Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
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MÍDIA E MEDIAÇÕES SOCIOCULTURAIS
Micael Herschmann
Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e formação pós-graduada (mestrado e doutorado) em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realizou ainda cinco estágios pós-doutorais: uma em Comunicação (na Universidade Complutense de Madri, em 2006) e mais quatro em Ciências Sociais (na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 2014; na CLACSO, em 2015; na École de Hautes Études en Sciences Sociales; em 2019; na Université Paul-Valéry Montpellier, em 2020). Em duas ocasiões foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ (primeiramente entre 2007 e 2009, e, posteriormente, entre 2017 e 2019). Com apoio do Programa CAPES-PRINT foi Professor Visitante Sênior do Departamento de Sociologia da Université Paul-Valéry de Montpellier, França (em 2020). Atualmente é: pesquisador 1D do CNPq; Cientista do Nosso Estado da FAPERJ (na categoria sênior) pela segunda vez; Professor Titular da Escola de Comunicação da UFRJ; docente vinculado a linha de pesquisa Mídia e Mediações Socioculturais do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ; e coordenador geral do Núcleo de Estudos e Projetos em Comunicação (vinculado também ao PPGCOM da UFRJ). É um dos membros fundadores dos seguintes GTs: Comunicação, Música e Entretenimento (da INTERCOM) e Estudos de Som e Música (da COMPÓS). Vem desenvolvendo as seguintes investigações: "Cidades Musicais do Estado do Rio de Janeiro" e "Cartografias Sensíveis das Cidades Musicais do Estado do Rio de Janeiro” (projetos que contam com o apoio do CNPq, da CAPES e da FAPERJ). Vem trabalhando nos últimos anos com os seguintes tópicos: comunicação & cultura urbana; cidades criativas; estudos som e música; juventude, espacialidade & políticas públicas (para mais informações cf. o site/blog do pesquisador: https://micaelherschmann.wordpress.com).

PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS:

FERNANDES, C.S.; HERSCHMANN, M. (orgs.) Cidades Musicais. Porto Alegre: Sulina, 2018.

FERNANDES, C.S., MAIA, J., HERSCHMANN, M. (orgs.). Comunicações e Territorialidades. São Paulo: Anadarco, 2012.

FREIRE FILHO, J., RIBEIRO, A. P.; HERSCHMANN, M. (orgs.). Entretenimento, Felicidade e Memória. São Paulo: Anadarco, 2012.

FREIRE FILHO, J. HERSCHMANN, M. (orgs.). Novos Rumos da Cultura da Mídia. Rio de Janeiro: Mauad X, 2007.

HERSCHMANN, M.; Fernandes, C.S. Música nas ruas do Rio de Janeiro. São Paulo: Ed. INTERCOM, 2014.

HERSCHMANN, M. (org.). Nas bordas no mainstream musicalSão Paulo: Estação das Letras e Cores Editora, 2011.

HERSCHMANN, M. Indústria da Música em Transição. São Paulo: Estação das Letras e das Cores, 2010.

HERSCHMANN, M. Lapa, cidade da música. Rio de Janeiro: Mauad X, 2007.

HERSCHMANN, M.; PEREIRA, C.A.M. (orgs.). Mídia, Memória & Celebridades. Rio de Janeiro: E-Papers, 2003.

HERSCHMANN, M. O funk e o hip hop invadem a cena.  Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2000.

HERSCHMANN, M. (org.). Abalando os anos 90. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.

RIBEIRO, Ana Paula Goulart, HERSCHMANN, M. (orgs.). Comunicação e História. Rio de Janeiro: Mauad X, 2008.

PROJETO DE PESQUISA:
Comunicação e Música nos Espaços Urbanos do Estado do Rio de Janeiro - construindo cartografias das cidades de Paraty, Rio das Ostras, Conservatória e Rio de Janeiro

Descrição
A partir dos quatro estudos de caso das cidades de Paraty, Rio das Ostras, Conservatória e Rio de Janeiro, busca-se avaliar a importância das atividades musicais realizadas ao vivo e nos espaços públicos e privados por artistas, coletivos e/ou redes sociais para a ressignificação destas urbes do Estado do Rio de Janeiro, isto é, busca-se analisar a capacidade das manifestações musicais (e todas as atividades de entretenimento e gastronomia articuladas as mesmas) em converter estes territórios em espaços mais democráticos, mais sustentáveis e com dinâmicas que promovam menos ?divisões sociais? nas localidades, mesmo em um período marcado por políticas públicas mais conservadoras. Parte-se do pressuposto de que há uma ?cultura musical? potente nestas localidades, praticada por diversos atores (a grande maioria engajados) é que é capaz de criar condições não só para a ampliação da sociabilidade, mas também para a ressignificação inovadora dos espaços dessas cidades. Evidentemente, estas urbes possuem também um número consistente de atividades musicais que são programadas por grandes empresas (e pelo Estado) para serem realizadas em espaços privados e essas têm uma função importante na construção de um imaginário urbano e ?territorialidades? e sociabilidades que gravitam em torno da música. A hipótese central deste projeto é a de que existiriam ?cidades criativas? pelo Brasil e pelo mundo (evidentemente, que com suas respectivas e relevantes singularidades), tais como as quatro cidades que vêm sendo pesquisadas no âmbito deste projeto. Um pouco distinto da noção de cidades musicais, tal como foi formulada pela UNESCO, emprega-se este conceito aqui para designar localidades que possuem ?territorialidades sônico-musicais? significativas que pela ação do tempo promovem expressivas modificações no imaginário e cotidiano urbano. Ou seja, essas ?territorialidades? ? pela recorrência da sua presença, intensidade dos afetos, enorme mobilização, pluralidade e pela sua multiplicação em diversas áreas ? acabam produzindo efeitos significativos em partes da cidade ou nessas urbes como um todo. Com esta pesquisa visa-se também subsidiar a reconstrução de uma renovada agenda de políticas públicas (com foco na área cultural) mais democrática, colaborando assim, entre outras coisas, para o fomento da diversidade cultural regional e para o Desenvolvimento Local do RJ. Parte-se da premissa de que o campo da comunicação tem uma importante contribuição a dar neste momento, isto é, pode subsidiar com suas reflexões a construção de estratégias que auxiliem os atores locais a ressignificar dinâmicas de localidade de algumas cidades do Estado do Rio de Janeiro. Esta investigação vem sendo realizada no âmbito do Núcleo de Estudos e Projetos em Comunicação, grupo de pesquisa que está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da ECO/UFRJ. Vale a pena salientar ainda que este projeto de pesquisa propõe uma continuidade em relação à pesquisa que já estava sendo realizada com bolsa PQ nessas quatro cidades, desde 2017.

 

CURRÍCULO LATTES
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REVISTA ECO-PÓS
v.24, n.03 (2021)
Apropriações e ressignificações na arte e no pensamento
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