PERFIL - PROJETO DE PESQUISA - PUBLICAÇÕES PARA DOWNLOAD - CURRÍCULO LATTES
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Henrique Antoun é Doutor em Comunicação pela ECO/UFRJ e Pesquisador do Grupo CIBERIDEA - Núcleo de pesquisa em tecnologia, cultura e subjetividade. PUBLICAÇÕES IMPRESSAS: O Poder da Comunicação e o Jogo das Parcerias na Cibercultura, In: Anais do XIII Encontro Anual da COMPÓS, São Bernardo, SP: COMPÓS/UMESP. Livro do XI Compós: estudos de comunicação, ensaios de complexidade, Porto Alegre: Sulina. PUBLICACOES DIGITAIS:
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| Projeto de Pesquisa: Mobilidade e Mediação: o problema da governabilidade democrática na cibercultura. |
O projeto, "Mobilidade e Mediação: O problema da governabilidade democrática na cibercultura", dá continuidade para as pesquisas e artigos que desenvolvo nos últimos cinco anos. A questão é analisar as perturbações trazidas para a prática democrática através das transformações na mediação propiciada pela mobilidade das redes. Partindo das perspectivas tanto do crescimento do ativismo dos grupos na sociedade; quanto do dominante uso instrumental da informação filtrada, como características atuais da cibercultura, este projeto vai examinar o estranho paradoxo que parece opor o poder da informação ao poder da comunicação nas praticas sociais. Enquanto, por um lado, o poder da informação constituiria o campo dos bancos e minas de dados, da propriedade intelectual, da venda de serviços e espetáculos através da rede tecnológica; o poder da comunicação, por outro lado, investiria e ampliaria o campo da partilha de conhecimentos e bens, da criação de valores, da resolução dos dilemas da ação coletiva e da geração de mercados e bens comuns. Deste modo a informação exprimiria o poder da propriedade e da exploração do capital social como uma potência da cooperação; enquanto a comunicação exprimiria o poder de valoração e organização autônomas do trabalho como uma potência da parceria. Para examinar melhor este paradoxo vamos considerar quatro blocos de problemas, relevando as questões da relação entre a mediação e a mobilidade nas formações de base da cibercultura para a sociedade; a saber, as comunidades virtuais e as redes de parceria. Em primeiro lugar o problema da integração e da dissolução da ordem social a partir da entrada em cena da virtualidade na formação das comunidades, com sua oscilação entre a cristalização e o movimento. Em segundo, o problema do estrutural e do ocasional na organização da sociedade, com a emergência da importância das formações em redes que oscilam sem cessar entre a hierarquia e a anarquia. Em terceiro, o problema do valor da cooperação e do conflito para a governabilidade democrática a partir da emancipação das organizações em rede que não geram teias de cooperação sem, ao mesmo tempo, constituir redes de confronto. Por último, o problema do necessário e do contingente para a ordenação social, a partir da disseminação das redes autônomas de produção e troca, onde a competição é indissociável da colaboração e a disputa se alia à partilha. A estas considerações iniciais vamos acrescentar uma avaliação das transformações qualitativas introduzidas pela virtualidade nas noções de "coisa" e de "lugar" que ganham com isso mobilidade de forma a afetar o modo de conceber a "propriedade" e a "comunidade." Vamos avaliar também a mudança qualitativa trazida pela mobilidade para a noção de "agente" e "ação" que recebem deste modo dons virtuais de forma a afetar o modo de conceber o "sujeito" e a "causalidade." Pontuar a avaliação dos conceitos de "comunidade virtual," "rede de parceria" e "mediação" com estes "lugares," "coisas," "agentes" e "ações" problematizados pela virtualidade e a mobilidade é a estratégia que vai nos permitir aliar a pesquisa teórica conceitual com a análise empírica do uso e do funcionamento das interfaces de impacto. Deste modo pode ser feita uma arqueologia e uma genealogia da rede interativa de comunicação distribuída. |
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