Profa. Fernanda Bruno

PERFIL - PROJETO DE PESQUISA - PUBLICAÇÕES PARA DOWNLOAD - CURRÍCULO LATTES

Perfil

Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ e Pesquisadora do CNPq. Coordena, desde 2005, a Linha de Pesquisa “Tecnologias da Comunicação e Estéticas” do PPGCOM/UFRJ e o CiberIdea: Núcleo de Pesquisa em tecnologias da comunicação, cultura e subjetividade/UFRJ. Áreas de pesquisa e interesse: tecnologias da comunicação e da cognição; dispositivos de visibilidade e vigilância; produção de subjetividades nas culturas moderna e contemporânea. Projeto de pesquisa atual (2007-2010): Visibilidade, vigilância e subjetividade nas novas tecnologias de informação e de comunicação (Apoio – CNPq).

 



PUBLICAÇÕES IMPRESSAS:
BRUNO, Fernanda; LINS, Consuelo da Luz. Estéticas da Vigilância. Revista GLOBAL – Brasil, número 7, dez/jan/fev, pp. 38-39, 2007.

PIMENTEL, Cesar Pessoa; BRUNO, Fernanda. Corpo, sujeito e visibilidade: implicações das biotecnologias sobre a tópica da interioridade. Interações, São Paulo, v. 22, 2006.

BRUNO, Fernanda; PIMENTEL, Cesar Pessoa. A vida no banco de dados: a visibilidade do corpo informacional a previsão de individualidades. Contracampo Revista do Programa de Pós- Graduação em Comunicação/UFF, Niterói/RJ, v. 12, p. 127-139, 2005.

BRUNO, Fernanda. A rede e o problema da mediação: uma nota sobre o ciberespaço. Série Documenta, Rio de Janeiro, v. VIII, n. 12-13, p. 185-212, 2003.

BRUNO, Fernanda. Tecnologias cognitivas e espaços do pensamento. In: FRANÇA, Vera;
WEBER, Maria Helena; PAIVA, Raquel; SOVIK, Liv. (Org.). Livro da XI Compós 2002: Estudos de Comunicação. Sulina, 2003, v. 1, p. 193-217.


PUBLICACOES DIGITAIS:
BRUNO, Fernanda.As formas híbridas da cognição na atualidade
Types of self-surveillance: from abnormal to the individuals at risk
URL: http://www.surveillance-and-society.org/articles1%283%29/self.pdf

BRUNO, Fernanda. Dispositivos de vigilância no ciberespaço: duplos digitais e identidades simuladas. Revista Fronteira, São Leopoldo/RS, v. VIII, p. 152-159, 2006. Disponível em: http://www.unisinos.br/publicacoes_cientificas/revista_fronteiras/index.php?option=com_content&task=view&id=43&Itemid=124&menu_ativo=active_menu_sub&marcador=124

BRUNO, Fernanda. O biopoder nos meios de comunicação: o anúncio de corpos virtuais.
Comunicação Mídia e Consumo, São Paulo, v. 3, n. 6, p. 63-79, 2006. Disponível em: http://www.espm.br/ESPM/pt/Home/Global/Publicacoes/RevistaCmMdCsm/2006/Edicao6.htm

BRUNO, Fernanda; LEITÃO, Antônio Nogueira; LOBO, Artur; BOGHOSSIAN, Bruno de Freitas; ALBUQUERQUE, Luciana Santos Guilhon; GUIMARÃES, Natalia de Toni; BIANCOVILLI, Priscila. O oráculo de Mountain View: o Google e sua cartografia do ciberespaço. Ecompós, Brasilia, v. 6, p. 1-21, 2006. Disponível em: http://www.compos.org.br/e-compos/adm/documentos/ecompos06_agosto2006_fbruno.pdf

PIMENTEL, Cesar Pessoa; BRUNO, Fernanda. Da produção de sentido ao gerenciamento de informações: uma análise das implicações das neurociências e biotecnologias sobre a subjetividade. Ciência & Cognição, Rio de Janeiro, v. 8, n. 3, p. 88-96, 2006. Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/artigos/v08/m326101.htm

BRUNO, Fernanda. Quem está olhando? Variações do público e do privado em weblogs, fotologs e reality shows. Contemporânea Revista de Comunicação e Cultura, Salvador, v. 3, n. 2, p. 53-70, 2005. Disponível em: http://www.contemporanea.poscom.ufba.br/pdfjan2006/contemporanea_n3v2_bruno.pdf

BRUNO, Fernanda. A obscenidade do cotidiano e a cena comunicacional contemporânea. Revista da FAMECOS, Porto Alegre, v. 25, p. 22-28, 2004. Disponível em: http://www.pucrs.br/famecos/pos/revfamecos/25/Fernanda_Bruno.pdf

BRUNO, Fernanda e PEDRO, Rosa Maria Leite Ribeiro. Entre Aparecer e Ser: tecnologia, espetáculo e subjetividade contemporânea. Intexto, Porto Alegre, v. 11, p. 1-10, 2004. Disponível em: http://www.intexto.ufrgs.br/n11/a-n11a9.html

BRUNO, Fernanda. Máquinas de ver, modos de ser: visibilidade e subjetividade nas novas tecnologias de informação e de comunicação. Revista da FAMECOS, Porto Alegre, v. 24, p. 110-124, 2004. Disponível em: http://www.pucrs.br/famecos/pos/revfamecos/24/Fernanda.pdf

