Prof. João Freire Filho

PERFIL - PROJETO DE PESQUISA - PUBLICAÇÕES PARA DOWNLOAD - CURRÍCULO LATTES

Perfil

João Freire Filho possui título de Mestre e Doutor em Literatura Brasileira pela PUC-Rio. Atualmente, é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da ECO/UFRJ. Entre 2002 e 2007, coordenou quatro projetos de pesquisas, com apoio financeiro do CNPq, da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e da Fundação José Bonifácio (FUJB). Ganhou, em 2005, o prêmio Antonio Luís Vianna da FUJB/UFRJ pelos resultados obtidos com o auxílio de pesquisa recebido em 2004. Foi coordenador do GT Comunicação e Sociabilidade da Compós, em 2007 e 2008. Foi editor da E-Compós (Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação) entre 2006 e 2009. Orienta, no momento, três doutorandos, quatro mestrandos e três bolsistas de iniciação científica. Publicou artigos e capítulos de livro em português, inglês e espanhol sobre os seguintes temas: história e teoria da TV; discursos e representações midiáticas; estudos sobre juventude; estudos culturais. Em sua pesquisa atual (financiada pelo CNPq), examina as pretensas decifrações televisivas dos significados e dos caminhos da felicidade, cujo denominador comum mais notável é a ênfase na responsabilidade, na escolha e na transformação individual – valores e princípios fundamentais da arte de governar neoliberal. A moldura investigava prevê o exame pormenorizado das articulações entre as estratégias de linguagem televisiva e procedimentos de subjetivação contemporâneos (técnicas de conhecimento, cuidado e domínio de si). O objetivo é avaliar de que maneiras a materialidade da linguagem televisiva contribui para encorajar o telespectador a agir livremente em benefício de sua felicidade, indicando – por intermédio da mobilização de histórias exemplares e conhecimentos especializados – as opções e as responsabilidades éticas de engajamento com o self e o seu entorno. Pesquisador nível 2 do CNPq.

PUBLICAÇÕES IMPRESSAS:
1. FREIRE FILHO, João (Org.). A TV em Transição: Tendências de Programação no Brasil e no Mundo. Porto Alegre: Sulina, 2009.
2. FREIRE FILHO, João (Org.); Borelli, Silvia (Org.). Culturas juvenis no século XXI. São Paulo: EDUC, 2008.
3. FREIRE FILHO, João (Org.); COUTINHO, Eduardo Granja (Org.); PAIVA, Raquel (Org.). Mídia e Poder: Ideologia, Discurso e Subjetividade. Rio de Janeiro: Mauad, 2008.
4. FREIRE FILHO, João. Reinvenções da resistência juvenil: os estudos culturais e as micropolíticas do cotidiano. Rio de Janeiro: Mauad, 2007.
5. FREIRE FILHO, João (Org.); HERSCHMANN, Micael (Org.). Novos rumos da cultura da mídia: indústrias, produtos, audiências. Rio de Janeiro: Mauad, 2007.
6. FREIRE FILHO, João (Org.); VAZ, Paulo (Org.). Construções do tempo e do outro: representações e discursos midiáticos sobre a alteridade. Rio de Janeiro: Mauad X, 2006.
7. FREIRE FILHO, João (Org.); JANOTTI JUNIOR, Jeder (Org.). Comunicação & música popular massiva. Salvador: Edufba, 2006.
8. FREIRE FILHO, João (Org.); HERSCHMANN, Micael (Org.). Comunicação, cultura e consumo. A (des)construção do espetáculo contemporâneo. Rio de Janeiro: E-papers, 2005.


Localização:

RJ, Brasil

Endereço de email:

jofreirefilho@hotmail.com

Projeto de Pesquisa: Felicidade Assistida - A TV, os Especialistas e o Governo da Vida Privada

 

Instigado por sua centralidade cultural e sua relevância política, elegi como tema de meu projeto de pesquisa as pretensas decifrações televisivas dos significados e dos caminhos da felicidade, cujo denominador comum mais notável é a ênfase na responsabilidade, na escolha e na transformação individual – valores e princípios fundamentais da arte de governar neoliberal. Tenciono investigar, mais especificamente, o papel dos guias televisivos da felicidade na produção de sujeitos que adotam, de maneira voluntária, as funções reguladoras de governo, em meio à sua busca pelo autodesenvolvimento e pela realização pessoal. Não se trata, pois, de pretender alcançar e desvelar a verdadeira felicidade, existente para além das distorções ou das ofuscações dos relatos midiáticos. Proponho-me, em vez disso, a examinar os efeitos de poder associados aos investimentos preponderantes em uma versão particular da vida boa, em detrimento de outras perspectivas e representações formuladas no passado ou possíveis ainda de serem aventadas. Como o telejornalismo e o entretenimento factual televisivo operam na definição dos elementos constitutivos da felicidade? Quais as estratégias projetadas para o monitoramento e para a regulagem dos espaços mais íntimos do corpo e da vida? Que modelos de personalidade, formas de conduta individual e padrões de relação interpessoal são valorizados? Quais identidades ou estilos de vida são apontados como problemáticos? Com base em que verdades e autoridades? Que conexões os programas de televisão estabelecem, eventualmente, entre posturas e opções individuais e o bem-estar familiar, comunitário, nacional e, até mesmo, global? Estas são questões essenciais e interrelacionadas que planejo responder ao longo da pesquisa, a partir da análise de matérias de telejornais e de programas de entretenimento factual – veiculados pela TV brasileira, nesse início de século – em que a busca pela felicidade avulta como intento pragmaticamente factível, eticamente legitimo e socialmente relevante. A moldura investigava da pesquisa prevê o exame pormenorizado das articulações entre as estratégias de linguagem televisiva e procedimentos de subjetivação contemporâneos (técnicas de conhecimento, de cuidado e de domínio de si). Meu principal objetivo, portanto, é avaliar de que maneiras a materialidade da linguagem televisiva (posicionamento e movimento de câmera; edição de imagens; sonorização; estrutura narrativa etc.) contribui para inspirar ou encorajar o telespectador a agir livremente em benefício de sua felicidade, indicando – por intermédio da mobilização de emoções, valores, histórias exemplares e conhecimentos especializados – as opções e as responsabilidades éticas de engajamento com o self e com o seu entorno. Entre outros avanços científicos, a pesquisa almeja contribuir para a formulação de um quadro de referência teórico e ferramentas metodológicas que ampliem o entendimento de como os artefatos midiáticos auxiliam na regulagem do corpo social, mediante a ativação das expectativas, das ansiedades e das culpas dos próprios indivíduos.
Palavras-Chave: Televisão; Felicidade; Produção de Subjetividade; Discurso; Neoliberalismo; Michel Foucault.

   

Publicações para Download
 

Famecos força expressão estereótipo
Casos de Família
TV Signo y Pensamiento
Novos Rumos da Cultura da Mídia
Estudos Culturais e Estética
Gosto Popular Popularesco JLCS
Estereótipo
TV em Transição
Mídia, Consumo Cultural e Estilo de Vida
Representações da Juventude
POS-SUB
Reivenções
Revista Capricho
TV Galáxia
RESENHA Culturas Juvenis no Século XXI
Resistência
Sociedade do Espetáculo
TV JLCS
RESEÑA Culturas Juvenis no Século XXI

Geração Digital