Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
// CORPO DOCENTE
MÍDIA E MEDIAÇÕES SOCIOCULTURAIS
Eduardo Granja Coutinho
Doutor em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é professor do Departamento de Fundamentos de Comunicação e  Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da mesma instituição. Realizou pós-doutorado na Universidade da Calábria (Itália). Tendo como referência a problemática das relações entre comunicação e hegemonia, vem se dedicando ao estudo de processos comunicacionais contra-hegemônicos no mundo contemporâneo. Pesquisador nas áreas de teoria da comunicação e história da cultura, sua perspectiva envolve a consideração de que, a despeito do poder planetário das grandes corporações midiáticas, de sua avassaladora capacidade de criar o consenso necessário à dominação do capital, verificam-se, no âmbito da sociedade civil, inúmeras experiências culturais e comunicacionais de contestação, pressão e resistência. Esta perspectiva orienta o conjunto de sua produção, particularmente em seus livros: Velhas histórias, memórias futuras: o sentido da tradição na obra de Paulinho da Viola (EdUERJ, 2002) e Os cronistas de Momo: imprensa e carnaval na Primeira República (Editora UFRJ, 2006) e A comunicação do oprimido e outros ensaios (Mórula, 2014). Organizou diversas coletâneas, entre elas: Comunicação e contra-hegemonia: processos culturais e comunicacionais de contestação, pressão e resistência (Editora UFRJ, 2008) e Ecos do golpe: a persistência da ditadura 50 anos depois (Mórula, 2014).
PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS:
COUTINHO, E. G. Hegemonia e linguagem: clichês midiáticos e filosofia das massas. Avatares de la comunication y la cultura, v. 1, p. 82-92, 2012.

COUTINHO, E. G.; LEAL, C. S. Reificação e hegemonia: uma aproximação. Revista Novos Rumos, v. 49, p. 107-116, 2012.

COUTINHO, E. G. "Cala a boca, Galvão!": hegemonia, linguagem e filosofia e espontânea das massas. Lumina (UFJF. Online), v. 5, p. 1-15, 2011.

COUTINHO, E. G. Letras e tretas: a crônica da fuzarca. Revista Interfaces (UFRJ), v. 2, p. 26-37, 2008.

COUTINHO, E. G.; PAIVA, R. Escola Popular de Comunicação Crítica. E-Compós (Brasília), v. 8, p. 8, 2007.

COUTINHO, E. G. Sobre a crônica carnavalesca. Lumina, v. 7, p. 1-15, 2006.
PROJETO DE PESQUISA:
Mídia, paixão e hegemonia

Descrição
No pensamento político de Antonio Gramsci há elementos valiosos para uma análise crítica das relações atuais entre mídias, paixão e política. Apesar de não ter conhecido em toda sua extensão o poder das mídias eletrônicas, este intelectual não deixa de sinalizar o movimento pelo qual os nascentes meios de comunicação de massa, notadamente a indústria radiofônica e a chamada imprensa marrom, tornam-se eficazes aparelhos de construção de hegemonia, isto é, de organização da vontade coletiva das massas. Gramsci já vislumbrava naquela época a influência decisiva que as novas tecnologias começavam a exercer sobre a esfera política, criando imagens e reforçando sentimentos como parte da estratégia de controle sobre a sociedade. Foi precisamente o nazi-fascismo que tomou a dianteira no uso dessas novas técnicas sociais, iniciando, como observou Otávio Ianni, um deslocamento radical do lugar da política e do modo de construir hegemonias e soberanias em todo o mundo. Esta investigação busca justamente fazer um balanço – desta perspectiva proposta por Gramsci – do papel desempenhado pelas mídias na organização das paixões e afetos populares, compreendidos, assim, como componentes fundamentais da construção da hegemonia burguesa. Na sociedade contemporânea, midiaticamente administrada, os espetáculos do poder, nos quais não faltam sensação, emoção, vertigem, reforçam sentimentos a serem orientados politicamente para a manutenção da ordem (assiste-se à encenação de certo tipo de drama que se coloca como um simulacro do drama da história, de modo a induzir correntes de opinião e impedir qualquer reflexão das massas sobre sua própria condição). Note-se, no entanto (e este é um dos objetivos centrais desse projeto), que não são apenas as elites que lançam mão de "símbolos", "formas dramáticas" para despertar e orientar a vontade das massas: os atores constroem também projetos contra hegemônicos potentes no cotidiano. Para Gramsci, o pensamento crítico por si só não transforma o mundo: é preciso que ele seja tocado pela paixão. Diante da constatação inevitável do grande poder do "príncipe eletrônico" (a mídia negocista) na construção da hegemonia burguesa, as questões teóricas cruciais lançadas por Gramsci (entre elas: o que torna a civilização burguesa tão resistente?) evidenciam a sua contemporaneidade. Vale ressaltar ainda que este projeto está sendo desenvolvido no grupo de pesquisa LECC-PPGCOM/UFRJ e está vinculado a linha de pesquisa Mídia e Mediações Socioculturais.

 

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REVISTA ECO-PÓS
v.20, n.2 (2017)
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