VAZ, Paulo; BRUNO, Fernanda. Types of self surveillance: from abnormality to individuals 'at risk'. Surveillance & Society, Newcastle, v. 1, n. 3, 2003. Disponível em: http://www.surveillance-and-society.org/articles1(3)/self.pdf


Localização:

RJ, Brasil

Endereço de email:

fgbruno@matrix.com.br

Projeto de Pesquisa: Visibilidade, vigilância e subjetividade nas novas tecnologias de informação e de comunicação
 

As tecnologias de informação e de comunicação ocupam um lugar central na relação entre visibilidade, vigilância e subjetividade na sociedade contemporânea. Tais tecnologias participam de uma série de transformações no modo como os indivíduos constituem a si mesmos a partir da relação com o olhar do outro, das táticas do ver e do ser visto. De um lado, reality shows, weblogs, fotologs e webcams promovem novos formatos de exposição de si, da vida íntima e privada. De outro lado, câmeras, chips, bancos de dados e programas computacionais de coleta e processamento de informação expõem as ações e comportamentos de inúmeros indivíduos a uma vigilância quase que contínua. Estes novos dispositivos dão continuidade a uma tendência inaugurada na Modernidade: a incidência do foco de visibilidade sobre o indivíduo comum, aspecto decisivo na produção de subjetividades e identidades. Do panoptismo disciplinar moderno à vigilância digital, fotologs e reality shows, os olhares se voltam para o indivíduo e sua vida ordinária. Mas se permanece presente esta íntima relação, instituída na Modernidade, entre a produção de subjetividade e a exposição do indivíduo comum à visibilidade, ela também ganha novos contornos. São estes contornos emergentes que se pretende explorar no âmbito dos dois ambientes e práticas comunicacionais mencionados: os novos formatos de exposição de si em weblogs e fotologs pessoais e as formas atuais de vigilância digital no ciberespaço.
Tais ambientes e suas respectivas táticas de visibilidade constituem duas faces de um processo que merece ser analisado em conjunto. A face ‘exibicionista’, que expõe ao público o que tradicionalmente se escondia, explicita a requisição do olhar do outro e a importância da imagem e da visibilidade na constituição e autenticação da subjetividade contemporânea. Realidade e visibilidade se encontram intimamente atreladas enquanto esta última é amplamente expandida. As bordas do visível expandem-se tanto no que concerne ao que é digno de nota e visibilidade – ser visto não mais é privilégio dos seres e feitos extraordinários e estende-se ao mediano e ao comum a todos – quanto ao que é passível de ser exposto a outrem – a intimidade sai dos recantos da vida privada para tornar-se matéria privilegiada de exposição pública.
A outra face põe em cena táticas de visibilidade cuja característica comum é a vigilância e onde a informação assume um papel central, em detrimento do olhar, que se torna cada vez mais digitalizado. Trata-se, aqui, de uma visibilidade informacional, garantida não tanto pela visão ou observação visual, mas pelos sistemas de coleta, registro e processamento de informação que hoje encontram-se inscritos no ciberespaço. As ações e comunicações efetuadas no ciberespaço são facilmente convertidas em informações e/ou conhecimento sobre indivíduos ou grupos, gerados em bancos de dados e suas técnicas de elaboração de perfis computacionais. Vemos emergir nessa forma de vigilância um novo sistema de identificação e de produção de identidades que visa sobretudo prever e antecipar gostos, preferências, padrões ou tendências comportamentais, riscos ligados à saúde, à segurança etc de indivíduos que serão classificados em perfis de consumidores, infratores, doentes, vítimas potenciais etc.
Estas duas faces, onde ora prevalece a motivação de “ver”, ora a de ser visto, integram um só processo onde o que está em jogo é uma radical expansão da visibilidade, da qual as tecnologias de informação e comunicação são um dos principais agentes. No primeiro caso, há uma expansão de ordem espacial, no segundo, uma expansão de ordem temporal. Lá a visibilidade efetiva-se na tela e dirige-se ao olhar; aqui a visibilidade é de ordem informacional e se efetiva em bancos de dados e perfis computacionais. Este processo de duas faces reúne o que a Modernidade nos legou como os dois elementos-chave das máquinas de visibilidade e vigilância na formação de subjetividades e identidades: o olhar (ou a observação) e a informação.  Neste projeto, contrastaremos a forma e a função destes elementos nas sociedades moderna e contemporânea.
Deste modo, nosso objetivo geral é analisar os contornos emergentes na relação entre visibilidade, vigilância e subjetividade, no âmbito de dois grupos de fenômenos e processos emergentes nas novas tecnologias de informação e de comunicação:
a) as práticas de exposição de si e da vida íntima em weblogs e fotologs;
b) os dispositivos e procedimentos de vigilância digital na Internet, particularmente aqueles que envolvem a composição de bancos de dados e perfis computacionais. Os objetos privilegiados de análise neste caso serão a loja virtual Amazon.com e determinados serviços da Google (o mecanismo de buscas na Internet, os serviços publicitários Adsense e Adwords, o Zeitgeist, site que disponibiliza uma espécie de ranking das buscas de internautas em diversos países, e o site de relacionamentos Orkut).

Publicações para Download
 

As formas híbridas da cognição na atualidade.
Types of self-surveillance: from abnormal to the individuals at risk
Corpo, sujeito e visibilidade: implicações das biotecnologias sobre a tópica da interioridade
A vida no banco de dados: a visibilidade do corpo informacional e a previsão de individualidades
Estéticas da vigilância
A rede e o problema da mediação: uma nota sobre o ciberespaço
Tecnologias cognitivas e espaços do pensamento