêmica? Pondero sobre esta questão, a partir de uma experiência concreta em que vivencio a construção de hipertextos: um sítio de estudo da obra de arte literária Macunaíma de Mário de Andrade (com tikiwiki); uma página pessoal, sobre a vida, a obra e o pensamento do Prof. Emmanuel Carneiro Leão (com html); uma página temática, sobre a proposta teórica e prática da Midiologia, de Régis Debray (com html); um portal institucional do programa de pós-graduação da Escola de Comunicação da UFRJ (com phpnuke) e um sítio para o Laboratório de Estudos de Comunicação Comunitária (LECC) do PPGCOM ECO-UFRJ (com xoops).
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REJANE DE MATTOS MOREIRA
Opinião como palavra de ordem: modulações contemporâneas da comunicação
Orientadora: Janice Caiafa Pereira e Silva
Resumo: Propomos aqui entender o funcionamento da opinião na sociedade contemporânea. Inicialmente, nossa tarefa consiste em avaliar como a opinião e o público tornaram-se vetores importantes para pensar as subjetividades. Nossa pesquisa avalia como a subjetividade, entendida a partir de autores como Guattari e Deleuze, esquiva-se da noção de sujeito dado a priori. Neste sentido, procura-se desatrelar o conceito de opinião de uma leitura clássica que a liga a um “livre arbítrio”. Pretendemos refletir como essa concepção parte de um paradigma moderno, em que a opinião era tomada como valor de um indivíduo. Contemporaneamente, a opinião não diz respeito a um indivíduo e sim a um conjunto de dizeres produzidos num ambiente midiático. A partir da obra de Gabriel Tarde e Gilles Deleuze, propomos considerar a noção de opinião como propagação e como palavra de ordem. Como afirma Deleuze, no regime primário das palavras de ordem é impossível participar do corpo social sem atualizar determinados dizeres que se repetem continuamente. Segundo o autor, dizemos e nos relacionamos através de palavras e dizeres que se constituem a partir de outros tantos dizeres. Tarde indica o aspecto reverberador da opinião, que funciona propagando-se pelas invenções-imitações. Daí a natureza da opinião, uma instância processual, em constante mutação e acoplada sobretudo a determinadas lógicas de poder.
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
Imagens do Presente
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