Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
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MÍDIA E MEDIAÇÕES SOCIOCULTURAIS
João Freire Filho
Doutor em Literatura Brasileira pela PUC-Rio. Realizou pós-doutorado sênior no PPGCOM da UFMG. É bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq (Nível 1D). Ministrou cursos como professor convidado nos programas de pós-graduação da UFBA, da PUC-RS, da UFMG, da UFSM e da UFRN. Recebeu o Prêmio Compós de orientador da melhor tese de doutorado, em 2011 e em 2018. Coordena o Núcleo de Estudos de Mídia, Emoções e Sociabilidade — NEMES (https://www.nemesufrj.com/), cadastrado no diretório de grupos de pesquisa do CNPq. Autor e organizador de diversos livros, dentre eles: Reinvenções da resistência juvenil: os estudos culturais e as micropolíticas do cotidiano (Mauad, 2007); A TV em transição: tendências de programação no Brasil e no mundo (Sulina, 2009); Ser feliz hoje: reflexões sobre o imperativo da felicidade (FGV, 2010); A promoção do capital humano: mídia, subjetividade e o novo espírito do capitalismo (Sulina, 2011 — com Maria das Graças Pinto Coelho); Entretenimento, felicidade e memória: forças moventes do contemporâneo (Anadarco, 2012 — com Ana Paula Goulart Ribeiro e Micael Herschmann); Celebridades no século XXI: transformações no estatuto da fama (Sulina, 2014 — com Vera França e Lígia Lana).

PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS:
LEAL, Tatiane; FREIRE FILHO, João; ROCHA, Everardo. Torches of Freedom: mulheres, cigarros e consumo. Comunicação, Mídia e Consumo (São Paulo. Impresso), v. 13, p. 48-72, 2016.

FREIRE FILHO, João. Era uma vez o "país da alegria": mídia, estados de ânimo e identidade nacional. Intexto, v. 2, p. 401-420, 2015.

FREIRE FILHO, João; LEAL, Tatiane. "Mas por que, afinal, as mulheres não sorriem?": jornalismo e as razões da (in)felicidade feminina. Ciberlegenda (UFF. Online), v. 2, p. 8-20, 2015.

FREIRE FILHO, João; LANA, L. C. C. Pacto de Visibilidade: Mídia, Celebridades e Humilhação. Contracampo (UFF), v. 30, p. 4-23, 2014.

FREIRE FILHO, João. A nova mitologia esportiva e a busca da alta performance. Revista de Comunicação e Cultura, v. 13, p. 39-52, 2012.

FREIRE FILHO, João. O poder em si mesmo: jornalismo de autoajuda e a construção da autoestima. Revista FAMECOS (Impresso), v. 18, p. 717-745, 2011.

FREIRE FILHO, João. Os estudos culturais e os deslocamentos do domínio estético. Eco (UFRJ), v. 12, p. 143-164, 2009.

FREIRE FILHO, João; LEMOS, João Francisco de. Imperativos de conduta juvenil no século XXI: a "Geração Digital" na mídia impressa brasileira. Comunicação, Mídia e Consumo (São Paulo), v. 5, p. 11-26, 2008.

FREIRE FILHO, João. Mídia, subjetividade e poder: construindo os cidadãos-consumidores do Novo Milênio. Lugar Comum (UFRJ), v. 25-26, p. 89-103, 2008.

FREIRE FILHO, João; CASTELLANO, Mayka; FRAGA, Isabela. "Essa tal de sociedade não existe": o privado, o popular e o perito no talk show Casos de Família. E-Compós (Brasília), v. 11, p. 2, 2008.
PROJETO DE PESQUISA:
No Lugar do Outro: Pedagogias e Tecnologias da Empatia

Resumo

A empatia sobressai, na atualidade, como uma panaceia universal, capaz de remediar urgentes problemas sociais: dos “excessos” do individualismo ao “drama” dos refugiados; das “polarizações” políticas às mais diversas formas de bullying, assédio e preconceito. Psicólogos, neurocientistas, educadores e militantes dos movimentos negro e feminista enaltecem os prodigiosos efeitos da empatia na promoção da civilidade e da justiça social. Organizações internacionais fomentam a identificação empática com as aflições alheias, em campanhas de defesa dos direitos humanos; gurus da administração, por sua vez, exaltam as vantagens da “empatia organizacional” para “extrair o melhor” dos recursos humanos das empresas, aumentando o rendimento. Uma incessante produção de investigações científicas promete tornar a experiência empática apreensível, governável e utilizável de modos cada vez mais precisos.
O objetivo desta pesquisa é, justamente, analisar como variados relatos jornalísticos articulam e referendam os conhecimentos peritos sobre o que constitui a “essência”, as “potencialidades” e os “limites” da empatia, demonstrando ou instruindo de que maneira devemos cultivar esta competência, exercitar este poder, controlar esta capacidade, em diferentes contextos e com distintos propósitos econômicos e sociais. Interessa-me, mais precisamente, ressaltar as ambiguidades éticas e as implicações políticas das pedagogias e das tecnologias para a formação de sujeitos empáticos, presumidamente dispostos e habilitados a colocar-se no lugar do outro, por meio da sensibilidade e/ou da imaginação, cruzando barreiras sociais e culturais, ultrapassando fronteiras geográficas.
Com base em que saberes e autoridades a mídia ajuda a configurar a empatia como uma utopia comunicacional do nosso tempo? De que maneira a empatia é diferenciada de outras formas de atenção moral e de outros tipos de conexão afetiva e sentimento solidário? Como é justificada a sua necessidade em situações e contextos específicos? Quais são as práticas e as técnicas indicadas para o cultivo da habilidade empática? Que condições sociais, culturais, políticas e econômicas são assinaladas como prejudiciais para o seu desenvolvimento? Que limites (epistemológicos, psicológicos ou éticos) são estabelecidos para o conhecimento e as identificações empáticas? Estas são algumas das questões essenciais e inter-relacionadas que planejo responder ao longo de minha pesquisa.
O quadro de referência teórico da investigação é composto, fundamentalmente, por reflexões filosóficas e por estudos históricos sobre os conceitos de comunicação e de empatia (e noções cognatas ou afins, como simpatia e compaixão). Para o exame dos textos jornalísticos que integram o corpus empírico, baseio-me em procedimentos de análise de discurso propostos por Michel Foucault, em suas pesquisas arqueológicas e genealógicas.

Palavras-Chave: Empatia; Discurso; Jornalismo; Ciência; Poder.

 

CURRÍCULO LATTES
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REVISTA ECO-PÓS
v.24, n.03 (2021)
Apropriações e ressignificações na arte e no pensamento
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