PERFIL - PROJETO DE PESQUISA - PUBLICAÇÕES PARA DOWNLOAD - CURRÍCULO LATTES
| Perfil |
Marcio Tavares d'Amaral é professor emérito da UFRJ, trabalhando na Escola
de Comunicação, ministrando aulas na graduação e pós graduação, orientando
dissertações de mestrado, teses de doutorado e atividades de iniciação
científica. Realiza atividades de pesquisa no Programa Transdisciplinar de
Estudos Avançados - Programa IDEA -, que fundou em 1981 e dirige desde
então. Dentro do IDEA, dirige e trabalha como pesquisador no Laboratório de
História de Sistemas de Pensamento (transIDEA). Sua linha de estudos
concentra-se em procurar uma resistência não-reativa nem ressentida à
pretensão pós-moderna ao discurso único globalizado. Para tanto,
concentra-se na análise das origens e desenvolvimento da cultura ocidental,
herdeira dos paradigmas grego e judaico, entre razão e fé, filosofis/ciência
e religião, tendo como pano de fundo a atual passagem de uma cultura da
comunicação (fundamento-real-verdade) para uma cultura da informação
(eficácia-virtual-simulação/simulacros), do Sentido ao consumo.Formou-se em
direito e ciências sociaos na PUC-Rio, fez mestrado em comunicação e
doutorado em letras na UFRJ e pós-doutorado na Sorbonne (Universidade de
Paris V). Publicou 21 livros, inclusive em colaboração com seus associados
de pesquisa, nas áreas de filosofia, filosofia da comunicação e história da
filosofia, romance, poesia e biografias históricas. PUBLICAÇÕES IMPRESSAS: Comunicação e Diferença: uma filosofia de guerra para uso dos homens comuns, UFRJ, 2004; A primavera da esperança: um cristianismo para amanhã, in: O medo no Ocidente, PUC-Rio, 2006; Sobre tempo, considerações intempestivas, in: Tempo dos Tempos, Jorge Zahar Editor, 2003; A tangente: escatologia e profecia, in: Profetas e Profecias, Edições Loyola e PUC-Rio, 2002; O futuro da psicanálise, in: O Futuro da Psicanálise, NovaMente/Contracapa, 2002; Artigos: Sobre "sociedade de conhecimento" : um labirinto, uma saída. Revista Tempo Brasileiro, 2003; Filosofia, história, religião: para um novo olhar sobre a verdade. Revista Tempo Brasileiro, 2002; Poesia: Segunda Notícia do Anjo, Editora Frutos, 2006. Eu, indivíduo. Rio de Janeiro: UFRJ -Tempo Brasileiro. A máquina e seu avesso. Freitas Bastos, 1989. Em colaboração com Emmanuel Carneiro Leão, Muniz Sodré e Francisco Antônio Dória. O homem sem fundamentos. Rio de Janeiro: UFRJ-Tempo Brasileiro. Contemporaneidade e Novas Tecnologias. (org.) Rio de Janeiro: Sette Letras. Tempo dos Tempos. (org.) Rio de Janeiro: Zahar.
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| Projeto de Pesquisa: Uma cultura da comunicação ainda é possível? O Princípio do Mal e a sociedade de informação. |
Uma estrutura de comunicação supõe a concomitância de um certo número de elementos. Entre eles se destacam: a comunidade de códigos; a expectativa de produção de um sentido entre as partes; a referência a um real como horizonte de nomeação, a que o sentido serve; a crença na verdade como horizonte de possibilitação do sentido; a produção da linguagem como uma atividade construtiva entre; a segurança de um fundamento que permita avaliar o "teor de realidade" de um processo comunicacional. Todos esses elementos apontam para a alteridade como estruturante: da comunicação com o interação; do sentido como diferença; do real como atrator; da verdade como possível; da linguagem como ligação; do fundamento como decisão. Qualquer abalo na dimensão estruturante da alteridade põe em risco a comunicação na sua possibilidade de ser. E nenhum abalo poderia ser mais agudo do que a supressão da referência: o rral torna-se puramente imagético, representação de nada de outro; a comunidade real desfaz-se na virtualidade de comunidades meramente potenciais; a verdade dissolve-se no simulacro; o sentido já não se produz entre, mas dirige-se a (como sinal, marcador da disponibilidade para o consumo); a linguagem instrumentaliza-se na ordem tecno-lógica dos algoritmos e da formalização; e o fundamento desaparece numa cultura que não mais se indaga no regime das causas mas se sustenta apenas na dimensão da eficácia. A hipótese deste projeto (hipótese da irreferência) é a de que um tal abalo está em trânsito, na passagem de uma cultura comunicacional para uma cultura informacional-virtualizante. O epifenômeno desse trânsito é a nova configuração do Mal na nossa cultura: suprimida a alteridade como estruturante, o outro pode perecer. Na pergunta sobre a (ainda) possibilidade de uma cultura comunicacional o princípio do Mal está em jogo. |
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