Profa. Ana Paula Goulart Ribeiro

PERFIL - PROJETO DE PESQUISA - PUBLICAÇÕES PARA DOWNLOAD - CURRÍCULO LATTES

Perfil

Ana Paula Goulart Ribeiro é formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense, tendo também cursado história na mesma instituição. Fez mestrado e doutorado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

É professora adjunta da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o curso de jornalismo. Faz parte do corpo docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação e é editora da revista ECO-PÓS. Foi responsável pela redação do livro Jornal Nacional: a notícia faz história e é autora do livro Imprensa e história no Rio de Janeiro dos anos 50.  

Suas áreas de interesse e pesquisa são: mídia e memória; história dos meios de comunicação; teoria da linguagem e análise do discurso. Atualmente desenvolve pesquisa intitulada “A imprensa carioca nos anos 1960-70: modernização e concentração” e coordena o projeto Memória do Jornalismo Brasileiro.


PUBLICAÇÕES IMPRESSAS:

Imprensa e história no Rio de Janeiro dos anos 50. Rio de Janeiro, E-papers, 2006. 
Jornal Nacional: a notícia faz história. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2004.
“Jornalismo, literatura e política: a modernização da imprensa carioca nos anos 1950”. In. Estudos Históricos, n. 31, 2003. Rio de Janeiro, CPDOC/FGV.
“Memória de Jornalista: um estudo sobre o conceito de objetividade nos relatos dos homens de imprensa dos anos 1950”. In FRANÇA, Vera [et.al]. Estudos de Comunicação. Livro do XI Compós. 2003. Porto Alegre, Sulina, 2003.
“A mídia e o lugar da história”. In. HERSCHMANN, Micael e PEREIRA, Carlos Alberto Messeder (org.). Mídia, memória e celebridades: estratégias narrativas em contextos de alta visibilidade. Rio de Janeiro, E-papers, 2003.
Imprensa e história no Rio de Janeiro dos anos 50. Rio de Janeiro, E-papers, 2006. 
Jornal Nacional: a notícia faz história. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2004.
“Jornalismo, literatura e política: a modernização da imprensa carioca nos anos 1950”. In. Estudos Históricos, n. 31, 2003. Rio de Janeiro, CPDOC/FGV.
“A mídia e o lugar da história”. In. HERSCHMANN, Micael e PEREIRA, Carlos Alberto Messeder (org.). Mídia, memória e celebridades: estratégias narrativas em contextos de alta visibilidade. Rio de Janeiro, E-papers, 2003.


PUBLICAÇÕES DIGITAIS:
A imprensa carioca nos anos 1960-70: modernização e concentração
URL: http://www.pos.eco.ufrj.br/revista/modules/wfsection/article.php?articleid=49

Discurso e poder: a contribuição barthesiana para os estudos de linguagem
URL: http://www.unicap.br/gtpsmid/artigos/ana-p.pdf

Clientelismo, corrupção e publicidade: como sobreviviam as empresas jornalísticas no Rio de Janeiro dos anos 1950?
URL: http://www.uff.br/mestcii/ana1.htm


Localização:

RJ, Brasil

Endereço de email:

apgoulart@terra.com.br

Projeto de Pesquisa: Mídia, memória e história: a imprensa carioca nos anos 1960-70.
 

Os anos 1960 e 1970 marcaram profundas transformações no jornalismo brasileiro. Nesse período, um processo de concentração das empresas jornalísticas se processou em todos níveis: quantitativo (com redução do número de títulos em circulação), qualitativo (instauração de uma diferenciação entre grandes e pequenos jornais) e financeiro (com a expansão de alguns grupos de imprensa). De 1957 a 1977, vários periódicos tradicionais desapareceram. No Rio de Janeiro, o número de diários foi reduzido a menos da metade e, no final da década, apenas três monopolizavam quase 80% da circulação na cidade.
O declínio dessas publicações remete a circunstâncias e conjunturas próprias a cada instituição. Em alguns casos, deveu-se simplesmente à má administração. No entanto, o desaparecimento desses órgãos traduz aspectos estruturais, que apontam para uma nova configuração do mercado jornalístico e para uma outra correlação de força no seu interior.
O objetivo da pesquisa é buscar entender esse processo de concentração, tentando relacioná-lo com as modificações (empresariais, técnicas e profissionais) ocorridas na década anterior, quando se deu a chamada “modernização” do jornalismo brasileiro. Nossa hipótese é que há uma relação estreita entre os dois processos. Acreditamos que a modernização das empresas jornalísticas – aliada a sua capacidade de negociação com o poder público – foi um fator decisivo para o êxito de alguns jornais frente à conjuntura política (marcada pelo avanço das forças militares, que passaram a controlar o país a partir de 1964) e econômica (ligada à aguda crise por que passou as empresas jornalísticas, devido à queda do volume de publicidade, ao desenvolvimento da televisão e a problemas com o abastecimento de papel).
A pesquisa será desenvolvida através da análise de quatro jornais: o Correio da Manhã, o Jornal do Brasil, O Globo e Ultima Hora. A escolha não foi aleatória. Nos anos 1960, os dois primeiros eram os principais matutinos e os dois últimos, os mais importantes vespertinos do Rio de Janeiro. No processo de concentração, Correio e UH sucumbiram, enquanto o JB e O Globo tornaram-se os dois mais importantes jornais cariocas, que – com o fim da divisão da imprensa entre matutina e vespertina – passaram a competir entre si.
Os jornais funcionarão simultaneamente como fonte e objeto de estudo. Será fundamentalmente a partir da análise dos próprios impressos que buscamos elementos para o entendimento da dinâmica histórica do campo jornalístico. A leitura dos jornais se guiará pela Análise de Discurso, aliada a métodos qualitativos vindos da História Social. Ao cruzar a AD com outras perspectivas metodológicas, procuramos evitar uma análise presa às estruturas internas dos textos. Além disso, os dados e informações obtidos pela análise dos jornais serão cruzados com aqueles obtidos por outras fontes, como: a) textos de época (periódicos especializados em imprensa, livros e artigos); b) relatos orais (tanto aqueles registradas em arquivos, quanto os que colheremos através de entrevistas com alguns jornalistas que atuaram nos diários estudados) e relatos escritos (biografias, memórias e outras narrativas).

Publicações para Download
 

Discurso e Poder: a contribuição barthesiana para os estudos de linguagem
Memória de Jornalista: Um estudo sobre o conceito de objetividade nos relatos dos homens de imprensa dos anos 50
Memória e identidade nos relatos biográficos
Velhos Jornalistas: memória, velhice e identidade profissional
A imprensa carioca nos anos 1960-70: modernização e concentração
Discurso e poder: a contribuição barthesiana para os estudos de linguagem
Clientelismo, corrupção e publicidade: como sobreviviam as empresas jornalísticas no Rio de Janeiro dos anos 1950?