Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
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MÍDIA E MEDIAÇÕES SOCIOCULTURAIS
Isabel Travancas
É formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1985), Mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1991) e Doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Fez Pós-Doutorado no Programa de Pós Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2004) e no Departamento de Antropologia da Universidade Autónoma de Barcelona (2013). É professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 2008, onde tem atuado como docente e pesquisadora na área de Produção Editorial. É autora dos livros: O mundo dos jornalistas, O livro no jornal e Juventude e televisão. Organizou várias coletâneas, como: Antropologia e comunicação com Patrícia Farias, Arquivos pessoais: reflexões multidisciplinares e experiências de pesquisa com Joëlle Rouchou e Luciana Heymann e Antropologia da comunicação de massa com Sílvia Nogueira. É coordenadora do grupo de pesquisa CIEC - Coordenação Interdisciplinar de Estudos Contemporâneos - desde 2016. Suas áreas de interesse e pesquisa são: jornalismo, literatura, televisão, leitura, etnografia da comunicação e do digital.
PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS:

TRAVANCAS, Isabel; NOGUEIRA, Sílvia. (orgs.) Antropologia da comunicação de massa. João Pessoa: Ed.UEPB, 2016.

TRAVANCAS, Isabel. Los adolescentes de Barcelona y la experiência de la lectura. In: FRANZÉ, Adela y POVEDA, David (orgs.). Miradas y voces etnográficas en la educación. Madri: 2014, p. 72-76.   

TRAVANCAS, Isabel.  A experiência do trabalho de campo no universo da comunicação.  Extraprensa, São Paulo, v. 7,  p. 19-25, nº 2, 2014.

TRAVANCAS, Isabel. Juventud y lectura: una investigación sobre adolescentes em Barcelona. GRAFO Working Papers, Barcelona, v. 3, p. 47-73, 2014.

TRAVANCAS, Isabel; FERREIRA, Sónia. Antropologia da mídia: um campo em construção no Brasil e em Portugal. Famecos, v.21, p. 622-646, nº 2, 2014.

TRAVANCAS, Isabel. O livro como produto midiático e os estudos de recepção. Contracampo. Niterói: v. 26, p. 87-105, nº 1. 2013.

TRAVANCAS, Isabel. An ethnography of journalist production – case studies of the Brazilian press. Brazilian Journalism Research, v. 6, p. 82-102, nº 2, 2010.

TRAVANCAS, Isabel. Juventude e televisão: a recepção do noticiário televisivo – Jornal Nacional. Lumina. Juiz de Fora. v. 4, nº 1, p.1-16, 2010.

TRAVANCAS, Isabel.  Drummond na imprensa: algumas crônicas das décadas de 1940 a 1950. Revista Brasileira de Ciências da Comunicação (Intercom). São Paulo. v. 31, p. 123-138, 2008.

TRAVANCAS, Isabel. A coluna de Ibrahim Sued: um gênero jornalístico. Revista Brasileira de Ciências da Comunicação (Intercom). São Paulo. v. 24, p. 109-122, 2001.

PROJETO DE PESQUISA:

Correspondência amorosa em tempos digitais

Descrição
Este projeto de pesquisa é resultado de três interesses: analisar e problematizar o papel das cartas e da correspondência digital nas relações amorosas no século XXI; discutir o amor na contemporaneidade através de um grupo de pessoas na faixa de 40 anos e, por fim, mergulhar no universo das mídias sociais como lugar de interação e foco desse estudo.
Pretendo, a partir do acesso à correspondência de parceiros amorosos que vivem distantes um do outro, seja em cidades, países ou continentes diferentes, expressa nas redes sociais como Facebook, nos correios digitais como e-mail e em aplicativos de comunicação como WhatsApp, entender a construção dessas relações e seus processos. Para isso realizarei uma etnografia on line e off line em um universo de homens e mulheres adultos com mais de 40 anos, residentes no Rio de Janeiro e em Barcelona. A ideia é formar um grupo variado de casais hererossexuais e homossexuais. Será importante investigar também com incidem sobre essas práticas amorosas no digital as noções de fidelidade, ciúme, paixão e comprometimento, fundamentais para entender o que muda e o que permanece nas relações virtuais.
Esta pesquisa estabelece um contraponto com projetos mais amplos de investigação sobre redes socais desenvolvidos no Brasil (Rifiotis, 2010, 2016; Amaral, 2007, 2008; Campanella, 2008, 2012, Barros, 2016; Segata 2008, 2015, Lemos 2007, 2013). E se insere em um conjunto maior de estudos produzidos por pesquisadores do campo da comunicação focando as interpretações e ressignificações das relações amorosas expressas por grupos distintos dentro do universo digital.
Grande parte das pesquisas sobre redes sociais tem como universo a juventude, categoria privilegiada na cultura de massa das sociedades capitalistas. Trata-se de uma identidade social comunicada e reconhecida através da Indústria Cultural. Entretanto, creio que ainda são raras as pesquisas sobre os usos, apropriações e significações dos lugares virtuais por outra camada da população: homens e mulheres com mais de 40 anos. Há uma ênfase dos próprios meios de comunicação na adesão da juventude às novas tecnologias, como se a maturidade afastasse homens e mulheres dessa forma de comunicação e de relação.
Como esta parcela da sociedade faz uso das redes sociais? Com que frequência acessa a internet, escreve e-mails, entra em suas contas no Facebook, envia mensagens pelo WhatsApp? Será tão distinta dos jovens?
Minha hipótese é que esses adultos tem uma relação diferente dos jovens com as mídias sociais e a comunicação virtual. Talvez não estejam tão intensamente conectados, talvez façam usos diversos das novas tecnologias, o que não quer dizer que não se comuniquem e não se relacionem amorosamente através delas. Será interessante pensar quais são as redes sociais privilegiadas por esses adultos e como se dá o seu acesso.
A bagagem dos estudos da comunicação e das pesquisas antropológicas será fundamental para que se desvendar as práticas sociais e os usos individuais das redes sociais por casais que estão juntos amorosamente e separados geograficamente. Além dos estudos do campo da comunicação, são importantes as contribuições de antropólogos estrangeiros como Ardévol (2003, 2005) Hine (2003, 2005), e em especial a obra de Daniel Miller (2001, 20014, 2011, 2012) todas elas fundamentais para essa investigação.
O presente projeto buscará estabelecer um diálogo com os trabalhos sobre comunicação, cidade, consumo e mundo digital desenvolvidos pelos pesquisadores do CIEC – Coordenação Interdisciplinar de Estudos Contemporâneos –, grupo de pesquisa ligado a este Programa de Pós- Graduação.

 

CURRÍCULO LATTES
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
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